O papel do centro espírita

Joaquim Ladislau Pires Júnior

O Espiritismo, também conhecido como Terceira Revelação é a Doutrina que com os seus postulados veio devolver a transparente clareza do Cristianismo, elucidando os pontos não entendidos dos ensinamentos de Jesus.

Mas não é só isso.

Ele também vem ajudar a humanidade a responder às muitas perguntas que gravitam em nossa mente, apontando as soluções para os vários porquês que marcam a existência do Ser na Terra e no Cosmos.

Além de mostrar uma nova ética dentro de princípios antigos, devolvendo a simplicidade na divulgação de verdades universais, a Doutrina Espírita ainda mostra por provas irrefutáveis a continuidade da vida além da sepultura, onde aqueles que partiram vêm dar sua mensagem de esperança, informando que o roteiro terrestre é apenas uma passagem dentro da incessante senda evolutiva.

A crença em Deus, na imortalidade da alma, na reencarnação, na pluralidade dos mundos habitados, na comunicabilidade dos Espíritos, na lei de causa e efeito e nos ensinamentos morais do Rabi da Galiléia, constituem-se nos pilares mestres que formam esse maravilhoso manancial de enriquecimento espiritual, conhecido como Espiritismo.

O centro espírita é o local onde estudamos esses princípios, tentando colocá-los em prática, na certeza de que isso nos levará à conquista da felicidade, servindo também de iluminação e consolo para todos quantos buscam o interior dos seus portais, muitas vezes até como último recurso de socorro ante as provas da vida.

O compromisso do centro espírita com a divulgação e prática dos postulados do Espiritismo reveste-se de fundamental importância ante a gama de princípios dos quais somos depositários, bem como os que trabalham dentro da seara são os responsáveis pela transmissão desses preciosos conhecimentos, devendo preservar sua pureza original, evitando a todo custo enxertar práticas que não guardam nenhum conteúdo doutrinário.

Portanto, evidencia-se que o centro espírita deve preocupar-se única e exclusivamente com o estudo e prática do Espiritismo, pois na Doutrina já existe suficiente bagagem de princípios que dispensam quaisquer outros subsídios que não guardam respaldo com a Codificação.

Assim, sem querer desmerecer nenhuma crença, prática ou terapia, mas dentro da coerência que deve marcar nosso trato com a Doutrina, não faz sentido manter dentro das instituições espíritas processos de atendimento ou tratamento que não possuem nenhuma identificação com o Espiritismo e seus postulados.

Por conseguinte, o centro espírita deve se ocupar do estudo e prática do Espiritismo, com a respectiva assistência aos necessitados sendo feita à luz dos seus postulados, pois se assim não for, correr-se-á o risco de vermos instituições que se denominam espíritas lidando com toda sorte de terapias, “mancias” e “logias”, menos com a própria Doutrina.