Portal do Espírito |
Mapa do Site | Pesquisa no Site |
O Espírito na Reencarnação da HumanidadeJorge Ândrea dos Santos A ciência biológica, como outras ciências, vem apresentando, no dia-a-dia, ampliação de seus horizontes com descobertas bem expressivas. O campo da reprodução dos seres, especificamente a humana, diante de percepções nos campos do infinitamente pequeno, vem mostrando novos estudos e preciosos acontecimentos, inclusive algumas conseqüências nas equações espirituais. Sabemos que o processo reprodutivo humano está diretamente relacionado ao encontro do espermatozóide com o óvulo, possuindo cada uma dessas células, o número de cromossomos pela metade, porquanto a sua união restabelece o número de 46 que caracteriza a espécie humana. O encontro das células genésicas, dum lado o espermatozóide, do outro o óvulo, obedecem um roteiro tão ordenado que nos faz pensar num campo influenciador e orientador desse mecanismo. Ainda mais, o sexo do futuro ser estará na dependência do tipo de espermatozóide existente entre os 200 milhões deles, quando lançados nas vias femininas. Na espécie humana, sabemos que os espermatozóides, possuindo 23 cromossomos, um deles é denominado de cromossomo sexual e mostrando-se de duas variedades, o Y e o X. O óvulo só possui o cromossomo sexual de uma única variedade, isto é, o X. Se a combinação da célula genésica feminina for com o espermatozóide Y, o produto será masculino (Y + X), se com a variedade X, o produto será feminino (X + X). Tudo perfeitamente comprovado pela ciência e onde somente um deles penetrará a célula feminina. Os demais serão absorvidos, porém deixarão uma coroa energética que funcionaria como campo defensivo da célula fecundada. Um fenômeno de tal ordem, equilibrado nas polaridades sexuais dos seres, denotando inteligente direcionamento, não pode estar submetido a um acaso biológico. Terá que haver um diretor, um orientador responsável conduzindo o processo. Este só poderá ser o Espírito reencarnante, que traz consigo, no momento de seu mergulho na matriz perispiritual materna, a polaridade sexual de sua necessidade reencarnatória. Daí, passaria a influenciar, pelas suas irradiações, o espermatozóide (X ou Y) que penetrará o óvulo, concluindo a concepção (gravura-1). Temos como certo que o Espírito reencarnante com seus automatismos em irradiação seleciona o espermatozóide que atenda o revestimento corpóreo de suas necessidades evolutivas, se em corpo masculino ou feminino. No processo reencarnatório, o Espírito será o campo-organizador-da-forma, embora sem a consciência do processo, o que acontece na maioria das reencarnações. Os automatismos dos lastros espirituais, desenvolvidos nos milênios e sempre com aquisições das experiências pretéritas, ocupando a célula fecundada – o ovo –, passa a direcionar, com seus impulsos, a embriogênese na conclusão do novo ser. Os 46 cromossomos que caracterizam as células da espécie humana possuem um total de 100.000 genes, onde cada um deles ou mesmo pequenos grupos afins são responsáveis por determinados fatores de herança. Toda essa imensa rede de genes, em seu bioquimismo, não pode deixar de obedecer a um orientador, um elemento que acione seus potenciais, de modo tão perfeito e adequado, que o resultado seja ajustado e harmonioso. Um simples bioquimismo material não possui condições de proporcionar uma fenomenologia inteligente. O que se passa nos mecanismos genéticos é da mais expressiva precisão, de modo a traduzir uma meta a ser alcançada. Por aí, desde logo, percebe-se que, se o orientador ou impulsionador apresentar defeitos, estes, naturalmente, alcançarão os campos a que estão coligados, perturbando o processo em questão. Porém, nada havendo no campo orientador, constituído de energias específicas e desconhecidas, como, também, no campo material onde se instalam os genes, os mecanismos se farão com precisão, obedecendo as respectivas influências que trazem em sua organização. A molécula cromossômica que aloja os genes é o conhecido ADN (ácido desoxirribonucleico) e o campo energético que lhe influencia, orienta e conduz é o campo-organizador-da-forma. Este, de há muito era conhecido da filosofia e seitas religiosas orientais. No Egito foi denominado de Ka e na Grécia de Eidolon. Paracelso intitulou essa organização de Campo Sidéreo; outras tantas denominações, amiúde, se tem mostrado. Em meados do século XIX, Allan Kardec teve a feliz idéia de criar o termo perispírito na designação de tal campo, hoje de voz corrente na maioria dos estudos e experiências paranormais. Assim, os cromossomos com seus genes estariam como que mergulhados no mundo energético perispiritual sofrendo sua direta influência e que, por sua vez, está submetido à orientação da zona mais nobre e desconhecida do psiquismo, a zona do inconsciente ou espiritual. Diante de tais fatos, os genes, em última análise, seriam influenciados pelas fontes ou raízes espirituais, tendo na camada perispiritual um campo adaptador, autêntico filtro energético, de modo a permitir que a "telegrafia espiritual" possa mostrar-se nos campos materiais e dentro das possibilidades dos mesmos. Daí deduzir-se que o conteúdo psíquico estaria sob influência da região central da psique, o Grande Eu, a Luz Espiritual. A fim de que o campo perispiritual possa adaptar-se aos genes, bem claro que seria necessário uma afinidade entre os mesmos. Diante de tal conceituação, poderíamos dizer que os genes, alojados na molécula do ADN, não seriam propriamente a sua organização atômico-molecular, mas uma zona específica, que por aí se instale, cujas condições possam atender as duas partes, a energética e a material. Não seriam os genes um campo energético bastante condensado com afinidades pela matéria, mas, ao mesmo tempo, coligado às terminações perispirituais e com que perdendo-se e fundindo-se nos vórtices atômicos do ADN? Isso porque os genes, em sua estruturação, são desconhecidos; conhecemos, sim, zonas nos cromossomos, sob forma de listras, tidas como sendo os próprios genes, a representarem as unidades biológicas. É nessa zona dos genes que os pesquisadores, os geneticistas, têm apresentado valorosos trabalhos e descobertas que estão ampliando os campos da ciência. Ao decifrar o denominado mapa genético, se vão localizando os campos dos genes e suas respectivas responsabilidades no processo da herança. Os pesquisadores têm utilizado animais de variada natureza a fim de atender seus intentos científicos. Com as trocas e substituições nas fitas cromossomiais, vão observando os efeitos e atinando com a topografia e situação dos genes, demarcando as zonas de herança, de modo a decifrar, cada vez mais, o mapa genético. Muitos genes já foram avaliados e decifrados. Segundo informações científicas, somente na década de 20 do próximo século conheceríamos em detalhes o total segredo da herança física que, por natural seqüência, abriria o campo ainda desconhecido da herança espiritual com seus mecanismos experienciais, renovatórios e de ampliação evolutiva proporcionados pelas reencarnações. Ao lado de tudo isso, os pesquisadores acreditam que, com o mapeamento dos genes cromossomiais, poderemos corrigir muitas doenças congênitas pelo conhecimento de sua origem e tendências nos processos de herança. Acrescentamos que essas posições serão alcançadas, com maior precisão, quando conhecermos os mecanismos da influência perispiritual, ou campo organizador, na zona material, e suas adequadas conseqüências no sistema imunológico do ser. A própria ciência já bem situou o processo da herança física. Sabemos que na espécie humana, especificamente, por mais semelhantes sejam os indivíduos no processo de herança (alimentação, educação, lar, condições ambientais), não existe um indivíduo igual ao outro. Mesmo nos gêmeos univitelinos, onde as condições de herança física são idênticas, inclusive indivíduos do mesmo sexo, mesmo assim o biótipo psicológico é diferente. Existe algo bem diverso que nos chama atenção, mostrando existir no processo de herança algo muito importante além da semelhança física. Herdamos semelhanças físicas, até mesmo alguns direcionamentos no sentido de orientação da vida em formação, mas nunca as tendências e o processo afetivo-íntimo, enfim o caráter. Os pais nos proporcionam o corpo, jamais a alma. Existem, perante o rosário reencarnatório, aquisições das múltiplas e incontáveis experiências que permitirão, nos processos da herança física, aqui e ali, possam revelar-se com a aquisição de novos genes. Estes devem, a pouco e pouco, mostrar-se em futuras reencarnações, atados a tal mecanismo. Se a herança fosse exclusivamente física, com limites nos genes existentes, ficaríamos num ciclo vicioso sem avanço e a evolução seria a conseqüência de um processo fixista, atualmente sem qualquer condição de defesa. Tudo seria adrede preparado, do mais simples animal até o hominal! Como não pode existir privilégios no concerto universal, o processo renovador das reencarnações será a única explicação lógica na compreensão de tal mister. O princípio inteligente ou espiritual, até alcançar a espécie humana, foi caldeado nos reinos da natureza, em intermináveis épocas, com experiências e retificações de todos os matizes. Em cada reencarnação, o espírito além de proporcionar o nascimento de novos genes, embora muito lento nas jornadas corpóreas, como fixação de experiências, também se mostra em tendências, no caráter e na mais íntima condição da energia criativa que é o amor. Cada ser mostra a condição do amor, com todas as suas vertentes, a seu próprio modo e na posição evolutiva em que se encontra. Já foram anotados, nas fitas cromossômicas, além dos genes, pequenos pontos que foram denominados de micro-satélites e que ousaríamos dizer como sendo os responsáveis pela herança dos caracteres adquiridos de colorido espiritual (gravura 2). No sentido espiritual, J. B. Lamarck teria razão quando fez, em 1809, a grande afirmativa da existência da herança dos caracteres adquiridos, que não podem ser computados na cadeia física como sendo direta conseqüência de pai para filho. Quem sabe Lamarck não teve a intuição do mecanismo em pauta e focalizou-o na herança física? O pensamento de Lamarck necessita de revisão, mesmo porque seus estudos permitiram muitos esclarecimentos no interessante trabalho de C. Darwin. A herança adquirida se passou na dimensão espiritual. Não pode deixar de existir a herança espiritual que cresce e avança às expensas das experiências corpóreas, embora deixando pequenos e complicados rastros de difícil interpretação. Somente os dias vindouros, em próximas décadas, poderão decifrar os complexos fenômenos de hoje, quando os ritmos perispirituais forem registrados, analisados e bem interpretados, tal qual acontece com os ritmos cerebrais, anotados pelo eletroencefalograma. Assim, de futuro, o psiquismo oferecerá novas condições de pesquisa científica, em estudos mais bem calcados num espiritualismo sadio e melhor compreendido que, com suas sondas, irá em busca da definição das raízes do espírito. |
Página principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site |
![]() |