Aids

Delmo Martins Ramos

Muito se tem falado e escrito sobre este mal que atinge a humanidade no final deste século e milênio. Os números são alarmantes e até o momento as pesquisas visando sua cura ainda não lograram êxito, já que o vírus sofre variações constantes, não se conseguindo ainda isolá-lo. Aids, sigla em inglês da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, é provocada pelo vírus HIV que destrói as defesas imunológicas do indivíduo, deixando-o à mercê de qualquer infecção que o levará à morte.

São quatro as maneiras de se infectar com o vírus: Mãe infectada transmite para o bebê na hora do parto; transfusão de sangue infectado; injeção com agulha infectada e relações sexuais homo ou heterossexuais com parceiro infectado; Se os dois primeiros casos tornam-se cada vez mais raros em função do controle existente nos bancos de sangue e da possibilidade de serem tomados cuidados preventivos nos casos dos bebês, nos outros é que aumentam a cada dia mais a incidência da doença.

A perspectiva torna-se ainda mais preocupante quando se sabe que, embora o número de infectados sintomáticos, ou seja, os que já exibem os sintomas da doença, seja muito grande, é incalculável o número dos portadores assintomáticos, aqueles que são soropositivos - portadores do vírus-, apesar de ainda não terem desenvolvido a doença. São porém, transmissores.

Já ouvimos algumas vezes no meio espírita que está doença é cármica, ou seja, que seus portadores estariam resgatando abusos de vidas passadas na área do sexo.

Não acreditamos que o fato deva ser analisado de forma tão simplista assim, afinal adquirir o vírus por uma transfusão de sangue ou ainda no útero materno pode ser conseqüência da lei de causa e efeito, porém adquiri-la em função dos desequilíbrios proporcionados pela vida promíscua em meio a sexo e drogas não é nada cármico. Ao contrário, o indivíduo estará comprometendo suas vidas futuras.

As campanhas públicas de prevenção à Aids centraliza as soluções no uso da camisinha e da seringa exclusiva, no caso dos drogados, que são na verdade apenas paliativos. Não eliminam o risco da infecção definitivamente, pois sempre haverá o momento de descuido ou a oportunidade em que o indivíduo não esteja preparado com seu salvo-conduto.

A única forma de se eliminar os riscos definitivamente é sem dúvida a mudança de comportamento. É o fim da promiscuidade, é o resgate do ato sexual com sublimação do amor, é a educação adequada aos jovens com liberdade, mas sem liberalização.

A troca da simples transa animalesca pelo amor verdadeiro, a busca de emoções em atividades sadias em substituição aos fugidios prazeres das drogas é que devem ser levadas aos jovens como opção para uma vida verdadeira, feliz e digna do terceiro milênio que se aproxima.