Em busca da Verdade

Paulo da Silva Neto Sobrinho

Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8, 32).

À medida que progredimos, assimilamos novos conhecimentos que, rompendo as amarras da ignorância dos velhos e arraigados conceitos, nos tornarão livres.

“Não se coloca remendo novo em pano velho e nem vinho novo em odre velho” (Mateus 9, 16-17). Afirma Jesus a todos nós que buscamos a verdade como base para sustentar o nosso pensamento. Assim devemos agir na busca do verdadeiro espírito do Cristianismo, cuja origem e ponto de partida é o Mestre Jesus.

Este preâmbulo é necessário pelo que iremos expor a seguir.

Foi divulgado o seguinte folheto:

“Católico – Espírita?”

Este folheto não se destina aos espíritas: a eles todo nosso respeito e amizade.

Destina-se a você BATIZADO e diz ser CRISTÃO. Eu lhe pergunto, PODE UM CRISTÃO SER ESPÍRITA?

Você mesmo vai encontrar a resposta: Por favor, abra a sua Bíblia e leia com atenção: DEUTERONÕMIO 18, 9 a 22 – LEVÍTICO 19, 31 e 20, 6.

A doutrina central do espiritismo é a REENCARNAÇÃO. HAVERÁ DE FATO A REENCARNAÇÃO APÓS A MORTE?

Por gentileza, leia: ECLESIASTICO 38, 22 e 11, 29 – ISAIAS 26, 14 – JÒ 7, 9 – HEBREUS 9, 27 – I aos CORÍNTIOS 15, 12 a 20.

A prática comum do espiritismo é a COMUNICAÇÃO COM OS MORTOS. Eu lhe pergunto: É PERMITIDO POR DEUS COMUNICAR-SE COM OS MORTOS?

Leia: LEVÍTICO 20, 27 – DEUTERONÔMIO 18, 10 A 14 – ISAIAS 8, 20.

SAUL consulta uma necromante e pede para se comunicar com o espírito de Samuel: leia I SAMUEL 28, 7 e seguintes, e veja a morte de Saul: I CRÔNICAS 10, 13-14.

Leia com toda atenção a parábola de Jesus sobre o RICO e LÁZARO, após a morte: LUCAS 16, 19 a 31.

Ser cristão é antes de mais nada, aceitar e crer que Jesus é DEUS E SALVADOR. Eu lhe pergunto: O ESPIRITISMO ACEITA JESUS COMO DEUS E SALVADOR? Consulte os livros, revistas e também os doutrinadores do espiritismo.

No espiritismo fala-se muito de Jesus, mas nunca você ouvirá dizer e você nunca encontrará nos livros espíritas que JESUS é DEUS E SALVADOR: Ele é um grande Médium, um grande Mestre, um grande Doutrinador, e nada mais.

Compara toda a doutrina espírita com a doutrina de Cristo lendo atentamente os evangelhos, e depois tire as suas conclusões.

Você é que deve saber se é CRISTO ou o espiritismo que está com a verdade.

Você é que deve decidir se quer ser espírita ou Cristão. Não é possível ser uma coisa e outra. A decisão é sua...

Planaltina (DF), 15 de julho de 1983.

Padre Aleixo Susin

Vigário

N.B. leia, faça seu estudo, e passe o folheto aos seus amigos.

ESTUDO E ANÁLISE DO TEXTO

Estudando e analisando iremos verificar qual o verdadeiro sentido das escrituras.

Inicialmente gostaríamos de ressaltar que das 15 citações bíblicas 14 são tiradas do Antigo Testamento, ora cabe aqui perguntarmos somos JUDEUS ou CRISTÃOS? Como a argumentação do texto está quase que totalmente contida no Antigo Testamento, somos levados a crer que quem o fez é mais JUDEU do que CRISTÃO, apesar da assinatura ser de alguém que se diz católico e cristão.

Mas vamos ao texto em si. Na primeira pergunta: “PODE UM CRISTÃO SER ESPÍRITA?” Em que manda buscarmos a resposta em:

1) DEUTERONÕMIO 18, 9 a 22:

“Quando entrares no país que Javé, teu Deus, te der, não aprenderás a cometer as abominações daquelas nações. Não se achará, entre ti, quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, quem se entregue à adivinhação, à astrologia, às feitiçarias e à magia, quem recorra aos encantamentos, interrogue espectros e os espíritos e quem invoque os mortos. Porque todo homem que pratica estas coisas é abominável para Javé, e é por causa dessas abominações que Javé, teu Deus, vai expulsar essas nações de tua presença. Serás perfeito para com Javé, teu Deus. Porque as nações que vais expulsar escutam astrólogos e adivinhos; mas Javé, teu Deus, não te permite isso". (9-14).

2) LEVÍTICO 19, 31:

Não vos dirigireis aos que evocam os espíritos, nem aos adivinhos; não os consultareis para que não vos torneis impuros com eles. Eu sou o Javé, vosso Deus".

3) LEVÍTICO 20, 6:

“Se alguém se dirigir àqueles que evocam os espíritos e aos adivinhos para se prostituir com eles, eu me voltarei contra essa pessoa e a eliminarei do meio de seu povo".

Não encontramos nos textos citados nada que pudéssemos concluir que um cristão não possa ser espírita, pois àquela época não existiam os cristãos e sim os JUDEUS, portanto estas orientações são de Moisés, mais à frente explicaremos melhor, e não de Deus.

Mas será que àquela época a “consulta aos mortos” era usada de maneira elevada? Não. Como ainda, infelizmente, a grande maioria das pessoas assim age, e desta forma a Doutrina Espírita também condena, como Moisés condenou, pois não queria que seu povo, ao chegar à terra prometida, usasse a consulta aos espíritos de maneira leviana como era comum àquela gente.

A Doutrina Espírita vem demonstrar que o intercâmbio com o plano espiritual nada mais é que uma das leis da natureza, portanto Lei Divina. Não utiliza em suas práticas velas, defumadores, oferendas, banhos, imagens, etc., o que, entretanto não deixa que pessoas desinformadas a confundam com outras correntes ESPIRITUALISTAS que fazem uso comum destas práticas.

Pergunta-se: “HAVERÁ DE FATO A REENCARNAÇÃO APÓS A MORTE?”

Passagens indicadas:

1) ECLESIASTICO 38, 22:

“Não esqueças: de lá não se volta; não serás útil a ele e farás mal a ti próprio".

No contexto, a afirmativa é que não há retorno do morto. Se considerarmos o retorno ao mesmo corpo físico a afirmativa é verdadeira, com o que concordamos.

Se considerarmos o retorno do espírito do morto é falso, pois contraria outras passagens, principalmente a narrada em Mateus 17, 1-3 (ver também Marcos 9, 2-4 e Lucas 9, 28-31): “Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou a um lugar à parte, sobre um alto monte. Transfigurou-se diante deles: seu rosto brilhava como o sol, sua roupa tornou-se branca como a luz. Então lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com ele".

O aparecimento é de Moisés e Elias na condição de espíritos, pois já estavam mortos. E se apareceram é porque os mortos retornam.

Se, finalmente, considerarmos que não há retorno a outro corpo, a afirmativa também é falsa, pois há retorno como relata Mateus 11, 14-15, em que cita as palavras de Jesus: “E, se quiserdes compreendê-los João é o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos, que escute bem". Quer dizer que João Batista era Elias reencarnado, pois de outra maneira João não poderia ser Elias, conforme nos afirma Jesus.

2) ECLESIÀSTICO 11, 28:

“Não consideres ninguém feliz antes do fim, pois é no seu final que será conhecido".

É normal considerarmos alguém como sendo bom somente após a sua morte, ou seja, após seu fim na vida física é que valorizamos as suas obras. Não há o que se falar do fim do homem senão no fim do corpo físico, pois a alma, ou espírito, não morre. A imortalidade da alma é um fato com que todos nós concordamos.

Observe a seguinte nota: “O autor tem o horizonte limitado à vida desta terra”, assim não vê perspectiva nenhuma para o homem depois da morte.

3) ISAIAS 26, 14:

“Os mortos não reviverão, as sombras não ressuscitarão: tu os punistes e aniquilaste e destruíste a sua lembrança!

Era o que o profeta Isaías desejava que acontecesse aos “outros senhores que os dominaram”, pois ao se referir àqueles que reconhecem e seguem os ensinamentos de Deus não diz a mesma coisa, mas justamente o contrário. Vejamos, então, um pouco mais à frente no versículo 19: “Teus mortos reviverão, ressuscitarão seus cadáveres; despertai e cantai, ó vós que habitais na poeira! Pois teu orvalho é orvalho de luz, e o país dará a luz de novo aos finados".

Com qual das citações ficaremos? A primeira ou a segunda? A primeira exprime um desejo e a segunda afirma ser o que vai acontecer com os que seguem a Deus. “Teus mortos reviverão” e “dará a luz de novo aos finados” não deixa dúvidas, para quem tem “ouvidos de ouvir”, que é do princípio da reencarnação que ele fala.

4) JÓ 7, 9:

“Como a nuvem que se dissipa e desvanece, assim quem desce ao Xeol, de lá não subirá".

Em hebraico Xeol significa “infernos”, “abismo” ou “morada dos mortos”. Vem Jesus nos ensinar que a Lei Divina do amor é: “perdoar setenta vezes sete vezes” (Mateus 18, 22) e “Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem” (Mateus 5, 44). Ora sendo Deus o amor infinito, também nos perdoaria “setenta vezes sete” assim seria contrario a Justiça não obtermos nova oportunidade de reparar o mal que praticamos.

Aí é que entra a reencarnação como base da Justiça do Pai, que em vez de nos colocar eternamente nos "infernos”, “abismo” ou “morada dos mortos”, nos dá uma nova vida para quitarmos os nossos débitos contraídos quando infringimos suas leis.

5) HEBREUS 9, 27:

“E como todo homem está destinado a morrer uma só vez – depois do que haverá o julgamento".

Uma vez encarnado o homem morrerá somente uma vez é o que podemos afirmar com absoluta certeza, fato comprovado pela ciência.

Se observássemos uma lagarta em estado de hibernação diríamos que ela morreu e teríamos este fato como definitivo se não ficássemos até ao final para acompanharmos todo o fenômeno de transformação, quando, liberta do casulo, voa rumo às alturas, agora em seu novo corpo de borboleta. Parece que é isto que acontece com a maioria das pessoas, não têm a preocupação de estudar o depois, achando que a simples morte física é o fim de tudo.

6) I CORÌNTIOS 15, 12 a 20:

“Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como é que alguns de vós podem afirmar que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou, logo a nossa pregação é inútil e a vossa fé também é inútil. E acontece até que somos falsas testemunhas de Deus, porque testemunhamos – contra Deus – que ele ressuscitou a Cristo, quando, de fato ele não o ressuscitou, no caso de ser verdade que os mortos não ressuscitam. Porque se os mortos não ressuscitam, Cristo, também não ressuscitou. E se o Cristo não ressuscitou, vossa fé é sem valor e ainda estais em vossos pecados. E assim os que morreram em Cristo também se perderam. Somos os mais miseráveis dos homens se é somente para esta vida que esperamos em Cristo! Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram!".

Não há nada contra a reencarnação. Existe apenas a afirmação da ressurreição.

Ressuscitar dos mortos, segundo o conceito religioso, é voltarmos ao mesmo corpo em que vivíamos. Será isto possível? A ciência avança e cada vez mais concluímos que a matéria é energia concentrada, assim tudo o que conhecemos nada mais é do que energia, em diversas formas e combinações. Também nosso corpo físico é matéria, e no novo conceito, energia concentrada, que uma vez decomposta voltará a compor a fonte de energia da natureza, que por sua vez será utilizada para a formação de outras matérias, ficando impossível a recomposição de um corpo físico que já tenha sido decomposto.

Resta saber se o conceito de ressurreição, à época de Cristo, era o de que o espírito iria realmente voltar ao mesmo corpo físico. Na passagem narrada por Mateus 16, 13-14: “Tendo chegado à região de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou aos discípulos; ‘Quem dizem por aí as pessoas que é o Filho do homem?” Responderam: “Umas dizem que é João Batista; outras, que é Elias; outras, enfim, que é Jeremias ou algum dos profetas’".

Se as pessoas acreditavam que Jesus poderia ser João Batista, Elias ou algum dos Profetas, como Jesus não possuía o corpo deles, não será difícil de aceitar que, com o nome impróprio de ressurreição, aceitavam a reencarnação, se assim não fosse Jesus não poderia, para eles, ser nunca uma outra pessoa que já tinha vivido antes.

E para clarear mais ainda o assunto vamos encontrar em João 3, 1-12, esta passagem: “Havia um homem entre os fariseus, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: "Rabi, bem sabemos que és um Mestre vindo de Deus. Ninguém pode fazer esses milagres que fazes, se Deus não estiver com ele”. Jesus replicou-lhe: "Em verdade, em verdade te digo, quem não nascer de novo, não poderá ver o reino de Deus”. Nicodemos perguntou-lhe: "Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer segunda vez?” Respondeu Jesus: “Em verdade, em verdade te digo, quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito. Não te maravilhes de que eu te tenha dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes donde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito”. Replicou Nicodemos: “Como se poder fazer isso?” Disse Jesus: “És doutor em Israel e ignoras estas coisas!... Em verdade, em verdade te digo, dizemos o que sabemos, e damos testemunho do que vimos, mas não recebeis o nosso testemunho. Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?”

Percebemos que Nicodemos entendeu bem a necessidade de nascer de novo, somente teve dúvida de como isto poderia ocorrer daí sua pergunta; “como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer segunda vez? Reencarnar é justamente isto: nascer de novo.

Mas voltando à questão da ressurreição, vemos em determinada corrente religiosa afirmarem: “creio na ressurreição da carne”. Será que encontraremos no Evangelho algo que possa nos dar como tranqüila esta afirmativa? Não. O que encontramos é justamente o contrário, ou seja, que a carne não ressuscita. Vejamos, então, em I Coríntios 15, 35-44: “Mas, dirá alguém, como é que os mortos vão ressuscitar? Com que corpo virão? Louco! O que semeias não reviverá, se não morrer antes. E o que semeias não é corpo a se formar, mas grão nu, de trigo, por exemplo, ou de qualquer outra planta. E Deus lhe dá um corpo que bem entende, e a cada semente o seu corpo apropriado. Toda a carne não é a mesma carne, mas uma é a carne dos homens, outra a carne das feras, outra, a carne das aves, outra a dos peixes. Há corpos celestes e corpos terrestres; mas um é o esplendor dos corpos celestes e outro o dos terrestres. Um é o brilho do sol e outro o brilho das estrelas. E uma estrela brilha diferente de outra estrela. Assim é também na ressurreição dos mortos; semeado na podridão, o corpo ressuscita incorruptível. Semeado na humilhação, ele ressuscita glorioso. Semeado frágil, ressuscita forte. E semeado um corpo animal, ressuscita um corpo espiritual. Como há um corpo animal, há também um corpo espiritual".

Será preciso ser mais claro que esta explicação de Paulo, quanto ao corpo que ressuscitará? Não é claro que é o corpo espiritual? O corpo físico, o animal de que nos fala Paulo, é aquele de se utiliza o espírito para que possa se relacionar com o mundo físico. Já o corpo espiritual é aquele que temos na dimensão extrafísica, onde a matéria, por falta de condições apropriadas, ali não se manifesta.

Seguindo as perguntas temos: É PERMITIDO POR DEUS COMUNICAR-SE COM OS MORTOS?

1) LEVÍTICO 20, 27:

“Todo homem ou mulher que evocar os espíritos ou se der à adivinhação será condenado à morte; seu sangue recairá sobre eles".

Se matarmos as pessoas que evocam os espíritos estaremos infligindo o quinto mandamento da Lei de Deus: “Não mateis". Ora o que devemos obedecer, a Lei de Deus ou as leis de Moisés? Pois o livro Levítico nada mais é que um livro onde ele fez constar todas as regras do sacerdócio, dos sacrifícios e cultos para o povo Judeu se orientar quando da prática de seus rituais religiosos. Suponhamos, por hipótese, que realmente seja proibido a comunicação com os mortos. Quando os católicos fazem seus pedidos aos “SANTOS” o que na realidade estão fazendo senão a evocação dos mortos, pois ainda não foi declarado santo nenhum homem vivo.

2) DEUTERONÔMIO 18, 10 a 14:

“Não se achará, entre ti, quem faça passar pelo fogo o seu filho ou sua filha, quem se entregue à adivinhação, à astrologia, às feitiçarias e à magia, quem interrogue espectros e os espíritos e quem invoque os mortos. Porque todo homem que pratica estas coisas é abominável para Javé, e é por causa dessas abominações que Javé, teu Deus, vai expulsar essas nações da tua presença. Serás perfeito para com Javé, teu Deus. Porque as nações que vais expulsar escutam os astrólogos e adivinho; mas Javé, teu Deus, não te permite isso".

São instruções que Moisés deu a seu povo para quando chegassem à terra prometida. Diante de um povo bruto e ignorante, Moisés ao ditar suas leis e suas instruções sempre as colocava como se viessem de Deus, única forma que encontrou para levar adiante aquele povo, sem que sua liderança ficasse ameaçada.

Será que tudo o que Moisés nos traz são realmente leis divinas? No livro Êxodo 32, 27, temos: “Ele lhes disse: Assim ordena Javé, Deus de Israel; cada um cinja a sua espada sobre o flanco. Passai e tornai a passar pelo acampamento de porta em porta e mate cada um o seu irmão, cada um o seu amigo, cada um o seu vizinho".

Analise a passagem acima e responda: Poderá ela ter vindo de Deus? Não contraria o quinto mandamento? Vejamos outra, em Êxodo 35, 2: “Durante seis dias farás o teu trabalho. O sétimo, porém, será um dia santo para vós, de repouso completo em honra de Javé. Quem nele fizer qualquer trabalho deve ser morto".

Se não exigem que cumpramos esta última ordem, como querem que cumpramos a proibição de não nos comunicarmos com os mortos? Se fossemos cumpri-la é bem provável que não sobraria ninguém para contar a história, não é mesmo?

Vejam bem, das proibições e leis de Moisés só buscam as que lhes interessam, as que parecem sustentar suas idéias. Só concordaremos em seguir a proibição de Moisés sobre a evocação ou comunicação com os mortos se trouxerem para hoje todas, repetimos todas, as outras, inclusive a do “olho por olho” e “dente por dente”.

3) ISAIAS 8, 20:

Para não perdermos o sentido iniciaremos do versículo 19: “Se vos disserem: " consultai os espíritos do além e os adivinhos que cochicham e resmungam; um povo não deve acaso consultar seus deuses e, para os vivos, consultar os mortos para receber uma revelação e um testemunho? Certamente é assim que se falará, porque não há aurora para ele”.

Isaías é um dos profetas do Antigo Testamento, usava o oráculo para consultar os “deuses” sobre as coisas terrenas. Não era nada mais que um médium que consultava os espíritos que para eles eram considerados deuses. Isaías nada mais fez que mandar seguir a proibição de Moisés, isto para as outras pessoas, não a aplicando a si próprio.

Voltamos a insistir, se a comunicação com os mortos é proibida por Deus, segundo Moisés, como é que ele mesmo, que se diz fiel cumpridor das Leis de Deus, vem descumpri-las como nos narra Mateus 17, 1-3: "Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou a um lugar à parte, sobre um alto monte. Transfigurou-se diante deles: seu rosto brilhava com o sol e sua roupa tornou-se branca como a luz. Então lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com ele".

A passagem, já citada anteriormente, relata o aparecimento dos espíritos de Moisés e de Elias a conversar com Jesus, na presença de Pedro, Tiago e João, com o propósito de deixar testemunhas para o fato. Aqui o que vemos é justamente o Mestre Jesus confirmar que não é proibido por Deus, pois se assim o fosse Ele não participaria deste acontecimento, onde os mortos, Moisés e Elias, se comunicavam com os vivos.

3) I SAMUEL 28, 7 e seguintes:

Iniciaremos, para não mudarmos o sentido da passagem, no versículo 4: “Enquanto os filisteus reunidos acamparam em Sunem, Saul congregou todos os israelitas, acampando em Gelboé. Quando Saul viu o campo dos filisteus apavorou-se, e seu coração estremeceu. Saul consultou Javé, mas Javé não lhe respondeu, nem em sonhos, nem pela sorte, nem pelos profetas. Disse Saul aos seus servos: "Procurai-me uma mulher que evoque o espírito dos mortos, para que eu vá consultá-la. "Seus servos lhe disseram: "Há uma necromante em Endor. "Disfarçou-se então o rei, trajando vestes alheias, e partiu com dois homens; chegou à noite à casa da mulher e disse-lhe: "Predize-me o futuro por um espírito, e evoca para mim aquele que eu te indicar”. Retrucou a mulher: "Tu bem sabes o que fez Saul, e como expulsou os necromantes e os adivinhos do país; por que então conspiras contra a minha vida, para matar-me? Saul, porém, jurou-lhe por Javé, dizendo: Por Javé que vive, não terás nisto culpa alguma!” A mulher interrogou: "A quem invocarei?” Respondeu-lhe ele: "Evoca-me Samuel”. A mulher viu Samuel, e elevou a voz em altos gritos. E a mulher disse a Saul: "Por que me enganaste! Tu és Saul” O rei disse: "Não temas! Mas que é que viste?” A mulher disse a Saul: “Eu vi subir da terra uma espécie de deus”. Perguntou Saul: "Qual é o aspecto?” E ela disse: "É um velho que vem subindo, envolto num manto”. Reconheceu o rei que era Samuel, e inclinando-se para o chão, prostrou-se diante dele. Samuel disse a Saul: “Por que perturbaste o meu repouso, evocando-me?” Respondeu Saul: "Eu estou extremamente angustiado, pois os filisteus me fazem guerra, e Deus se retirou de mim, não me respondendo mais, nem por profetas nem por sonhos. Por isso te chamei, a fim de que me indicasses o que devo fazer”. Samuel replicou: "Para que me consultas, uma vez que Javé te abandonou, tornando-se teu adversário? Agiu Javé conforme te falara pela minha boca; tirou de ti a realeza e deu-a a Davi, teu companheiro, porque não obedecestes à voz de Javé e não executastes o ardor da sua ira contra Amalec. Por isso, agora, Javé te trata desse modo. E mais: Javé entregará ao mesmo tempo a ti e ao povo de Israel nas mãos dos filisteus. Amanhã estareis comigo, tu e teus filhos, e Javé entregará ao poder dos filisteus o exército de Israel".

A narrativa nos mostra Saul consultando o espírito de Samuel, que cercado pelo exército dos filisteus queria saber o que lhe aconteceria no futuro, usando desta forma a comunicação com os mortos para as questões mundanas, por isso justifica-se a proibição de Moisés, mas desta forma a Doutrina Espírita também não aprova.

Gostaria de ressaltar duas frases: “Eu vi subir da terra uma espécie de deus” e “Reconheceu o rei que era Samuel, e inclinado-se para o chão, prostrou-se diante dele”, observem “uma espécie de deus” e “prostrou-se diante dele”, aí está talvez um outro motivo com relação à origem da proibição de Moisés, pois as pessoas reverenciavam aos espíritos como se fossem deuses, e como procurava incutir no povo a crença num Deus único, era necessário acabar com estas práticas.

Nesta passagem fica bem claro que existe a comunicação com os mortos, fato ainda negado por muitos. Aliás, a própria proibição de Moisés vem confirmar isto, porque ninguém proíbe algo que não possa acontecer.

Pela leitura do folheto somos levados à conclusão de que Saul morreu por consultar os mortos, entretanto, no texto, o espírito de Samuel diz a Saul que ele morrerá na guerra com os filisteus por castigo de Deus, porque ele, Saul, não tinha cumprido as Suas ordens, quando do ataque aos amalecitas, pois Saul não matou o gado nem as ovelhas deste povo, conforme a ordem que recebera de Deus, ficando com os animais.

E para confirmar, tiramos de I Samuel 31, 1-6, como aconteceu a morte de Saul: “Lutaram os filisteus contra Israel, e os israelitas fugiram diante dos filisteus, tombando mortalmente feridos no monte Gelboé. Os filisteus investiram contra Saul e seus filhos, matando Jonatã, Abinadab e Melquisua, filhos de Saul. A violência do combate se concentrou sobre Saul. Os arqueiros o descobriram e o feriram na região abdominal. Saul disse a seu escudeiro: "Desembainha a tua espada e atravessa-me com ela, a fim de que não o venham fazer estes incircuncisos, zombando de mim!” Mas seu escudeiro não quis, porque ele estava tomado de grande medo. Então Saul tomou a própria espada, e atirou-se sobre ela. Vendo que Saul morrera, arremessou-se também o escudeiro sobre a espada, e expirou junto dele. Morreram, pois, Saul, seus três filhos e seu escudeiro, todos juntos, naquele mesmo dia".

Sem conclusões apressadas, vemos que Saul diante do ataque fulminante dos filisteus, já ferido, e não querendo cair vivo nas mãos deles, suicida-se atirando sobre a sua espada.

Será que se Saul, após ouvir o espírito de Samuel dizendo que ele iria morrer na guerra com os filisteus, mudasse de atitude e em vez da guerra buscasse a paz ou uma rendição ele teria morrido? Samuel advertiu Saul e este não lhe deu ouvidos insistindo na guerra, cumpriu-se, então, a previsão de Samuel.

4) I CRÔNICA 10, 13 a 14:

“Saul morreu por causa da transgressão que cometera contra Javé, porque não observou a palavra de Javé, e por ter interrogado e consultado aqueles que invocam os mortos. Não consultou a Javé, e Javé fê-lo morrer, e transferiu a realeza a Davi, filho de Jessé".

Conforme notas da Bíblia o cronista é um levita de Jerusalém, fervoroso admirador da liturgia do templo, máxime da música sacra dos levitas, e um entusiasta da ideologia teocrática. Aí se explica porque distorceu os fatos, procurando sustentar que Saul morreu também porque consultou aqueles que invocam os mortos, fato que não se comprova nos textos anteriores. Diz, também, que Saul não havia consultado a Javé, ora ele procurou a necromante de Endor justamente porque Javé não lhe tinha respondido nem em sonhos, nem pelos profetas e diante do momento delicado que passava queria de qualquer maneira saber o que lhe aconteceria na guerra contra os filisteus.

5) LUCAS 16, 19 a 31:

“Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caiam da mesa do rico... Até os cães iam lamber-lhe as chagas. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. Gritou então:" Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas”. Abraão, porém, replicou: “Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás no tormento. Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá”. O rico disse-lhe: " Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos”. Abraão respondeu: “Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos!” O rico replicou:" Não, pai Abraão, mas, se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão”. Abraão respondeu-lhe: “Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos".

O texto mostra o nosso destino após a morte, para os que cumpriram bem e aproveitaram os ensinamentos de Deus a recompensa justa de estar junto a Ele. Assim devemos entender quando diz: “no seio de Abraão”. Quanto a possibilidade de o rico passar para o plano em que Lázaro se encontrava não havia como, pois o abismo existente entre eles era a própria evolução espiritual de cada um. Assim, seremos colocados no outro lado da vida, o que as nossas ações determinarem, pois conforme nos adverte Jesus: “a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16, 27).

Quanto à passagem “se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, ainda que alguém ressuscitasse dos mortos, eles não ficariam convencidos”, não quer dizer que não há possibilidade dos mortos ressuscitarem. Se Samuel voltou para responder a consulta de Saul, como já vimos um pouco atrás, é porque os mortos ressuscitam. O sentido é que se os irmãos do rico que não ouviram as advertências que já foram dadas pelos vivos (Moisés e os Profetas) não dariam ouvidos também aos mortos.

Se fossemos pegar ao pé da letra, como pegam, poderíamos tirar desta passagem que somente vai para os céus os que sofrem aqui na terra, os ricos, de qualquer natureza: dinheiro, saúde, posição social, etc., iriam para o inferno, mas certamente não é por ai.

E finalmente, quanto a ser CRISTÃO não é apenas aceitar e crer que Jesus é DEUS E SALVADOR. É antes de tudo praticar os ensinos de Jesus resumidos no: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente” e “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. (Mateus 22, 37 e 39).

Somente no amor a Deus e ao próximo é que poderemos nos considerar cristãos verdadeiros. E é isto o que a Doutrina Espírita procura nos levar a fazer em nosso dia a dia.

Realmente na Doutrina Espírita não temos Jesus como Deus. Uma das bases que os teólogos buscam para sustentar que Jesus é Deus está em João 10, 30: “Eu e o Pai somos um”. Cujo sentido é que Jesus sendo o enviado de Deus comungava o mesmo pensamento com o Pai, transmitindo exatamente a vontade de Deus.

Vejamos outras passagens em João:

a) Em 4, 34: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a cabo a sua obra”.

b) Em 5, 19: “O filho nada pode fazer por si mesmo, a não ser o que vê o Pai fazer".

c) Em 5, 26: “Como o Pai tem a vida em si mesmo, assim concedeu ao Filho ter a vida em si mesmo".

d) Em 5, 30: “Não posso fazer nada por mim mesmo. Julgo segundo o que ouço; e o meu julgamento é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou".

e) Em 5, 36: “Mas tenho um testemunho maior que o João: as obras que meu Pai me deu para cumprir. Essas obras eu as faço e dão testemunho de que meu Pai me envio”.

f) Em 5, 43: “Vim em nome de meu Pai, e não me recebeis".

g) Em 6, 37-38: “Tudo o que o Pai me dá, virá a mim e não jogarei fora o que vem a mim, porque desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou".

h) Em 7, 29: “Eu o conheço, porque venho dele e foi ele que me enviou".

i) Em 8, 29: “E quem me enviou está comigo, e não me deixa só, porque sempre faço o que lhe agrada".

j) Em 8, 42: “Se Deus fosse vosso pai, vós me amaríeis, porque saí de Deus e aqui estou; eu não vim porque quis: foi ele quem me enviou".

k) Em 12, 49: “Porque não falei por minha conta, mas aquele que me enviou, o Pai, me determinou o que dizer e anunciar".

Vemos a total submissão de Jesus ao Pai – Deus –, e se Ele fosse Deus nunca poderia ser tão submisso e vir, como veio, para cumprir o desejo e a vontade de alguém. Quem é subordinado não é igual ao seu superior. Em nenhuma oportunidade Jesus vem dizer que era igual a Deus, muito ao contrário, diz claramente que Deus é maior do que Ele, conforme narra João: “Eu vos afirmo e esta é a verdade: não é o servidor maior que o patrão, nem o enviado maior que aquele que o envia". (13, 16) e “Se me amásseis, vos alegraríeis de que eu vá ao Pai, porque o Pai é maior do que eu". (14, 28).

Por ser Ele o enviado de Deus, trazendo-nos a vontade de Deus, é que dizemos ser Jesus o Médium de Deus. Entretanto, um médium é a pessoa que se torna intermediário entre os espíritos e os homens, e Jesus não o era neste sentido e sim no de ser o fiel transmissor da vontade de Deus, por isso é que o denominamos “O Médium de Deus”, e não dos espíritos como pode parecer a alguns.

Quanto a ser um Grande Mestre, não há dúvidas disto, pois todo aquele que ensina alguma coisa é um mestre. Só que homem algum chegará aos pés de Jesus naquilo que nos ensinou. E em várias passagens do Evangelho encontramos seus discípulos se dirigirem a ele como Mestre, até Nicodemos que era senador e doutor da Lei entre os judeus o chamou de Mestre.

Em João 7, 16, temos estas palavras de Jesus: “Minha doutrina não vem de mim, mas de quem me enviou”. Como não é doutrinador? Não é Ele mesmo que diz nos trazer uma doutrina?

Poderemos pegar todos os ensinos da Doutrina dos Espíritos e não encontraremos nada que possamos dizer ser contrário à Doutrina do Mestre Jesus, ao contrário veremos que suas bases se encontram lançadas em suas máximas. Somente quem não conhece a fundo os ensinos espíritas é que pode alegar que o que pregamos não é igual aos ensinamentos de Jesus, pois não concebemos que quem os conhece vá de boa fé dizer que são contrários aos de Jesus.

Aos primeiros tornamos nossas as palavras de Jesus: “Não julgueis pelas aparências, mas julgai de acordo com a verdade”, João 7, 24.

A Doutrina Espírita não está aqui para combater ou conquistar adeptos de outras religiões, até mesmo porque sabemos que não é a religião de salva, mas o que fazemos de nossa religião. Todas têm como princípio as máximas de Jesus. E é Ele que nos afirma em Mateus 18, 20: “Porque, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, eu estou lá entre eles”, não particularizando nenhuma religião em especial.

Em Lucas 9, 49-50, encontramos: “E João começou a falar: ‘Mestre, vimos alguém expulsando demônios em teu nome e quisemos proibi-lo, porque não te segue conosco". Mas Jesus respondeu: “Não proibais. Quem não está contra vós, está a vosso favor".

Mostra-nos, o Mestre, nesta lição que os seus discípulos achavam ser eles os únicos a poderem fazer o bem em nome de Jesus, que o mais importante é realmente fazer o bem, e quem faz o bem, com certeza, está seguindo os seus ensinamentos.

E nesta discussão entre os que são e os que não são de Deus é que Pedro, em Atos 10, 34-35, disse: “De fato agora compreendo que Deus não faz distinção de pessoas; mas todos os que o adoram e praticam o bem são aceitos por Ele, seja qual for sua nação".

Deus que é o amor infinito não nos separaria por sermos rico, pobres, brancos, pretos, estrangeiros ou não, ou por possuirmos religiões diferentes, porque acima de tudo ele é o AMOR, e como nas situações da vida em que nos encontramos, não foi por nossa vontade e sim pela Dele, seria injusto nos separar por algo que não tivemos opção de escolher.

A compreensão maior dos ensinos do Mestre, através dos princípios da Doutrina Espírita faz com que respeitemos todos os nossos irmãos, independentemente de sua condição aqui na terra.

Ela, procurando mais valorizar as coisas espirituais, nos leva a entender o que Jesus queria dizer com: “O espírito é que dá vida; a carne de nada serve” (João 6, 63), ou seja, somos na verdade espíritos, devendo aproveitar a nossa estadia no corpo físico para evoluirmos, para que um dia possamos estar junto ao Pai.

Esperemos, que os companheiros de ideal na Doutrina Espírita, possam ter com estes estudos a base segura para a sua fé, a fé raciocinada como dizia Kardec.

Mai/93

Bibliografia: