O dirigente precisa falar

Orson Peter Carrara

Observe bem: se o dirigente se omite, fica como está! Se ele deixa de falar, ninguém se interessa. Se ele deixa de convidar, ninguém vai. Se ele deixa de recomendar, ninguém valoriza.

Mas pense no oposto: o dirigente fala, convida, comenta, estimula: vai despertar interesse. É óbvio: todo mundo precisa de estímulo! Despertou curiosidade, envolveu a notícia com o sabor da novidade, criou motivação adicional, pronto – funciona.

Isto é da natureza humana. Com alguma motivação, nos movimentamos, agimos...

Agora levemos isto ao Centro Espírita: líderes coordenando atividades, envolvendo pessoas, fazendo a Casa funcionar. E qual seu papel?

Ora, é simples: Despertar o interesse pelo estudo, facilitar a integração com a Casa e como objetivo maior: formar o trabalhador espírita. E isto sem querer condicionar, dominar, controlar...

Por que formar o trabalhador espírita? Ora, também é simples: somos mortais do ponto de vista carnal. Logo voltaremos à Pátria espiritual e a Casa que porventura hoje dirigimos pertence ao grupo, à Causa maior da Doutrina e nunca a nós que temporariamente a dirigimos.

Então há que se pensar na Causa. Para formar o tarefeiro espírita, para formar a consciência doutrinária do freqüentador, do espírita ali presente, há que lhe dar oportunidade e informação. Sim, oportunidade de trabalho e abrir-lhe os horizontes da informação espírita.

Como se faz isso?

Também é simples:

  1. Distribua o jornal, a revista espírita.
  2. Fale do conteúdo dessas publicações.
  3. Estimule assinaturas.

Por que falamos da imprensa sem citar a Codificação. Bem, estudar e divulgar a Codificação já é o dever primeiro da Casa. Porém, estimular o integrante da Casa... bom isto é dever do dirigente. E este estímulo, além da própria motivação encontrável na Doutrina, está também na Imprensa Espírita que noticia, também divulga e mostra o que faz o Movimento – que aliás se sustenta do próprio movimento.

Claro que pediremos sim o trabalho, o engajamento, para as tarefas assistenciais, que socorreremos as agruras materiais dos assistidos, mas por amor à Causa maior que nos irmana, soltemos as amarras da informação doutrinária. Para o bem de nossa própria Causa Espírita. Pondere que muita gente desconhece os jornais, as revistas, ou tudo que o Movimento Espírita produz simplesmente porque nunca o dirigente comentou, distribuiu ou falou... Triste, não é mesmo? Como queremos levar a Doutrina adiante, agindo assim?