A questão da anuidade

Orson Peter Carrara

A recente divulgação, pela USE Estadual, de que em torno de apenas 30% das instituições unidas quitam sua anuidade junto ao importante órgão de unificação no Estado preocupa. Há que se pensar na importância da USE como entidade estimuladora do movimento no Estado. Pois é exatamente este o papel da USE: estimular o movimento espírita estadual.

Sua existência é vital, pois que basta pensar na sua ausência ou dissolução. Seria impraticável um movimento dinâmico, pois que estaria por si mesmo, isolado. A integração entre as casas é o que mantém vivo o movimento e a USE tem cumprido com competência seu papel unificador. O que tem ocorrido, infelizmente, é o equívoco de achar que a USE visa interferir na autonomia e liberdade das instituições. Este o grande equívoco a ser desfeito. Por todos nós.

A questão da anuidade é uma questão de mero raciocínio. Basta pensar que aí deve estar sua própria sobrevivência, além de outras alternativas. Ora, as instituições se unem e mantém um órgão central funcionando para que este realize aquilo que isoladamente elas não poderiam realizar.

Dispensar sua existência, ignorar sua função, manter postura contrária e mesmo combatê-la é postura que denota egoísmo ou falta de entendimento da proposta espírita, pois que muitas casas humildes, pequenas, e na maioria das vezes sem quaisquer recursos são estimuladas e mesmo alimentadas em seus anseios com recursos que as demais proporcionam à USE, que trabalha em prol de todas as demais casas que a integram, compõem e mesmo daquelas que a ignoram. E já não se trata nem de falar de casas pequenas ou sem recursos, mas do próprio avanço das idéias espíritas junto ao grande público. Ou será que achamos que manter a “nossa casa” funcionando já basta? Há muito que fazer e precisamos superar o sentimento do exclusivismo para pensar no todo.

Há dificuldades para quitar uma anuidade? Claro que há. Os recursos são poucos, mas do mesmo modo que reservamos recursos para o 13º dos funcionários ou destinamos valores para outras iniciativas, reservemos também recursos para a anuidade da USE. É o mínimo que podemos fazer. Basta pensar no assunto. É uma questão de boa vontade.

Mas há problemas na USE? Claro que há. É uma instituição humana como a nossa, igualzinha! Mas vamos apoia-la e ela poderá superar tais dificuldades e despontar como um órgão que continue espalhando as idéias espíritas e somando forças conosco no imperativo da divulgação e da vivência espírita, que está também na consciência de nos apoiarmos mutuamente.

Que tal na próxima reunião de diretoria pensarmos no assunto?

Onde está o boleto que veio no ano passado? E o deste ano quem vai cuidar para que seja quitado na época correta? Ou vamos esquecê-lo novamente? Cobrança? Não! Apenas coerência...