Decálogo Institucional

Passos Lírio

No interior de um Centro Espírita, profundamente vinculado à Casa de Ismael, lemos num quadro, à mostra, 10 princípios constitutivos de sua estruturação espírita-cristã, traçando o roteiro de integração e de conduta de quantos, sob o seu teto hospitaleiro, mourejam ou pretendam pertencer-lhe ao quadro de colaboradores. Desejando tê-los em nosso poder, copiamo-los e, para que não permaneçam na condição de exclusividade, achamos por bem dar-lhes divulgação. Quem sabe se eles não guardam até estreitas relações de identidade com muitas normas de trabalho já vigentes em outros núcleos de atividades espiritistas? Aqui está, pois, o Decálogo Institucional:

  1. Teor efetivo, em caráter efetivo, para com todos indistintamente, antes e acima de tudo.
  2. Real e sincero interesse pela situação do Companheiro, encarnado ou desencarnado, sem atentar para as particularidades que criaram suas condições de existência, isto é, procurar solucionar-lhe os casos e problemas, relegando a segundo plano as causas que os determinaram.
  3. Amarmos toda e qualquer criatura como se a conhecêssemos de longa data ou como se fosse uma de nossas mais caras e gratas amizades.
  4. Só nos interessarmos por aquilo em que pudermos influir beneficamente.
  5. Dinamizarmos a “vida abundante” em nós e em torno de nós.
  6. Melhorarmo-nos intimamente para melhorar aquilo e aqueles que nos cercam.
  7. Interessarmo-nos, com dedicação e lealdade, pelo bom andamento das coisas de cuja responsabilidade participarmos.
  8. Trabalhar sempre bem para produzir melhor em proveito próprio e do conjunto; trabalhar direito e certo, hoje e amanhã, agora e depois, para engrandecimento da Casa e da Causa a que servimos.
  9. Se Você for capaz (ou quiser esforçar-se por sê-lo) de amar a qualquer dos semelhantes, como faria a um dos seus próprios entes queridos, venha até nós, venha a ter conosco e conosco permaneça para amarmos juntos a quantos surjam em nosso caminho ou batam às portas da Casa Espírita onde mourejamos.
  10. Se Você ama a alguém, de verdade, pelo simples fato de ser um dos seus familiares, por que não será capaz de amar a outrem, seja lá quem for, que, como nós ambos, pertence também à Família Universal, à Infinita Família do Pai Celestial, da qual todos igualmente fazemos parte?

REFORMADOR, FEVEREIRO, 1997