Uma Reflexão No Limiar do Terceiro Milênio

Gilberto da Costa Valle

Já estamos no tão esperado terceiro milênio e com a benção de Deus estamos prosseguindo em nossas atividades na divulgação da mensagem espírita-cristã.

O tempo é uma benção de Deus, mas a sua contagem é uma convenção humana, à qual não devemos nos escravizar.

Somos herdeiros da eternidade e vivemos no eterno hoje, com a obrigação de fazer o melhor pela edificação de uma vida melhor.

O início de um novo ano, de um novo século e de um novo milênio deve significar para todos nós o marco que determina o começo de uma nova etapa de vida, a partir do qual estejamos mais dispostos ao trabalho de construção do Reinado do Amor na Terra.

Unidos seremos fortes. Separados seremos frágeis.

O momento nos pede "união"! Grandes são as dificuldade para o plantio das sementes evangélicas no solo dos corações humanos e se nós, que nos candidatamos ao plantio não estivermos unidos na tarefa, definitivamente não conseguiremos atender aos imperativos do serviço.

Estamos vivenciando momentos decisivos na vida planetária. A civilização do computador, da Internet, do telefone celular, da robótica, da clonagem e dos transgênicos ainda padece intensamente, assolada pelos inúmeros problemas morais que ainda não obtiveram solução no coração humano. O homem do século XXI ainda não superou seus grandes problemas do sentimento.

Apesar de todas as comodidades da vida moderna, o homem tenta se libertar da depressão, dos conflitos íntimos, dos preconceitos diversos, das atitudes possessivas, do materialismo avassalador, do apego ferrenho aos bens transitórios, dentre outros problemas de ordem moral que ainda algemam o coração humano às grandes da inferioridade.

Emmanuel, o iluminado mentor já nos disse, em certa página, que o homem moderno domina por fora, mas, contraditoriamente, se sente derrotado por dentro.

Criamos um sistema de vida excessivamente baseado nos valores materiais, por nos termos distanciado da busca religiosa.

Acontece que riquezas e objetos de matéria não geram paz de espírito, nem resolvem o probema da carência de afeto, nem dissolvem mágoas, nem tão pouco alimentam o coração com o tão essencial alimento do amor.

A máquina, convertida em "deus" pelo homem, não pode amar e jamais poderá atender o homem em suas necessidades do coração. Tanto quanto o cérebro tem sede de sabedoria o coração tem fome de amor e a alma, tanto quanto o corpo carece de alimento, necessita de fé e tão somente a aquisição de valores espirituais poderá salvar o homem aflito desta geração carente de fé.

Precisamos nos voltar para Deus, e com urgência, através da vivência religiosa. Este retorno só será possível se oferecermos nossos corações, obedientes, ao comando do Cristo, que é e sempre será para a Humanidade o Caminho, a Verdade e a Vida. Sua voz de comando está estampada no seu Evangelho; sigamo-la.

(Publicado no Boletim GEAE Número 428 de 22 de janeiro de 2002)