Assunto polêmico

Antonio Paiva Rodrigues

Sr. Editor,

“... Aderia ao senhor, fiéis em número cada vez maior, uma multidão de homens e mulheres... a ponto de serem os doentes transportados para as praças e dispostos lá em leitos e catres, a fim de que, ao passar Pedro ao menos sua sombra cobrisse algum deles. A multidão acorria mesmo de cidades vizinhas de Jerusalém... e todos eram curados”.
(Atos -Cap-5)

Diversas versões estão nos anais do tempo, citadas contam como se passou o nascimento, a vida, a obra, e o desenlace fatal do único Espírito Puro que pisou no orbe terrestre.

São tantas versões que confundem, deixam dúvidas e até uma silhueta de incertezas, veio colocar ainda mais uma pitada de fatos, relatos, para que, os exegetas estudassem mais amiúde, a vida deste grande Irmão que veio com intuito de ensinar a humanidade às palavras de Deus, não foi compreendido, tratado como agitador, revolucionário, causou um frenesi muito grande. Além da traição que sofreu foi condenado à morte através da crucificação e do crucifrágium.

A partir dos proscritos, os chamados evangelhos apócrifos, da própria Bíblia, de outras religiões, que relatam de uma maneira diferenciada em alguns pontos, tornando o Livro Sagrado como é conhecido, num mar de alegorias, simbolismo, sendo entendido somente pela parte literal, sem tirar uma vírgula sequer.

Na época do nascimento de Jesus, a Fraternidade Essênia fazia parte da Grande Fraternidade Branca e não só estava bem estabelecida em várias partes do Egito e da Palestina, tendo seu maior centro e número de membros em Alexandria, no Egito, com uma grande comunidade na Galiléia, como também mantinha um grande templo secreto em Heliópolis, no Egito, onde os Supremos Oficiais se reuniam e onde as cerimônias mais importantes da organização eram realizadas.

Este templo foi muitas vezes citado nos registros antigos como o templo de Hélios ou “templo do sol”. Na Palestina havia um templo menor para as cerimônias sagradas dos Essênios de Jerusalém e arredores, localizadas perto de uma das portas da cidade. Era neste templo de Jerusalém que os oficiais da Fraternidade Essênia se reuniam para suas cerimônias sagradas.

A encarnação do Filho de Deus, que fora desde séculos anunciados, se cumpriu de maneira visível em meio a uma época espantosamente grandiosa. Sempre que se pudesse observar, vivia a humanidade atônita pela exibição do poderio romano. Dependendo das condições pessoais de esplendor ou miséria, os homens eram levados á exaltação ou à consternação. A idéia e a expectação de um príncipe enviado por Deus eram mal entendidas, mas amplamente difundidas.

No tempo das seitas místicas e cultas sagrados da Grande Fraternidade Branca do Oriente, houve um certo Joaquim, alto sacerdote do Sagrado Templo de Hélios, fora dos portões de Jerusalém. Era ele um devoto seguidor dos rituais sagrados e havia se comprometido a dar tudo que lhe pertencesse ao grande trabalho.

Quando chegou a época de Ana, sua mulher, ter um filho, eles concordaram que, se fosse uma menina e demonstrasse já durante a infância que fora divinamente, enviada, ela se tornaria uma pomba (Columba), no Templo Santo, como virgem do Sanctum Sagrado. No nono mês Ana deu à luz uma criança, uma menina tal qual como haviam predito os astrólogos (Magos) do Templo. Passado o tempo de praxe, Ana purificou-se e amamentou a criança, chamando-a de Maria, porque o sol estava em Libra na hora do nascimento.

Anos depois, esta menina seria coroada como a mãe do Salvador, Jesus Cristo, que esteve entre nós, pregando o Evangelho Divino, ele nasceu quase despercebidamente, cresceu, ensinou o bem, verberou o mal, sofreu suspeita, foi tentado, odiado, preso, maltratado, crucificado e morto; muitos afirmam que ele venceu a morte e ressuscitou. Aqueles que Nele creram foram curados, e mediante a fé conquistaram a vida espiritual, mesmo quando perseguidos ou mortos.

Quando nos referimos a fatos místicos muito de nossos irmãos nos recriminam, não fui eu o idealizador desta façanha, apenas retrato aquilo que gosto de ler e absorver como conhecimento. Quem sou eu, para julgar, sou apenas um ser imperfeito a busca da evolução. Espíritas famosos como o Kardec brasileiro, o médico dos pobres, Bezerra de Meneses era místico como João Evangelista.

A condenação dos místicos não me cabe, pois a verdade só a Deus pertence. Afirmar que Jesus não era Essênio, pouco importa, mas pelo que expus aqui nesta simples matéria, ela era Essênio pelos laços familiares, já que seu avô Materno era um Essênio, como se diz no velho e surrado jargão popular “de velhos costados”.

Até pelas vestimentas, maneira de agir, de falar, lidar com o próximo, o amor pelos seus irmãos em nada contradizia com o ensino dos Essênios. Fica a indagação: era ou não era Essênio, o nosso querido e amado Mestre Jesus?

(ANTONIO PAIVA RODRIGUES - OFICIAL SUPERIOR DA POLÍCIA MILITAR - GESTOR DE EMPRESAS - ESTUDANTE DE JORNALISMO DA FGF - BACHAREL EM SEGURANÇA PÚBLICA).