Bibliografia de Pesquisas Científicas
de Fenômenos Espíritas

Luiz Otávio Saraiva Ferreira

Campinas - SP - Brasil
Junho de 1995.

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Resumo - Uma bibliografia de quase 400 publicações que abrange os fenômenos espíritas, a história de suas descobertas e as pesquisas científicas realizadas com o fim de se entendê-los e se criar uma teoria para explicá-los. Esse catálogo de obras permite ao interessado na investigação científica dos fenômenos espíritas ter contato com os principais trabalhos realizados na área, e visa atender especificamente aos pesquisadores interessados na hipótese do espírito. As informações foram classificadas conforme os seguintes títulos:

Agradecimentos - este trabalho foi possível graças às preciosas fontes bibliográficas cedidas pelo Dr. Hernani Guimarães Andrade e Prof.a. Suzuko Hashizume, do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, e pelo Eng.o. Alcivan Wanderley de Miranda Fo., do Instituto Labor, e pelo Prof. Dr. Aécio Pereira Chagas.

Introdução

Nos tópicos seguintes são descritos o objetivo e o escopo, i. e., a abrangência deste trabalho

Objetivo

Desde o Episódio de Hydesville, em 1848, que a quase totalidade das pesquisas dos fenômenos espíritas gira em torno de um único ponto: a comprovação da existência dos fenômenos. E cada nova geração de pesquisadores insiste em renegar as conclusões da geração anterior para recomeçar da estaca-zero, com as mesmas indagações, de vez que sempre se chega ao beco-sem-saida de ter-se que admitir a existência do espírito. E como o dogma materialista não pode ser contrariado, tem-se que renegar tudo para recomeçar sempre.

É necessária a idéia do espírito para se romper esse círculo vicioso, e o Brasil é o único país do Ocidente em condições de, atualmente, rompê-lo, de vez que conta com milhões de adeptos do Espiritismo, dentre os quais muitos pesquisadores profissionais, para os quais o espiritualismo é o ponto de partida para suas interrogações à natureza, e para os quais a teoria espírita elaborada por Kardec e a convivência com os fenômenos espíritas já ensinaram muito do que é necessário saber-se, na prática, para a boa condução desse tipo de pesquisa.

Toda pesquisa científica tem que iniciar-se por uma pesquisa bibliográfica, a fim de que se saiba o que já foi feito e, a partir daí, critique-se o estabelecido, proponham-se alternativas, e se crie algo de novo. Para facilitar esse primeiro passo das pesquisas é que este trabalho apresenta ao leitor, inicialmente, as modernas conceituações de Ciência, e em seguida uma ampla bibliografia.

Escopo

Inicialmente são apresentadas as modernas conceituações de Ciência, de vez que os conceitos de Ciência mais difundidos e aceitos na sociedade em geral e mesmo na comunidade científica são inteiramente ultrapassados. Em seguida vem uma resenha bibliográfica das pesquisas de fenômenos espíritas que cobre o período que se inicia no ano 1779, com o trabalho de Mesmer, passa pelo surgimento do Espiritismo a partir das pesquisas de Kardec; pelo período das pesquisas espiríticas iniciado por William Crookes em 1870; pela Metapsíquica de Charles Richet no início do século XX; pela Parapsicologia de Rhine, criada em 1934; pela Psicotrônica, criada nos antigos países comunistas depois de 1945; pela Psicobiofísica de Andrade, criada em 1958; pelas pesquisas sobre reencarnação, vozes eletrônicas, e viagems astrais; e termina com as recentes pesquisas espíritas de Tourinho e de Miranda. São citados os pesquisadores e instituições cujas produções são importantes para o conhecimento da fenomenologia espírita, bem como as teorias e hipóteses sobre os mecanismos naturais que os produzem.

Breves resumos dos assuntos tratados nas referências são apresentados nos diversos tópicos deste trabalho, para facilitar a busca da literatura citada, na qual podem ser achadas as informações detalhadas.

O Que é Ciência

Há um grande desconhecimento, mesmo no seio da comunidade científica, do que seja realmente Ciência. O conceito de Ciência foi sendo refinado ao longo do tempo a partir do século XVII, quando começou a surgir o que hoje se entende por Ciência, e a grande maioria dos membros da comunidade científica ainda se encontra apegado a conceitos inteiramente ultrapassados pelas modernas pesquisas da História da Ciência e da Filosofia da Ciência.

Esclarecedora literatura a esse respeito foi produzida pelo químico brasileiro Aécio P. Chagas, destacando- se os seguintes artigos: 1) artigo[67] em que passa em revista a história e a conceituação de Ciência, esclarecendo seu caráter de obra coletiva (Ciência Comunidade), o conceito de Filosofia da Ciência, os objetivos da Ciência, os mitos sobre a Ciência, a idéia de "Ciência Oficial", o caráter científico da obra de Kardec, o lugar da Ciência no conhecimento humano, e a relação entre a Ciência e o Espiritismo; 2) o artigo[68] intitulado "Espiritismo: Ciência da Mediunidade", em que aborda o caráter científico da obra de Kardec, o estudo das religiões sob o ponto de vista espiritista, a contribuição da visão espírita da Natureza para as Ciências Humanas, e procura desmistificar a relação entre o Espiritismo e as outras ciências; 3) os artigos[70,78] em que aborda (e desmistifica) a questão das provas científicas da sobrevivência do espírito, as quais não necessitam da chancela das outras ciências assim como, por exemplo, a Química não precisa da chancela da Física para suas teorias e vice-versa; e 4) o artigo[71] em que as relações entre o Espiritismo e a comunidade acadêmica são analisados sob os pontos de vista histórico, social e filosófico, cogitando sobre a possibilidade de se fazerem pesquisas espíritas na Comunidade Acadêmica ( Universidades e Institutos de Pesquisas).

Igualmente esclarecedora literatura foi produzida pelo físico e filósofo brasileiro Chibeni, destacando-se os seguintes artigos: 1) artigo[72] em que apresenta a visão clássica da Ciência, a visão moderna de Ciência sob os pontos-de-vista de Popper[256], Kuhn[257] e Lakatos[258,259], a análise do caráter científico do Espiritismo e a comparação do Espiritismo com outras linhas de pesquisa que estudam os fenômenos espíritas, 2) artigos[73,74] em que apresenta a visão de Ciência de Lakatos e analisa o Espiritismo, concluindo que este "possui todas as características de um programa de pesquisa progressivo, sendo, portanto, genuinamente científico, segundo o critério de" Lakatos, e nitidamente superior às assim chamadas " Ciências PSI", que são baseadas no Positivismo, que é uma visão superada de Ciência, 3) artigo[75] em que apresenta a visão de Ciência do filósofo Kuhn, a compara com as visões anteriores e apresenta argumentos que mostram que a Doutrina Espírita é genuinamente científica, constituindo um Paradigma Científico no sentido apontado por Kuhn. Nesse trabalho Chibeni afirma: "a obra de Kardec constitui um genuino paradigma científico, e esse paradigma representa, até hoje, a única diretriz segura ao longo da qual se podem desenvolver pesquisas científicas acerca dos fenômenos espíritas e do aspecto espiritual do ser humano em geral.

Revisão Histórica

Boas referências históricas sobre a fenomenologia espírita são Conan Doyle[1], Richet[80], René Sudre[3], Wantuil[4], a série de 27 artigos de H. G. Andrade sob o pseudônimo de Goldstein[13,...,39], intitulados coletivamente de " Parapsicologia - Uma Visão Panorâmica", e Miranda[5].

Do Magnetismo Animal ao Hipnotismo

Mesmer[3,5,15] foi um médico austríaco que, em 1779, publicou uma memória[84] defendendo a existência de um " fluido universal", o qual poderia ser utilizado na cura de doenças. Experimentou tratamentos com imãs (magnetos), mas concluiu que o próprio corpo humano emanava forças mais poderosas que as do imã, as quais denominou então de " magnetismo animal". Teve como seguidor o marquês de Puységur[3,5,16] que, ao experimentar magnetizar camponeses, descobriu o sonambulismo experimental[85,86,87], em que os pacientes sob transe induzido apresentavam telepatia, visão com as pontas dos dedos, clarividência e outros fenômenos. Puységur, por sua vez, fez numerosos discípulos. Embora durante certo tempo rejeitada pelas academias científicas, no início do século XIX a doutrina do "magnetismo animal" estava muito difundida na Europa, sendo natural que o fenômeno das mesas girantes, surgido em torno de 1850, nos EUA, e logo repetido no continente europeu, fosse classificado como uma nova propriedade do magnetismo animal.

Os pacientes submetidos aos " passes magnéticos" às vezes entravam em estados de sono de profundidade variável, chamados de " sono magnético" ou " estados magnéticos". Foi um dos discípulos do marquês de Puiségur, o Abade Faria[5] (José Custódio de Faria), que assentou as bases da interpretação científica do magnetismo[88], tendo sido ainda um dos primeiros a experimentar o uso de sugestões verbais na manipulação magnética dos pacientes.

O magnetismo animal teve boa acolhida na Alemanha, onde merecem destaque as pesquisas do Dr. Justinus Kerner, que estudou a Vidente de Prevorst[102] (a famosa médium sonâmbula Frédérique Hauffe), cujos fenômenos de efeitos físicos testemunhou em companhia de Strauss e do magistrado Pfaffen[4]; as pesquisas do químico austríaco Reichenbach[93,...,96] sobre a visão das auras dos imãs, cristais e corpo humano pelos sensitivos (entre 1845 e 1868); e as memórias publicadas por Schopenhauer[97,98].

É atribuído ao médico francês Alexandre Bertrand[89,90], que publicou seu primeiro livro a respeito em 1823, a descoberta da importância da sugestão no transe induzido.

Coube ao cirurgião inglês James Braid[3,16], no ano 1841, após estudar os fenômenos do magnetismo, dar- lhes uma conceituação científica e fisiológica, criando o Hipnotismo[83] e sua terminologia, que é a mesma utilizada atualmente. Segundo a nova teoria, tudo devia-se à imaginação do paciente agindo sobre seu sistema nervoso ( hipótese animista), rejeitando-se então a hipótese dos fluidos ( hipótese fluidista).

Estava assim criada a divisão entre fluidistas e animistas, que perdura até nossos dias.

Dessa época em diante a interpretação fisiológica do hipnotismo predominou, embora dentre os fenômenos atribuídos ao magnetismo animal ou ao hipnotismo estejam alguns que mais tarde foram reconhecidos como fenômenos paranormais, como, por exemplo, a telepatia[18], para o qual não há explicação nem fisiológica nem física[19].

Durand de Gros[3,99,100] foi o primeiro a perceber a diferença entre o mesmerismo, o hipnotismo e a sugestão.

Do Magnetismo Animal ao Espiritismo

As experiências com magnetismo animal e hipnotismo levavam os pesquisadores a depararem-se freqüentemente com fenômenos que extrapolavam os domínios dessas disciplinas ( telepatia, visão com as pontas dos dedos, clarividência e outros), os quais suscitavam, dentre outras, a hipótese do espírito como explicação. Entre outros casos bem documentados que extrapolam as explicações do magnetismo animal e do hipnotismo, são citados abaixo os de Swedemborg, dos Shakers, de Andrew Jackson Davis e o Episódio de Hydesville, o qual colocou a hipótese do espírito em pauta definitivamente.

Swedemborg

Vidente sueco[1,3], que teve suas faculdades despertadas em 1744, em Londres, aos 25 anos. Foi um grande engenheiro de minas, uma autoridade em metalurgia, brilhante engenheiro militar, autoridade em Física e em Astronomia. Foi também zoologista, anatomista, financista e político. Conhecia profundamente a Bíblia. Escreveu várias obras[104,105,106], em que mistura narrativas de suas experiências mediúnicas, especialmente desdobramentos, a interpretações teológicas dessas mesmas experiências. Sob sua influência criou-se a Nova Igreja, a qual, segundo Conan Doyle[1], "converteu-se em elemento negativo, em vez de ocupar o seu verdadeiro lugar como fonte e origem do conhecimento psíquico".

Os "shakers"

À mesma época, grupos " shakers" (refugiados religiosos da Inglaterra) se estabeleceram em comunidades nos EUA. Cultivavam o mediunismo, que chegou a manifestar-se em forma de transes coletivos durante sete anos consecutivos, após os quais os entes manifestantes, que se afirmavam espíritos, retiraram-se afirmando que retornariam em breve e então invadiriam o mundo, entrando tanto nas choupanas quanto nos palácios. Suas experiências, foram descritas em vários livros e artigos[109,110,111,112,113].

Andrew Jackson Davis

Grande médium vidente, clarividente, audiente, clariaudiente, psicógrafo e psicofônico[1]. Quando submetido a transes magnéticos ditou mais de 30 livros, intitulados coletivamente de Filosofia Harmônica e de Revelações Divinas da Natureza, que tiveram grande impacto nos EUA. Em transe apresentava o fenômeno de xenoglossia, embora fosse de parca instrução, e previu[107], antes de 1856, detalhes do automóvel e da máquina de escrever, que seriam inventados várias décadas depois. Previu, em 1847, o aparecimento do Espiritismo[108], o que se daria no ano seguinte com o Episódio de Hydesville.

O Período Espirítico

Esse período vai do Episódio de Hydesville (1848) até as primeiras pesquisas de Sir William Crookes (1870), sendo a discussão da hipótese do espírito sua temática central, porém sem maiores envolvimentos da ciência oficial.

O Episódio de Hydesville

O dia 31 de março de 1848 é o marco inicial do espiritualismo moderno, coforme narrado por Conan Doyle[1]. A família Fox, de Hydesville, estado de Nova York, EUA, teve um caso de " poltergeist", que culminou com um diálogo através de pancadas entre a filha mais nova, Kate, de onze anos, e uma inteligência que se dizia o espírito de um caixeiro-viajante (cujos despojos foram encontrados apenas em 1904[114]), que teria sido assassinado pelos antigos moradores da casa. Os fenômenos continuaram mesmo em presença de uma multidão de curiosos. Ocorreu assim a primeira manifestação pública de diálogo com os espíritos. Deflagrou-se uma onda de manifestações espíritas espontâneas e provocadas, que se espalhou inicialmente pelos EUA, e extravasou-se para a Europa e demais Américas. Tamanha foi sua repercussão que suscitaram as primeiras pesquisas de cientistas sobre fenômenos paranormais, feitas na Universidade de Buffalo em 1851[131]. Concluíram eles pela fraude (estalos do joelho) das irmãs Fox. Esse resultado foi contestado por outros pesquisadores[1], de vez que as irmãs já haviam sido submetidas a inúmeras comissões de investigação. Os jornais das cidades de Rochester e de Nova York, daquela época, são fartos em artigos sobre esse episódio e outros que o sucederam, instaurando o Modern Spiritualism nos EUA. Elder Evans e outro " shaker" foram visitar as irmãs Fox em Rochester tão logo tomaram conhecimento das manifestações espíritas ocorridas com elas, e foram saudados entusiasticamente pelas forças invisíveis, que diziam que aquilo era o trabalho que tinha sido predito aos "shakers" quatro anos antes[1].

As Mesas Girantes

Segundo Wantuil[4], em fins de 1850 os próprios espíritos sugeriram, através das batidas em código, que os experimentadores se colocassem ao redor de uma mesa, apoiando as mãos sobre ela e, ao ser proferida a letra do alfabeto adequada, a mesa levantaria um dos pés e daria uma pancada, formando-se letra-a-letra as mensagens que os espíritos queriam transmitir. Estava estabelecido assim o fenômeno das mesas girantes, que logo se popularizou nos EUA e, atravessando o atlântico, tornou-se o brinquedo noturno da moda nos salões Europeus.

Deve-se esclarecer que o fenômeno das mesas girantes era conhecido nas antiguidades grega[81] e romana[82], embora tivessem caido no esquecimento posteriormente.

Os fenômenos espíritas, de tão paradoxais, fizeram que a maioria dos cientistas que os estudaram se concentrassem na comprovação da existência, ao invés de procurarem descobrir os mecanismos naturais que os produziam.

Em meio a um clima de enorme desconfiança e, segundo Conan Doyle[1], sem qualquer conhecimento dos perigos e desgastes a que estavam se submetendo, Kate e Margareth Fox, as médiuns através das quais foi iniciada a onda de fenômenos espíritas, fizeram, a conselho das inteligências que se comunicavam através delas, demonstrações públicas nos EUA durante mais de vinte anos. Em 1871 Kate foi a Londres, sendo aí submetida a testes por, dentre outros, Sir William Crookes, o famoso químico descobridor do tálio e do tubo de raios catódicos. Há relatos de que nessa época chegou a produzir materializações luminosas. Margareth e Leah (a irmã mais velha) juntaram-se a ela pouco tempo depois.

Tantas foram as pressões psicológicas sobre Margareth e Kate que suas faculdades entraram em declínio por causa de alcoolismo, e elas morreram no início da década de 1890. Digno de nota é o livro de Leah Fox, que revelou-se a única das três a compreender as importantes implicações filosóficas e morais, para a humanidade, dos fenômenos com que lidavam[133].

As Mesas Girantes nos EUA

Em janeiro de 1851 o famoso jurista John Worth Edmonds, ex-senador, ex-juiz do Supremo Tribunal de New York, materialista confesso, declara-se convencido da realidade do espírito[116], após haver presenciado os mais diversos fenômenos de efeitos físicos e de efeitos intelectuais produzidos sob o mais rigoroso controle. O anúncio de sua conversão abalou profundamente a opinião pública norte-americana[4,113].

Aproximadamente à mesma época o ex-governador do Winscosin e senador N. P. Tallmadge, dentre outros homens célebres dos EUA, também declarou publicamente sua adesão ao espiritualismo, em função das provas experimentais da sobrevivência obtidas[4,113].

Em 1852 os professores W. Bryant, B. K. Bliss, W. Edwards, e David A. Wells, da Universidade de Harvard, após escrupulosos experimentos, publicaram um manifesto em apoio à autenticidade do fenômeno de levitação de mesas[4,130].

O primeiro presidente da Universidade de Cleveland, Rev. Mahan[134], sustentou a tese do fluido magnético para explicar os novos fenômenos, e o Dr. Robert Hare - professor de química da Universidade de Pensilvânia, fez uma série de experiências com fenômenos espíritas, iniciando com os métodos e aparelhos relatados por Faraday em seu relatório à Sociedade Dialética de Londres, e em seguida desenvolvendo seus próprios métodos e aparelhos, com o que se convenceu da realidade dos fenômenos em questão. Em 1853 publicou um livro relatando suas experiências e conclusões[135], as quais apontavam a existência dos espíritos como causa dos tais fenômenos. Por isso foi praticamente obrigado a renunciar à sua cátedra na Universidade de Pensilvânia, e sofreu perseguições da Associação Científica Americana e de professores da Universidade de Harvard[1].

Além dos principais jornais norte-americanos, uma interessante fonte de consulta sobre fatos da época é o periódico " Spiritual Telegraph"[115], primeiro jornal espiritista do mundo.

Tamanho interesse tinham despertado os fenômenos espíritas nos EUA, que alguns médiuns atravessaram o Atlântico e levaram as mesas girantes para a Inglaterra, onde logo o fenômeno era assunto de todas as rodas.

As Mesas Girantes na Inglaterra

Os primeiros médiuns americanos desembarcaram na Inglaterra em 1852, levando para lá os novos fenômenos[1,4], que a essa altura incluíam, além das batidas, as materializações, levitações, escrita direta, voz direta, psicografia, psicofonia, vidência, clarividência e outros. Foram feitas pesquisas pelo célebre matemático e filósofo Prof. De Morgan[136], que concluiu pela veracidade dos fenômenos. Faraday realizou pesquisas sobre as mesas girantes[137], concluindo que tudo se devia a movimentos inconscientes dos médiuns, embora houvesse casos registrados de movimentos das mesas sem contato dos médiuns, conforme réplica do marquês de Mirville[119] a Faraday. O assunto não mereceu maiores envolvimentos da ciência até 1869, quando foi nomeada uma comissão pela Sociedade Dialética de Londres.

As Mesas Girantes na Alemanha

O Dr. Kerner, que já havia estudado a Vidente de Prevorst, publicou um livro sobre as mesas girantes[103], e uma comissão de renomados professores da Universidade de Heidelberg, composta por Karl Mittermaier, Henrich Zoepfl, Robert von Mohl, Renaud, Vangerow, Carl von Eschemayer, Joseph Ennemoser, o Dr. Justinus Kerner, e o Dr. Loewe também pesquisou o fenômeno das mesas girantes, publicando um relatório a respeito[4,117,118]. As experiências com o fenômeno das mesas girantes na Alemanha logo ganharam espaço na imprensa francesa, estimulando a divulgação do fenômeno naquele país[4].

As Mesas Girantes na França

Segundo Wantuil[4], o marquês de Mirville[118], literato Eugène Nus[120], e o conde de Gasparin[137] historiam a chegada do fenômeno das mesas girantes à França, em 1853. Mirville defendia a realidade dos fenômenos e exigia o pronunciamento da ciência sobre eles. O químico Michel Chevrel, em resposta a Mirville, em nome da Academia de Ciências de Paris, publicou um livro[121] em que explicava os fenômenos da vara divinatória, do pêndulo e das mesas girantes como frutos ou da charlatanice ou de movimentos inconscientes dos operadores, no que foi imediatamente refutado por Mirville[119], por Gasparin[137], e pelo Dr. Louis Figuier[122], os quais apontaram no trabalho de Chevrel, além de graves falhas metodológicas e de argumentação, a omissão de fatos comprovados. Era opinião corrente na época que as mesas girantes poderiam ser explicadas pelo magnetismo animal, mas o magnetismo animal não era bem visto pelas academias científicas, estabelecendo-se calorosa contenda entre os magnetistas e seus adversários. O fenômeno das mesas girantes veio confundir ainda mais os debates, pois suscitava a interpretação de que por trás dele haveria a existência de espíritos, o que chocava tanto as mentes que tinham os espíritos como crendices populares quanto as que os tinham como coisas demoníacas.

Alguns periódicos franceses da época são também importantes fontes bibliográficas sobre os fenômenos do magnetismo animal, sonambulismo, e espiritismo[124,125,126,127,128,129].

Surgimento do Espiritismo

O educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec, iniciou estudos dos fenômenos das mesas girantes, escrita automática e outros, aplicando-lhes o método científico. O primeiro fruto dessas investigações foi " O Livro dos Espíritos", em que a interpretação dos fenômenos observados o leva à conclusão da existência e comunicação dos espíritos. Devem-se a ele a criação das palavras " médium", " mediunidade", e " espiritismo", dentre outras. Nota-se em sua obra uma grande influência da idéia do magnetismo animal. Fundou em 1858 e dirigiu a " Revue Spirite", que foi importante fórum de debates sobre a fenomenologia, filosofia e religião espíritas. O mais antigo tratado específico sobre mediunidade foi lançado pelo mesmo autor em 1861 sob o título de " O Livro dos Médiuns". Kardec foi classificado por Charles Richet como o mais influente personagem, entre os anos de 1847 e 1871, na ciência do paranormal. Maiores detalhes biográficos podem ser encontrados na biografia elaborada por Wantuil[6].

(obs: os termos entre parênteses nos dois parágrafos abaixo são acrécimos aos textos originais a título de esclarecimento ao leitor).

Na atualidade a obra de Kardec foi profundamente analisada pelo físico e filósofo da ciência Sílvio S. Chibeni, que em recente artigo[75] assim se expressou: (Kardec) "nos legou um paradigma (científico) admiravelmente coerente, abrangente, empiricamente adequado e heuristicamente fértil, que não deixa nada a desejar aos mais bem sucedidos paradigmas das ciências ordinárias, como a termodinâmica, o eletromagnetismo, as teorias da relatividade, a mecânica quântica, etc". Mais adiante, no mesmo artigo, Chibeni faz um admiravelmente sucinto resumo da obra de Kardec:

"Como uma indicação geral e aproximada, podemos dizer que O Livro dos Espíritos[7], estabeleceu a ontologia e os princípios teóricos básicos (do Espiritismo); O Livro dos Médiuns[8] e a segunda parte de O Céu e o Inferno[10] efetuaram a conexão com a base experimental; O Evangelho Segundo o Espiritismo[9] e a primeira parte de O Céu e o Inferno exploraram as repercursões filosóficas do paradigma (espírita) no campo da ética; A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo[11] e ensaios diversos nas Obras Póstumas[12] e na (Revue Spirit) Revista Espírita[123] aprofundaram vários pontos da teoria (espírita), sendo que a revista constitui também valioso repositório de relatos experimentais".

Para concluir, pode-se afirmar, com base nos trabalhos de Chagas[67,71] e Chibeni[72,75], que até hoje não surgiu uma teoria dos fenômenos espíritas mais sólida, estável, abrangente e bem sucedida que a de Kardec, a qual é a única a atender aos mais modernos e exigentes conceitos de cientificidade.

O Início do Período Científico

Esse período inicia-se com as primeiras pesquisas de Sir William Crookes (1870) e vai até a atualidade, caracterizando-se pela visão positivista de Ciência que esterilizou todos os esforços realizados.

A Psychical Research

Denomina-se de Psychical Research à linha de pesquisas iniciada pela Society for Psychical Research, linha essa de carater nitidamente positivista.

O debate entre magnetistas, sugestionistas e espiritistas não teve grandes novidades até por volta de 1870, quando a Sociedade Dialética de Londres nomeou uma comissão de estudo dos fenômenos espíritas, que trabalhou nos anos 1869-71. Segundo Conan Doyle[1], era composta de 34 membros, tinha como tema "Investigar os fenômenos tidos como manifestações espíritas", e concluiu que "o assunto era digno de maior atenção e cuidadosa investigação do que tinha recebido até então". A Sociedade recebeu muito mal essas conclusões, e recusou-se a publicar o relatório, o qual foi publicado às custas da própria comissão[138].

De sua fundação participaram os principais nomes da ciência ingleses interessados na investigação desses fenômenos.

Em 1882, por causa da recusa sistemática da Sociedade Dialética em investigar os fenômenos então designados por mesmerismo, psiquismo e espiritismo, foi fundada uma nova sociedade com esse propósito específico, por iniciativa de Sir William Barrett, com a denominação de Society for Psychical Research. Sua produção científica está registrada nos " Proceedings". Foi literalmente dominada pelos materialistas, os quais na sua maioria negavam "a priori" a possibilidade do espírito como causa dos fenômenos e, por isso, distorciam (intencionalmente ou não) os resultados das investigações realizadas e faziam uma permanente obstrução das pesquisas que tendessem a demonstrar a existência do espírito. Por outro lado deve-se ressaltar que formou um grande acervo de estudos de casos de telepatia[144,155,157,160,170,171], sugestão e hipnotismo[161,178], clarividência[172], psicografia[195], fantasmas dos vivos[162], fantasmas dos mortos[163,164], e assombrações[196]. Alguns dos seus membros, isoladamente, renderam-se às evidências do espírito em face dos fenômenos observados, especialmente fenômenos de materialização (na investigação de Eusapia Palladino pelo Dr. Hereward Carrington[188]) , mas também pela psicografia e psicofonia (na investigação de Mrs. Piper pelo Prof. Hyslop[197]).

As experiências de correspondência cruzada (mensagens interrelacionadas psicografadas por médiuns diferentes em locais diferentes) forneceram excelentes evidências da sobrevivência do espírito, e são bem relatados, dentre outros, por Mrs. Johnson[184]e por Charles Richet[199].

As investigações de Sir William Crookes

Crookes iniciou estudando os fenômenos espíritas produzidos por D. D. Home[140], que já havia sido estudado por Lord Adare[139]. Dentre outros fenômenos, Crookes (um famoso químico e físico inglês) estudou em laboratório, a partir de 1870, através da mediunidade de Florence Cook, a materialização de espíritos. Crookes publicou os resultados de suas pesquisas (inclusive várias fotografias das materializações[64]) em 1874, enfrentando grandes perseguições por causa de sua conclusão favorável à origem espírita dos fenômenos[141,142].

As investigações do Dr. Alfred Russel Wallace

O famoso naturalista Dr. Alfred Russel Wallace também fez investigações sobre os fenômenos espíritas[143], e igualmente concluiu pela origem espírita dos mesmos, padecendo também perseguições por isso.

As investigações do Prof. William Barrett

William Barrett apresentou estudo dos fenômenos espíritas à Associação Britânica para o Progresso da Ciência em 1876[356] e declarou publicamente seu apoio à hipótese espírita.

As investigações de Lord Rayleigh e do Prof. De Morgan

Famosos matemáticos ingleses Lord Rayleigh[146] e Prof. De Morgan[136], igualmente investigaram os fenômenos espíritas e declararam publicamente suas conclusões favoráveis à hipótese espírita.

Fotografias Espíritas

Outro interessante fenômeno estudado nesse período é o das fotografias das aparições de espíritos produzidas na presença de médiuns especialmente dotados. As aparições não são visíveis a olho-nú, aparecendo apenas nas fotografias. Um relato interessante é encontrado num livro autobiográfico do médium William H. Mumler, de Boston ( EUA)[212]. O Dr. Alfred Russel Wallace também relata experiências com fotografias espíritas[213].

Pesquisas sobre Telepatia e Sugestão

Sobre esse assunto pesquisaram, entre outros, Lodge[155,156], Thaw[170], Sidgwick[159,171,180], Backman[172], Ochorowicz[173], Dessoir[176], Schernck-Notzing[177], Hodgson[178], James[179], Myers[195,196], Flournoy[181,182,183], Johnson[184], Verrall[158], Salter[166], Hyslop[167,168], Troubridge[169]. Na França, Richet publicou ensaio abrangendo telepatia, clarividência, diagnóstico de doenças, e a relação entre paciente e magnetizador[198].

O Fenômeno das Vozes Diretas

Outro fenômeno igualmente interessante pesquisado na época foi o das vozes diretas, que são aquelas produzidas sem o concurso dos órgãos fonadores do médium, parecendo brotar do nada. Dentre outros pode-se citar os relatórios das seguintes pesquisas sobre vozes diretas: pesquisas do Sr. Damiani[215], da Sociedade Dialética de Londres; pesquisa do General Boldero[214], da SPR, com o médium D. D. Home, e pesquisa do Prof. Hyslop[216] sobre a médium Elisabeth Blake, de Ohio (EUA).

Moldagens em Parafina

Moldagens em parafina de membros dos espíritos materializados foi excelentemente pesquisada pelo Dr. Gustave Geley[218].

Os Grandes Médiuns do Período Científico

Os principais médiuns que contribuíram com a produção de fenômenos espíritas para estudo da ciência são citados a seguir.

Daniel Dunglas Home

Daniel Dunglas Home era escocês, nascido em 1833. Produzia principalmente fenômenos de materialização, levitação, telecinesia e "raps". Foi investigado pelo Prof. Wells, da Universidade de Harward, pelo Prof. Hare, pelo Prof. Mapes, por Sir David Brewster[147], por Sir William Crookes[141], por Aleksander Aksakof e pelo Prof. Butlerof.

Os Irmãos Davenport

Os Irmãos Davenport nasceram em Buffalo, estado de New York, EUA, em 1839 e 1841, respectivamente. Tiveram publicadas duas biografias: uma por T. L. Nichols[148], e outra por Robert Cooper[150]. Nichols também narra fatos da vida dos Davenport em outro livro[149]. Foram examinados pelos professores da Universidade de Harvard em 1857 (cf. [148] pp. 87-88), que após terem atendidas todas as suas exigências de controles contra fraude, e mesmo assim terem presenciado as materializações, não fizeram relatório, provavelmente impedidos pelos preconceitos vigentes. Deram demonstrações públicas de efeitos físicos por todo os EUA, Europa e Austrália[1].

Os irmãos Horatio e William Eddy foram grandes médiuns de materialização no estado de Vermont EUA. Iniciaram suas demonstrações nos anos de 1874/5. Foram investigados pelo Coronel Olcott, um grande pesquisador de materializações, das quais publicou relatos minuciosos[112]. Fez medidas de peso, força muscular e altura dos espíritos materializados pelas faculdades desses médiuns.

Henry Slade

Henry Slade produzia escrita-direta em lousas lacradas. Exibiu-se nos EUA por 15 anos antes de ir a Londres, onde chegou em 1876. Foi investigado pela Comissão Seybert (EUA), pelo Prof. Zöllner, em Leipzig, Alemanha[151], juntamente com os professores William Edward Weber (físico), Scheibner (matemático) e Theodore Fechner (físico). Foi estudado também em São Petersburgo (Rússia) (cf. [1], p. 247).

O Dr. Monck

O Dr. Monck foi pesquisado por Alfred Russel Wallace[152] e por Sir William Barret[153]. Produzia escrita direta em lousas seladas e materializações à plena luz do dia. Foi apanhado em fraude algumas vezes, o que não invalida suas produções verdadeiras.

Charles H. Foster

Charles H. Foster nasceu nos EUA, e foi biografado por George C. Bartlett[189]. Além de grande clarividente, apresentava também a psicofonia.

M.me. d'Esperance

M.me. d'Esperance, cujo nome de batismo era Elisabeth Hope, foi um grande médium de materializações. Escreveu uma importante autobiografia[190], e foi estudada por Alexander Aksakof[65]. Alguns de seus feitos mediúnicos são também descritos por William Oxley[191]. Teve um triste fim de vida, pois ficou irremediavelmente doente após um pesquisador ter agarrado o espírito Yolanda materializado numa seção em Helsingfors, no ano de 1893, na tentativa de provar que havia fraude no fenômeno. A desmaterialização súbita do espírito e o choque decorrente na médium a adoeceram.

William Eglinton

William Eglinton nasceu na Inglaterra. Possuía forte mediunidade de efeitos físicos. Foi biografado por J. E. Farmer[192], e foi estudado na Universidade de Cambridge, em 1880, sob os auspícios da Sociedade de Psicologia. No mesmo ano foi estudado pelo Prof. K. F. Zöllner[151]e outros, em Leipzig (Alemanha).

Stainton Moses

Stainton Moses nasceu na Inglaterra. Possuía forte mediunidade de efeitos físicos e de psicografia. Uma descrição detalhada de sua mediunidade foi dada por F. W. H. Myers[193,194].

A Metapsíquica

Após uma fase de intensas pesquisas, o estudo de fenômenos físicos foi abandonado na Inglaterra e, na França, ficou praticamente restrito aos trabalhos de Paul Gibier[185,186,187].

A Metapsíquica, também de carater nitidamente positivista, foi o resultado de um novo surto de interesse da comunidade científica sobre os fenômenos espíritas, interesse esse despertado pelo surgimento de uma nova geração de poderosos médiuns. Tal interesse resultou em longos anos de pesquisas por alguns dos melhores cérebros da Europa, daí surgindo uma nova disciplina batizada de Metapsíquica, da qual descendem as atuais Parapsicologia e Psicotrônica. Os metapsiquistas pesquisaram desde a visão de auras até os fenômenos de materialização, passando pelos de telepatia, clarividência, precognição, psicofonia (denominado de "encarnação espírita") e psicografia (denominado de "escrita automática"). As interpretações espiritualista ou materialista dos fatos observados variavam de pesquisador para pesquisador como hipótese cientificamente válidas, pois baseadas em fatos positivos.

O Renascimento do Magnetismo Animal

As pesquisas sobre visão das auras dos imãs, cristais e seres vivos, iniciadas por Reichenbach, que haviam sido desprezadas por se basearem no testemunho de sensitivos, foram retomadas em 1880 pelo Dr. Baréty[217], em 1891 pelo Coronel De Rochas[223], em 1903 pelo Prof. Blondot[224], e em 1912 pelo Dr. Kilner[225]. Seguiram-se as pesquisas de Haschek[226] (em 1914) e de Hofmann[227] (em 1919) sobre visão de auras de cristais e imãs, que deram resultados negativos. As experiências de Boirac[231,232] e Alrutz[233] (sobre a sensibilidade de pacientes à imposição de mãos), bem como as de Louis Favre[234,235] e de Paul Vasse[236] (sobre a germinação de vegetais), mais recentes, trouxeram apoio à hipótese fluidista.

Clarac e Llaguet[237] registraram a mumificação de tecidos vivos pela imposição de mãos de uma sensitiva.

Luys, Chaigneau, Guebhart, Jacobson, Yvon, Dellane, Darget, Baraduc (vide [3] p.247), Fontenay[228], e G. Le Bon (vide [3] p.247) pesquisaram ainda o registro do fluidos magnéticos em chapas fotográficas. Após a superação de erros experimentais em diversas pesquisas, concluiu-se que há fenômenos genuínos.

Zöllner[229] e Sokolowski[230] constataram a influência dos magnetizadores sobre bússolas, e Grunewald[238] fez pesquisas empregando um galvanômetro balístico de espelho, observando a produção de campos magnéticos pela aproximação da mão de alguns magnetizadores.

Os fenômenos elétricos atribuídos ao magnetismo animal foram pesquisados com o auxílio de galvanômetros por Gass-Desfossés[239] e Courtier a partir de 1874, acrescentando-se depois os eletrômetros ao aparato experimental. Tais experiências foram continuadas pela comissão do Instituto Geral Psicológico de Paris (vide [3] p. 255) em 1905, por Imoda[240] em 1908 e por Ochorowicz[174] logo em seguida. Em 1921 Yourevitch e Du Bourg de Bozas[241,242], apresentaram os resultados de suas pesquisas sobre efeitos elétricos da radiação de pacientes paranormais. Grunewald[243] também pesquisou o assunto à mesma época. Concluiu-se que há uma energia que, sem ser a eletricidade, tem algumas propriedades semelhantes a esta.

Devem-se ressaltar as pesquisas de Ochorowicz[175] sobre as emanações humanas, que ele denominou de raios XX devido ao seu poder de penetração muito superior ao dos raios X. Obteve inúmeras "radiografias", notadamente de mãos. Experiências assemelhadas foram feitas pelo Prof. Foa[244], da Universidade de Turim, por Geley, Richet e Sudre[245], no Instituto Metapsíquico de Paris e por Geley[246] e colaboradores, no mesmo instituto.

Eusapia Palladino

Não se pode falar da pesquisa espírita sem ressaltar a grande contribuição da médium Eusapia Palladino, cuja mediunidade despertou interesse de grandes personalidades científicas da Europa no final do século XIX. Ela submeteu-se pacientemente a longos anos de investigações científicas dos fenômenos produzidos por sua potentíssima mediunidade, investigações essas que muitas vezes colocavam em cheque sua lisura na produção desses fenômenos e provocavam-lhe grandes desconfortos físicos e psicológicos[1].

Eusapia Palladino foi um dos médiuns de efeitos físicos mais estudados pela ciência até nossos dias. Seu primeiro pesquisador foi o Prof. Chiaia, de Nápoles, que a recomendou ao estudo do Prof. Lombroso[220]. Foi estudada ainda pela Comissão de Milão (em 1892), da qual participaram o Prof. Schiaparelli, Diretor do Observatório de Milão, o Prof. Gerosa, Catedrático de Física, Ermacora, Doutor em Filosofia Natural, Aksakof, Conselheiro de Estado do Czar da Rússia, Charles du Prel, Doutor em Filosofia de Munique, e o Prof. Charles Richet, da Universidade de Paris. Foram realizadas 16 sessões.

Em seguida foi estudada em Nápoles (1893), em Roma (1893-4), em Varsóvia (1894), onde deu 40 seções para o Dr. Ochorowicz e da elite científica da Polônia, na França (1894) sob a direção do Prof. Charles Richet, de Sir Oliver Lodge[154], de Mr. F. W. H. Myers e do Dr. Ochorowicz.

Em 1895 foi estudada novamente em Nápoles, e no mesmo ano foi estudada na Inglaterra pelo Prof. Charles Richet, Sir Oliver Lodge, Dr. Richard Hodgson e Mr. Sidgwick.

Ainda no mesmo ano foi estudada na França pelo Coronel de Rochas[221]; em 1896 em Tremezzo, em Auteuil e em Choisy Yvrac; em 1897 em Nápoles, Roma, Paris, Montfort e Bordéus; em Paris, em novembro de 1898, pela comissão composta de Camile Flamarion (astrônomo), Prof. Charles Richet, Albert de Rochas, Victorien Sardou, Jules Claretie, Adolphe Bisson, Gabriel Delanne, G. de Fountenay e outros.

Em 1901 foi investigada no Clube Minerva, em Genebra, em presença dos Professores Porro, Morselli, Bozzano, Venzano, Lombroso, Vassalo e outros, e em Gênova pelos professores Morselli[247] e Porro.

Entre 1905-1908 foi estudada no Instituto Geral Psicológico de Paris[248]. Houve muitas outras pesquisas na Europa e nos Estados Unidos da América.

Em 1906-7 foi estudada em Gênova, pelo Prof. Morselli, onde foram tiradas fotografias, e em 1907 foi estudada por Bottazzi, em Nápoles.

Em 1908 a SPR nomeou uma comissão de três técnicos em ilusionismo, composta por Mr. W. W. Baggally, Mr. Everard Fielding e pelo Dr. Hereward Carrington, para investigar a mediunidade de Eusapia. O relatório das investigações foi publicado em 1909[188].

Em 1910 o Dr. Hereward Carrington efetuou novas experiências com a mediunidade de Eusapia, dessa vez em New York (EUA).

Investigações de Cesar Lombroso

Convidado por Chiaia[1] a investigar os fenômenos produzidos por Eusapia Palladino, Cesar Lombroso (que era um cientista famoso) convenceu-se da veracidade dos mesmos, proclamando-o publicamente, levando com isso outros cientistas igualmente famosos a se interessarem pelo estudo dos fenômenos espíritas. Publicou, dentre outros, um importante trabalho sobre mediunidade a partir do estudo de Eusapia[219].

Investigações de Schrenck-Notzing

Pesquisou o ectoplasma entre 1908 e 1913, e publicou vários trabalhos sobre o assunto[203,204,205]. Longaud também publicou sobre essas pesquisas[206]. Schrenck-Notzing comparou ao microscópio os cabelos de uma forma materializada com os da médium Eva C., que produziu a materialização. Fez análise química do ectoplasma, e obteve a filmagem do ectoplasma fluindo da boca do médium.

Investigações de Ernesto Bozzano

Realizou, dentre outros, importantes trabalhos sobre desdobramento e fenômenos de bilocação[349], fenômenos de transporte[251], comunicações mediúnicas entre vivos[252], e xenoglossia[253].

Investigações Charles Richet

Foi um dos principais pesquisadores de fenômenos espíritas. Estudou profundamente o fenômeno de materialização. O nome "ectoplasma" foi criação sua, depois de estudar os fenômenos produzidos pela médium Eva C., em Argel[200], para designar a substância exudada pelos médiuns para produção do fenômeno de materialização. Richet também constatou a correspondente desmaterialização do médium durante as materializações de espíritos[201]. Um amplo relato de suas experiências foi publicado em livro[199], tendo como obra mais importante seu Tratado de Metapsíquica[202], do qual existe uma edição esgotada em português.

Investigações Gustave Geley

Importantes estudos do ectoplasma foram feitos também pelo Dr. Gustave Geley, que foi diretor do Intituto de Metapsíquica (França), publicando importantes obras sobre o assunto[207,208]. As importantes pesquisas do Instituto de Metapsíquica estão relatadas na sua publicação oficial, intitulada "La Revue Metapsychique".

Investigações de Aleksander Aksakof

Merecem destaque suas investigações sobre fenômenos de materialização, transportes, e bilocação[66], tendo também observado o fenômeno de desmaterialização do médium de efeitos físicos durante as materializações[65].

Investigações de John Crawford

O Dr. W. J. Crawford, Professor de Engenharia Mecânica da Queen's University de Belfast (Irlanda), dirigiu uma importante série de experiências entre 1914 e 1920, com a médium Kathleen Goligher, as quais foram relatadas em livros[209,210,211]. Utilizando balanças, provou que a translação e levitação de objetos e os "raps" são produzidos por "estruturas psíquicas" que emanam do corpo do médium. Provou também que o médium perde massa à medida que expele o ectoplasma, recuperando-a parcialmente ao término dos fenômenos, e que também os assistentes contribuem com alguns gramas de massa corpórea para a produção do ectoplasma.

As Últimas Pesquisas da Metapsíquica

No final da década de 1920 e começo dos anos 1930, paralelamente ao surgimento da Parapsicologia, que deveria mudar inteiramente o rumo das pesquisas, foram realizadas importantes investigações por Eugène e Marcel Osty[254], no Instituto Metapsíquico de Paris, sobre a detecção do ectoplasma por fotocélulas infravermelhas e sobre a influência da luz vermelha e ultravioleta no ectoplasma, com a colaboração do médium Rudi Schneider.

A Metapsíquica e a Psicanálise

Inardi[2] conta que Sigmund Freud, o criador da Psicanálise, tinha inicialmente uma posição de declarado ceticismo em relação aos fenômenos de teleparia e premonição. Tal posição foi-se abalando com o passar do tempo, de modo que ele aceitou ser membro correspondente da S. P. R. de Londres em 1911 e da A. S. P. R em 1915.

Em 1921 ele escreveu um trabalho sobre psiconálise e telepatia, que seu discípulo Ernest Jones desaconselhou-o de apresentar no congresso psicoanalítico internacional em 1922 com o argumento de que a psicoanálise já era alvo de suficientes polêmicas para que os ânimos fossem ainda mais acirrados com um trabalho versando sobre assunto tão controverso. Tal trabalho foi publicado somente em 1941. Freud escreveu outro trabalho, em 1922, intitulado "Sonho e Telepatia", em que admitia a realidade dos sonhos telepáticos.

Sua mudança de posição frente aos fenômenos espíritas, após toda uma vida de estudos e observações, fica patente na carta que enviou a Hereward Carrington, em que declara: "Se eu soubesse que podia recomeçar a viver, dedicar-me-ia à pesquisa psíquica e não à psico-análise."

As Comissões de Investigação

Paralelamente às investigações citadas anteriormente, algumas comissões de investigação foram criadas para dar um veredicto científico sobre a realidade dos fenômenos espíritas. Os resultados de tais investigações foram, no geral, decepcionantes, principalmente devido ao despreparo dos membros de tais comissões frente a esse tipo de fenômenos, os quais dependem, além das condições físicas do ambiente e fisiológicas dos médiuns, das condições psicológicas de todos os presentes ao recinto do experimento. Pode-se dizer que, face ao triplo caráter Psicológico, Biológico e Físico dos fenômenos espíritas, os investigadores teriam que possuir uma formação multi disciplinar para lograrem preparar-se adequadamente para estuda-los. O caráter intimidatório de tais comissões por si só já seria elemento suficiente para inibir a maioria dos médiuns investigados, conforme Sudre ([3] p. 90 e ss.). É importante que se conheçam tais investigações para não se repetirem os mesmos erros.

Investigações da Comissão Seybert

A comissão Seybert foi criada em função de uma herança de sessenta mil dólares deixada por Henry Seybert, cidadão de Filadélfia (EUA), para a criação da cadeira de filosofia da Universidade da Pensilvânia, com a condição que se criasse uma comissão para investigar o Espiritismo. Ainda segundo Conan Doyle[1], a comissão nomeada para as investigações tinha pouco interesse no assunto, encarando a pesquisa como mera exigência legal para a posse da herança legada por Mr. Seybert. Os trabalhos começaram em 1884, foi publicado um relatório preliminar em 1887, que ficou sendo o relatório final, segundo o qual a fraude e a credulidade constituem tudo no Espiritismo, nada havendo de sério que mereça referência. Fique claro que a referida comissão testemunhou fenômenos de "raps", escrita direta, e materializações fosforecentes genuínos, apesar de também ter flagrado algumas fraudes. Caracterizou-se pela leviandade com que encarou a investigação e escreveu seu relatório.

Investigações da Comissão do Instituto Geral Psicológico de Paris

Segundo Conan Doyle[1], a comissão do Instituto Geral Psicológico de Paris realizou um total de 40 sessões com a médium Eusapia Palladino nos anos de 1904-5-6. Entre outros investigadores participantes dessa comissão tem-se registro de Charles Richet, o casal Curie, Bergson, Perrin, e d'Arsonval. Seu relatório foi muito criticado pela forma indecisa com que foi escrito, deixando o leitor na incerteza quanto à presença ou não de fraudes nos fatos relatados.

Investigações da Comissão da Scientific American

Conan Doyle[1] também cita que entre os anos de 1923 e 1925 uma comissão, nomeada pela Scientific American, estudou a médium Mrs. Crandon, mulher de um médico de Boston (EUA). O secretário, Mr. Malcom Bird, e o Dr. Hereward Carrington declararam sua adesão à hipótese espírita. Outros declararam-se sem condições de dizer se tinham sido ou não enganados, ao passo que o Dr. Prince tinha deficiência auditiva e o Dr. McDougall (vide o item referente à parapsicologia, na segunda parte deste trabalho) teria sua carreira acadêmica ameaçada se aceitasse a impopular explicação espírita dos fenômenos.

As Investigações da Comissão de Harvard

Ainda segundo Conan Doyle[1], logo após as trabalhos da comissão da Scientific American foi constituída uma pequena comissão de pessoas de Harvard, encabeçada pelo astrônomo Dr. Shapley. Também nessa comissão, apesar de satisfeitas todas as exigências experimentais dos investigadores, e de não poderem afirmar que haviam sido enganados, houve a conclusão de fraude como explicação para os resultados obtidos, numa evidente contradição que mostra a insegurança da equipe em enfrentar o desconhecido.

A Parapsicologia

O Prof. William Mac Dougall[2], famoso psicólogo inglês, foi eleito presidente da S.P.R. de Londres em 1920 e no mesmo ano transferiu-se da universidade de Oxford (Inglaterra) para a universidade de Harvard (Boston, EUA), onde assumiu a cátedra de psicologia e logo veio a assumir a presidência de A.S.P.R.

Nesse ínterim participou, entre 1923 e 1925, da comissão de investigação da Scientific American sobre os fenômenos espíritas.

Em 1927 foi chamado para dirigir o Instituto e a Faculdade de Psicologia da Universidade de Durham (Carolina do Norte, EUA), também conhecida como "Duke University".

Ao transferir-se para a "Duke", Mac Dougall convidou o jóvem doutor em botânica (então com 32 anos) e interessado em metapsíquica Joseph Banks Rhine para acompanhá-lo, confiando-lhe um projeto de pesquisa que não tivera condições de concretizar em Harvard.

Rhine gastou três anos em estudos preparatórios, e em 1930 iniciou a pesquisa propriamente dita[41], tomando rumos inteiramente novos em relação a tudo que já havia sido feito até aquela data em termos de pesquisa dos fenômenos paranormais. Ao invés de médiuns especialmente dotados, estudou indivíduos tomados ao acaso entre estudantes e voluntários, empregando um jôgo de cartas padronizadas (conhecidas como baralho Zener) e o método estatístico para o estudo dos fenômenos de telepatia, clarividência e precognição, batizados coletivamente de Percepção Extrasensorial[43] (ESP - Extrasensory Perception). Posteriormente o método estatístico foi adaptado ao estudo quantitativo dos fenômenos de Psicocinesia (PK - Psychokinesis).

Diversos pesquisadores, tanto da Europa quanto dos EUA já haviam feito experiências com a telepatia, mas somente com o início das pesquisas de Rhine a qualidade das evidências obtidas a favor da existência da telepatia e da clarividência mudou definitivamente para melhor. Após 85.000 provas feitas com os mais rigorosos cuidados contra fraudes mesmo que involuntárias, os resultados foram publicados em 1934, apresentando média de acerto acima de 7 em 25 (28%), ao passo que o puro acaso permitiria acerto de apenas 5 em 25 (20%). Foram feitas também experiências de telecinesia em que se pesquisava, com a mesma técnica de análise estatística, a possibilidade dos pacientes influenciarem os resultados do arremesso de dados. Aconselha-se a leitura das obras de Rhine[58,60] na lígua original (inglês), pois as traduções para o português atualmente existentes desfiguram seriamente o texto original.

O principal feito do trabalho de Rhine foi evidenciar estatisticamente a existência de uma "faculdade paranormal". Até nossos dias a parapsicologia (que não pode ser chamada de ciência por não preencher os modernos critérios de cientificidade) não conseguiu atingir seu outro grande objetivo, que é o de estabelecer as relações entre as faculdades paranormais e as outras faculdades da mente (evita-se escrupulosamente a palavra " espírito" em parapsicologia). Outra grande limitação da parapsicologia é sua fragilidade na pesquisa das bases físicas da paranormalidade, além da fundamental ausência de uma teoria satisfatória e abrangente para os fenômenos, pois a teoria espírita elaborada por Kardec (que é a única, até hoje, a explicar satisfatoriamente os referidos fenômenos e a preencher aos mais rigorosos critérios de cientificidade) é rejeitada "a priori" pelos seus adeptos.

A grande limitação do método estatístico da parapsicologia é que ele se presta apenas ao estudo de uma pequena classe de fenômenos, e mesmo nos casos de telepatia e clarividência (que constituem as faces da "percepção extrasensorial" - ESP) não substitue o método qualitativo (cf. [3] p. 58).

No primeiro grupo de bibliografias sobre parapsicologia estão as que a definem como um campo da ciência, apresentam suas subdivisões, relações com outras áreas do conhecimento, e definem termos e conceitos[41,58,260,...,267]. No segundo grupo estão as que apresentam os métodos objetivos de pesquisa[268,...,279]. No grupo seguinte são apresentadas as bibliografias que apresentam os fatos a respeito de PSI e de seus tipos[280,...,318], e em seguida as que abordam a relação entre PSI e o mundo físico[319,...,337].

A Psicotrônica

Na extinta União Soviética os estudos dos fenômenos espíritas ganhou o nome de Psicotrônica[2], nome esse que exprime a superação dos limites da Psicologia, entendendo-se por Psicotrônica a disciplina que se ocupa das energias do ser humano tendo como objetivo o conhecimento das possibilidades de interação entre homem e homem e entre homem e ambiente através de capacidades possuidas por quase todos. Tal como a Parapsicologia, a Psicotrônica também não é uma ciência e também carece de uma teoria satisfatória e abrangente para explicar os fenômenos espíritas, pois a teoria espírita elaborada por Kardec (que, repetimos, é a única, até hoje, a explicar satisfatoriamente os referidos fenômenos e a preencher aos mais rigorosos critérios de cientificidade) também é rejeitada "a priori" pelos adeptos da Psicotrônica.

Pode-se destacar, dentre outras, as pesquisas sobre telepatia do fisiologista Leonid Leonidovitch Vasiliev, realizadas a partir de 1950 nom laboratório por ele organizado no Instituto de Fisiologia da Universidade de Leningrado (atual São Petersburgo). Foram lançados no ocidente dois livros de sua autoria sobre o assunto[338,339].

Dentre outros trabalhos, é digna de menção a investigação do agente telecinético Boris Vladimir Ermolaev, realizada pelo doutor em Psicologia, prof. V. N. Pushkin[340].

Os doutores V. M. Iniushin e G. A. Sergeiev, postularam independentemente a existência de um "bioplasma"[341,...,343] que poderia explicar muitos dos fenômenos paranormais.

As pesquisas psicotrônicas foram cerceadas pelo materialismo oficial dos paises da cortina de ferro, que lançava em desgraça qualquer pesquisador que tendesse a evidenciar a hipótese do espírito. No entanto realizaram grandes avanços no estudo dos aspectos físicos da paranormalidade.

A Psicobiofísica

Procurando romper os nós que paralizaram a Parapsicologia e a Psicotrônica, Andrade propôs a Psicobiofísica[40], disciplina que, baseada na teoria espírita elaborada por Kardec, procura unir a Física à Biologia e à Psicologia para atacar o problema da compreensão integral dos fenômenos paranormais (ou espíritas).

Prosseguiu na linha de raciocínio inaugurada por Zöllner e propôs, na Teoria Corpuscular do Espírito, um modelo de espaço de pelo menos quatro dimensões para explicar os fenômenos espíritas, modelo com que o autor oferece caminhos para a concepção de novos experimentos para se investigarem as bases físicas desses fenômenos, tarefa em que a Parapsicologia fracassou. Seus livros[42,...,49,40], são importantes fontes de informações pois, aliado à excelente didática, oferecem ao leitor uma visão de conjunto das bases teóricas da Física, Biologia e Psicologia que, unidas e estendidas, resultam em um modelo de realidade física na qual o espírito é um elemento natural. Do mesmo autor também estão disponíveis, dentre outros, trabalhos de pesquisa sobre reencarnação[48,51], poltergeist[49,...,51], e "drop-in"[52] (manifestação espontânea do espírito de um falecido que apresenta todos os dados objetivos necessários à sua plena identificação).

OOBE (Experiência Fora-do-corpo)

Experiência Fora-do-Corpo indica o fenômeno em que o indivíduo vê-se saindo do corpo físico e mergulhando numa realidade que extrapola a nossa realidade física, embora geralmente mantenha durante o fenômeno perfeita consciência do que se passa com o seu corpo físico. Durante tais estados de consciência o indivíduo pode deslocar-se a outros sítios e reportar o que vê, havendo relatos de casos em que o indivíduo consegue também provocar efeitos materiais de sua presença no sítio a que seu "corpo astral" se deslocou. Tal fenômeno é também denominado "viagem astral" ou "desdobramento".

Blackmore[344] publicou uma revisão dos trabalhos científicos sobre OOBE onde o leitor poderá encontrar uma crítica razoável das pesquisas sobre o assunto. Entre trabalhos científicos e depoimentos de experiências de OOBE, publicações importantes foram também feitas por Crookall[345,...,348], Bozzano[349], Monroe[349], Muldoon[350,351], Prado[352], Ritchie[62], Vieira[61], Zaniah[353], e Osis[354,355].

NDE (Experiência de Quase-Morte)

Foram observados muitos pontos em comum nos relatos de indivíduos ressussitados de paradas cardíacas e outras situações de quase-morte. Tais semelhanças foram notadas mesmo entre indivíduos de culturas, credos, raças, idades e profissões diferentes. Tais relatos incluem, no geral, uma experiência fora-do-corpo, o encontro com seres "espirituais", a travessia de um "túnel", e o retorno ao corpo físico.

As principais pesquisas sobre o assunto foram feitas por Barrett[356], Osis[357,358], May[359], e Moody Jr.[54,55].

Reencarnação

Reencarnação é entendido como o renascimento do mesmo espírito em diferentes corpos humanos, em vidas sucessivas.

Uma das linhas de pesquisa baseia-se na comprovação documental das lembranças de vidas anteriores relatadas pelos indivíduos, dentre os quais inúmeras crianças de tenra idade. Nessa linha tem-se as pesquisas brasileiras de Andrade[48,51], e as pesquisas de Stevenson[63,363]. Uma outra linha de pesquisa interessante é a que procura marcas de nascença nos reencarnantes que evidenciem algum tralmatismo físico ocorrido numa encarnação anterior ("birthmarks"). Nessa linha tem-se , por exemplo, as pesquisas de de Andrade[53] e as Muller[364].

Uma outra interessante linha de pesquisa sobre reencarnação, muito inovadora pela sua metodologia, é da Dra. Helen Wanbach[56], que se baseia na análise estatística das reminiscências relatadas por indivíduos submetidos a regressão de memória através de sugestão hipnótica. Essa técnica torna a confrontação dos dados colhidos com os registros históricos bem mais fácil que no caso de dados individuais, e elimina as tendências pessoais, o que é muito importante.

Uma conseqüência das pesquisas sobre reencarnação foi o surgimento, na Psicologia, da Terapia de Vidas Passadas. Netherton[365] foi o pioneiro dessa linha terapêutica que está encontrando grande aceitação no Brasil, provavelmente devido à grande disseminação e aceitação da idéia da reencarnação entre nós.

EVP (Fenômeno das Vozes Eletrônicas)

O fenômeno das vozes eletrônicas foi descoberto por acaso quando Juergenson[366] realizava gravações de canto de pássaros no campo e apareceram vozes falando em línguas estranhas na fita, vozes essas que falavam frases compostas de palavras de várias línguas diferentes e se dirigiam a ele.

À descoberta de Jürgenson seguiram-se as observações de, dentre outros, Bander[57], Raudive[367] e Meek[79], que obtiveram igualmente mensagens em gravadores. Mais recentemente observaram-se o aparecemento de mensagens também em discos magnéticos de computadores, na forma de arquivos- texto.

Pesquisas Espíritas da Atualidade

Talvez por serem os pesquisadores profissionais espíritas em pequeno número, relativamente ao total de adeptos do Espiritismo no Brasil atual, talvez pela reconhecida falta de tradição dos brasileiros em documentar os fatos (diz-se que o Brasil é um país sem memória), a produção de obras espíritas de caráter científico é ainda bastante modesta, mas pode-se pinçar alguns exemplos importantes que, embora às vezes sem assumirem o título de "científicas", na abalizada opinião de Chagas[78] são obras inatacavelmente científicas, as quais podem servir de modelo para a produção de pesquisas para cuja realização muitos espíritas estão capacitados. Tais obras são os já clássicos livros Diálogos com as Sombras[78] e Histórias que os espíritos contaram[368], de Hermínio C. Miranda, e os livros Surpresas de uma pesquisa mediúnica[369] e Curiosidades de uma experiência espírita[370] de Nazareno Tourinho.

Outras obras espíritas que merecem especial destaque, essas assumindo nitidamente o carater científico, são os já mencionados trabalhos de pesquisa sobre reencarnação[48,51], poltergeist[49,...,51], e "drop-in"[52] (manifestação espontânea do espírito de um falecido que apresenta todos os dados objetivos necessários à sua plena identificação) de Andrade, e o trabalho do químico brasileiro Tubino[76,77] sobre mediunidade de ectoplasmia, em que são analizadas as características dos médiuns que liberam ectoplasma, as possíveis consequências para o médium do uso inadequado dessa faculdade, a metodologia de tratamento dos médiuns de ectoplasmia desequilibrados, onde e como liberar ectoplasma, e algumas características do ectolpasma liberado para fins de cura.

Tais obras talvez se constituam nos marcos iniciais do que pode vir a ser designado de "Período Neocientífico" ou "Período Espírita" das pesquisas de fenômenos espíritas, período esse caracterizado pela superação da visão positivista de ciência e pelo reconhecimento do caráter inatacavelmente científico da obra de Kardec. Certamenta que há outras obras dignas de nota, mas as acima citadas são suficientes para o leitor ter uma idéia do que é uma pesquisa genuinamente espírita.

Conclusão

Esperamos ter contribuido com este trabalho para a formação de uma nova geração de pesquisadores de fenômenos espíritas, pesquisadores esses libertos dos constrangimentos impostos pela visão positivista de Ciência e seguros quanto ao caráter científico do Espiritismo e quanto à sua independência em relação às outras ciências.

O Brasil é um país riquíssimo em fenômenos espíritas, mas tal riqueza de material de pesquisa se perde face à inexistência de motivação do pessoal capacitado para observar esses fenômenos e documentá-los dentro dos modernos parâmetros da metodologia científica (vide tópico sobre O Que é Ciência na primeira parte deste trabalho).

Segundo estimativas recentes, há mais de sete milhões de espíritas em nosso país, grande parte dos quais portadores de diploma de nível superior, o que, em tese, torna essa grande comunidade sensível à importância da pesquisa científica como instrumento de progresso da sociedade.

Essa comunidade tem necessidades peculiares por contar com grande número de indivíduos praticantes regulares do mediunismo, mas encontra-se "órfã" da ciência no atendimento das suas necessidades especiais em termos de saúde física e mental, de vez que a mediunidade é rotineiramente confundida com morbidades físicas e mentais, e assim os médiuns não encontram nos agentes de saude o atendimento e a orientação especializados para que possam levar uma vida normal. Há espaço para a mobilização de recursos no sentido de que a comunidade científica estude a mediunidade sob o ponto de vista do Espiritismo e que assim esses cidadãos venham a ter o atendimento adequado por parte dos agentes de saúde e das autoridades em geral.

Pode-se afirmar com segurança que no Brasil atual há um grande número de pesquisadores profissionais provenientes das áreas de física, química, biologia, engenharia, psicologia, etc. que, uma vez carreados os recursos materiais necessários à pesquisa científica profissional e em tempo integral da fenomenologia espírita, migrariam de bom-grado para essa área de pesquisa, sendo essa fase de migração facilitada pela presente bibliografia.

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    Publicada também em português como: Reencarnação Baseada em Fatos, Difusora Cultural, São Paulo, SP, Brasil, 1978.
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