A competência pedagógica do Espiritismo no desenvolvimento humano I

Fernanda Ripamonte e Dalva Trovato Sant'Anna

de Ribeirão Preto, SP

Sob este título o trabalho de ADALGIZA CAMPOS BALIEIRO nos apresenta subsídios para a construção de um novo olhar relativo à compreensão da vida, nos planos em que ela se manifesta, visando a reconfiguração da realidade, capaz de promover mudanças nas relações entre as pessoas e nas comunidades humanas.

“Em que medida a educação pode ser responsabilizada pela atual situação em que nos encontramos ou, em que medida ela se constitui uma alternativa para a superação da crise social que vivemos hoje?”

É a indagação que nos faz a expositora Adalgiza que coordena um grupo de estudos na sede da Unificação Kardecista de Ribeirão Preto, todas primeiras terças-feiras às vinte horas.

Vamos recordando um tempo de trabalho com educação, porque estivemos na União dos Moços Espíritas, na Rua Nilo Peçanha número 77, onde hoje está a SEJA, Adal, evangelizadores, companheiros e eu, participando de encontros, cursos na cidade de Franca, naquele “parece que foi ontem”, tendo sido, no entanto, por volta de 1963… Quase nada, se considerarmos que, muito mais poderia ter sido mudado, construído e realizado em progresso e evolução em nós, por outros, por todos… Mas, é tempo de semeadura e vamos lá!

Estamos nas casas com grades, cães, medo e insegurança. Procuramos um noticiário e encontramos os problemas das estremecidas relações internacionais, as restrições comerciais e as medidas de contenção. Nossos filhos nem sempre correspondem ao que lhes demos, insatisfeitos e exigentes. As religiões salvacionistas tendo suas igrejas apinhadas de gente que busca a salvação. O Centro Espírita procurado como grande esperança para melhorar a pessoa, a casa dela, o mundo. A terra é prodigiosa, mas, depende do indivíduo e de seu progresso moral, senão o que temos visto são crianças nas ruas, jovens nas drogas, o adulto correndo atrás da subsistência, famílias desestruturadas, idosos abandonados compondo uma grande maioria que perdeu seus valores.

O que fazer ?

Parar, ver como está. Como estão as coisas. Arrumar a casa, realizar a prevenção e promover ações efetivas e humanas que conhecem e aceitam o outro. Aceitar o fato que, biologicamente não é a agressão que define os humanos, mas, o amor. Não é a luta o modo fundamental de relações humanas, mas a colaboração.

Ao comentar a primeira reunião que tivemos, faço o convite para os que se possam estar conosco no próximo 07 de agosto, às 20 horas, na rua Mariana Junqueira n.° 504, e juntos poderemos integrar um grupo interessado em transformAÇÃO

(Jornal Verdade e Luz Nº 187 de Agosto de 2001)