Enfoque Evangélico

O Pirilampo

"Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males. E alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmo se atormentaram com muitas dores”
(Timóteo, 6 10)

Na primeira carta enviada a Timóteo por Paulo de Tarso, a primeira vista pode parecer que Paulo tenha condenado o dinheiro. Um estudo mais aprofundado mostra, entretanto, que ele alerta não para o perigo do dinheiro em si, mas para o perigo do apego a ele.

A Doutrina Espírita segue o mesmo raciocínio de Paulo. Ela nos ensina que o interesse pessoal é o sinal mais característico de imperfeição e que o apego às coisas materiais é um sinal notório de inferioridade" (Livro dos Espíritos, questão 895).

Como Paulo, o Espiritismo não condena o dinheiro ou os bens materiais em geral. Ensina-nos a usá-los com equilíbrio e com a devida consideração, em benefício próprio e d próximo Eles podem ser utilizados para promover a dignidade da pessoa humana e para a própria caridade.

O dinheiro e os bens materiais não prejudicam o homem.

Pelo contrário, são instrumentos preciosos para a edificação da criatura. O que é prejudicial é o apego, é o seu uso inadequado, é a sua utilização para alimentar o egoísmo e a sensações do corpo.

Paulo afirma que o amor ao dinheiro é a raiz de todos o males Igualmente, a Doutrina Espírita nos ensina que este apego reforça o egoísmo e que este é a raiz de todos os males de natureza moral

Se o apego aos bens materiais é sinal de inferioridade moral, o desprendimento dos bens terrenos, sem o desprezo eles, indica progresso espiritual Portanto, a melhor atitude par o ser humano é desapegar-se de tais bens e empregá-los d modo a promover a dignidade das criaturas e a prática do bem.

O Pirilampo – Maio de 2000