A Violência na Visão Espiritual

Antonio Paiva Rodrigues

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem ouve”
(Michel Montaigne).

Não opomos dúvida alguma em alongar-nos sobre o futuro de nosso País, mas só poderemos fazê-lo até o limite permitido pelos nossos maiorais. Isto é, pelos nossos chefes e cabeças do poder, que só pensam em se locupletarem. Os que ditam normas tomam decisões, praticam as mais diversas barbáries contra a maioria da população indefesa que, sem saber a quem recorrer, sofrem os dissabores da vida, impostos pelos Espíritos incultos que só se preocupam em aumentar seus patrimônios de qualquer maneira, esquecendo-se das conseqüências que as classes menos favorecidas sofrerão.

Com atitudes gananciosas, a tendência natural será a fome como resultante e o aumento desordenado da violência. O lastro etnológico do Brasil foi preenchido por um residual humano inferior, isto é, por desterrados, criminosos indesejáveis, piratas, vândalos e escórias das mais diversas.

Muitos políticos falazes e corruptos não passariam de reles vigaristas ou ladrões vulgares, caso não lhes houvesse ocorrido o acidente de se guindarem à administração ou ao poder público. Aliás, é mais perdoável perante Deus o ladrão que arrisca a sua vida e a do outrem, para roubar um rádio, relógio ou galináceo, do que o governante ou político, que furta detrás da escrivaninha munido de caneta-tinteiro em vez de gazua, e ainda protegido pelas imunidades do cargo!

É preferível o vigarista que engana o otário ambicioso ao homem público a zombar de milhares de eleitores aliciados para elegerem vereador, deputado, prefeito, senador, governador ou presidente.

Infelizmente, na esfera política do mundo alimentada por partido, doutrinas e sistemas específicos a grupos afins, indivíduos que seriam problemas de polícia na pobreza, encontram clima favorável na administração pública para exercitar com sucesso a sua habilidade delinqüente. O déspota, o tirano em geral, é um produto do ressentimento ou da frustração contra o mundo! Mediocridade é a palavra correta. Existem soluções? Sim.

Excelentes políticos ainda estão no poder basta que eles exerçam a cidadania, criando empregos, educação para a população carente, acabando a impunidade e investindo cem por cento no social. Aliás, temos um sociólogo no poder, hoje um operário. Acabando essas chagas, a situação se reverterá. Com certeza.