Passe: Todas as pessoas devem tomá-lo

Josué de Freitas

Algumas décadas atrás, um grupo de adeptos na Capital paulista, ligados a uma federação estadual, resolveu tomar algumas medidas contra o misticismo que campeava nos agrupamentos espíritas. Fizeram uma campanha procurando desmistificar certas práticas estranhas ao bom senso, que estavam em uso naquele tempo. Dentre as idéias que eles procuravam combater, uma delas relacionava-se com o passe. Diziam, sem maiores explicações, que as pessoas nem sempre tinham necessidade de tomar passes nas sessões públicas das casas espíritas.

Assim procediam porque havia muitos freqüentadores de centros que só iam à reunião para tomar o passe, sem aprender os princípios doutrinários que poderiam libertá-lo do estado de ignorância e conseqüentemente de sofrimento. Se você está bem - diziam-, não precisa de passes.

Freqüentemente esta idéia é ventilada na imprensa espírita. À primeira vista, parece que ela é correta, mas quando se examina algumas particularidades do assunto, conclui-se o contrário. Que, preventivamente, todos devem semanalmente tomar um passe no Centro Espírita. Vejamos porque.

Em diversas passagens das obras kardequianas o Codificador afirma que o organismo físico pode ficar doente por causa de desgastes fluídicos do perispírito e de contaminações com baixo magnetismo, provenientes de obsessões.

É Allan Kardec ainda quem nos ensina, que alguns casos de doenças físicas graves têm origem no corpo espiritual, daí sua dificuldade de cura pela ciência oficial.

Sabe-se que os processos obsessivos se apresentam com características diferenciadas, e que sua ação perniciosa demora longos períodos para se desenvolver no psiquismo do obsedado.

O que é o passe? Trata-se de uma transmissão de fluidos salutares de médiuns e Espíritos para alguém que deles estiver precisando. O passe atua na estrutura fluídica do encarnado, fortalecendo-a e, por conseqüência, melhorando a organização física.

Quando alguém está nervoso, perturbado por Espíritos inferiores ou pelas tribulações da vida, vibra negativamente. Nem sempre, através de uma prece, consegue equilibrar-se. Se toma um passe na Casa Espírita, sente uma alívio imediato dessas pressões.

Se uma enfermidade perispiritual ou física está começando a desenvolver-se, numa fase ainda imperceptível pelo paciente ou pela instrumentação humana, a ação fluídica ajudará o restabelecimento da saúde. Isso, se não se tratar daqueles casos em que a doença for necessária ao melhoramento do indivíduo.

Através do passe pode-se substituir as moléculas enfermiças por outras sadias, curando ou melhorando os efeitos degenerativos da enfermidade.

O desenvolvimento de uma obsessão pode ser paralisado ou seus efeitos minimizados pela ação do passe. Kardec demonstra que as obsessões, além de seus motivos morais, caracterizam-se por uma contaminação fluídica do perispírito do obsediado, pelo do obsessor. O passe limpa esse magnetismo ruim.

Nesta vida de disputas, é muito comum um indivíduo sofrer alterações em seu equilíbrio psicológico, por causa da irradiação de energias negativas provenientes de pessoas que não gostam dele, ou que por ele têm inveja, ciúmes etc.

Ora, como não há sinais físicos ou informações mediúnicas 100% seguras que demonstrem o início de qualquer dessas patologias, é evidente que o passe semanal será um importante preventivo para a saúde física e espiritual.

Mas, não nos esqueçamos de esclarecer o público regularmente, de que o passe é um complemento das atividades doutrinárias e que o aprendizado e a melhoria moral, sim, criam a paz definitiva para a criatura humana.

BANCO DE DADOS Jornal "A Voz do Espírito" São José do Rio Preto - SP
Texto produzido em Abril de 1995 Publicado: A Voz do Espírito, edição 72