A Doutrina Espírita Consoladora

Gregório Rodrigues Espelho

Não é só um "D. Quixote" insistente e persistente que através de decênios de combate ao Espiritismo tem contribuído para o interesse de muitos em conhecer a Doutrina codificada por Allan Kardec.

Nos últimos tempos, de 10 anos para cá, a mídia escrita e falada vem fornecendo, cada vez mais uma enorme quantidade de mensagens e informações a respeito - através de apresentadores de televisão, de entrevistas e declarações valiosas para a divulgação honesta e verdadeira sobre o Espiritismo.

Surgem a cada dia, cidadãos de todas as camadas de nível cultural diferente fazendo indagações ou desejando esclarecimento de algo para dissipar dúvidas ou a curiosidade.

É o dever de quem conhece ou domina o assunto prestar ajuda, mas é importante encaminhar ou aconselhar a procura de um grupo de estudos ou Centro Espírita que hoje constitui milhares de núcleos em todo o Brasil.

Não é aconselhável dar ao interessado informações sobre sessões de comunicação de espíritos. Àqueles que não possuem tempos ou meios fáceis de locomoção, gente humilde, pessoas idosas deve-se indicar a aquisição por compra, empréstimo, doação das obras básicas de Allan Kardec ou as duas mais esclarecedoras a quem é leigo: "O Livro dos Espíritos" e o "Evangelho Segundo o Espiritismo". O primeiro, é constituído de 1019 questões, algumas desdobradas e todas em forma de perguntas e respostas, separadas em quatro livros, subdivididos em dezenas de capítulos.

O segundo, foi formulado em cinco partes: os atos comuns à vida de Cristo, os milagres, as profecias, as palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja e o ensinamento moral.

Existe ainda uma obra entre as complementares muito útil para um principiante: "O que é o Espiritismo" de autoria do Codificador - A última edição que li foi a 34a. de Julho de 1995 - Tradução do Instituto de Difusão Espírita de Araras São Paulo (Qu'est - ce que le spiritism. Ed. de L'.U.S.K.B. 1958). Na obra original Allan Kardec afirma "esta instrução foi feita, tendo em vista as pessoas que não possuem nenhuma noção de Espiritismo". O capítulo I é apresentado com um diálogo entre Allan Kardec e um crítico, o capítulo II entre Allan Kardec e um padre, o III expõe uma idéia sucinta aos sedentos de orientação, contida no resumo do livro dos Espíritos, com a finalidade de antecipar-se às objeções daqueles que pretendem distorcer as idéias que foram objeto de acurados estudos e minuciosas experimentações - O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Ele é um fato consumado que conquistou seu lugar na opinião pública porque se alicerça em argumentos importantes:

Dentro desse prisma, o Espiritismo tem como ponto de vista religioso, as verdades fundamentais de todas as religiões como a crença nos Espíritos mas possuindo como moral a essência dos fundamentos cristãos e lógico que por escudar sua crença na admissão da reencarnação difere de muitas no entendimento da Justiça Divina e na manifestação dos Espíritos e se baseia na máxima de Espíritos que afirmam: A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar n'Ele; É aproximar-se d'Ele, é por-se em comunicação com Ele, acreditando piamente em uma das mensagens do Cristo:

"Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados".

(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 357 de Outubro de 2000)