Pai – soldado do lar

Edson Rodrigues Agostinho

Pai - Seja rico, seja pobre
A tua missão é nobre
Continua a trabalhar,
Levantando bem cedinho
Abençoa os teus filhinhos
E não pares de lutar.

Pai - Tu operas ao dia inteiro
Médico, santo, pedreiro
És um grande lutador
Trazes faces enrugadas
As tuas mãos calejadas
Nas obras do Santo labor.

Pai - És um soldado do lar
Que jamais pode falhar
Na vinha que o céu te deu
E no comando da Seara
Onde a vida te é mais cara
Tens a ajuda de Deus.

Pai - Tem fé no Onipotente
Que sempre está presente
Abençoando os passos teus
Seja firme na jornada
És a luz desta estrada
Na missão que recebeu.

Pai - Quando tua voz levanta
O amor se desencanta
E começa logo a cantar
É uma suave melodia
Que eu canto todo dia
Papai – sempre vou te amar.

Pai - Hoje eu peço ao Senhor
Que te proteja com amor
E a ti guardo um lugar
Bem dentro do meu coração
Onde vibra esta oração
Que acabo de rezar.

Pai - Aceita o fraterno abraço
Nesta poesia que faço
Com sincera emoção.
Para este dia inesquecível
De um sentimento intraduzível
Pai, paiê – De amor chora meu coração.

(Jornal Mundo Espírita de Agosto de 1998)