A competência pedagógica do Espiritismo no desenvolvimento humano II

Fernanda Ripamonte e Dalva Trovato Sant'Anna

de Ribeirão Preto, SP

O ponto de partida deste encontro, realizado sob a coordenação de Adalgiza Balieiro, é tomarmos consciência da situação na qual nos encontramos no contexto familiar e social e iniciarmos uma reflexão para conseguirmos mudanças no relacionamento com o próximo.

A proposta maior em nosso próprio processo educativo consiste na observação da maneira como vivemos.

Numa análise mais profunda observamos que historicamente, o homem evolui através da colaboração. Quando dirigimos nossos esforços com características de competição nos embrutecemos.

“Ame o próximo como a si mesmo” nos orientou o Mestre Jesus. O amor define um espaço de convivência na cooperação.

A interdependência é a dependência mútua de todos os processos vitais dos organismos. O comportamento de cada membro do sistema (grupo) depende do comportamento de muitos outros. Assim, o sucesso da comunidade, como um todo integrado, depende do sucesso de cada um de seus membros, enquanto que o sucesso de cada membro depende do sucesso da comunidade como um todo.

Ouvimos uma nova expressão: Biologia do amor. O significado é aceitar o outro incondicionalmente para depois tentar compreendê-lo… Este enfoque nos remete à figura da mãe embalando nos braços seu filho recém-nascido numa aceitação plena, iniciando a convivência na aceitação e na confiança.

Fomos ensinados a pensar de forma excludente, e nessa primitiva maneira de ver o mundo, o outro não existe, a não ser para ser usado, manipulado ou vencido. Em nosso universo só nos cabe a nós. Assim, o abraço da mãe que nos acolheu na infância compõe em nossa mente a imagem da inclusão, o primeiro aprendizado que devemos, a manter conservando assim nosso espaço de estar com o outro: acolhendo, abraçando, incluindo…

Podemos trocar: “Você não é deste lugar” pelo “Seja bem-vindo!” e estaremos na prática executando atos de aceitação do outro e de confiança no exercício do amor. Cooperação em consenso na relação social define o ser inteligente, que amplia assim seu espaço de aprendizado. Não somos só seres racionais mas, também SERES EMOCIONAIS.

Democracia, além do que representa, corresponde também à vivência solidária, a relacionamentos de partilha e de fraternidade. O ser humano constrói o espaço social em que vive tornando-o mais humano quanto maior for a aceitação e a confiança no outro. Através destas reflexões concluímos que Educação Espírita representa movimento para transformAÇÃO pessoal e conseqüentemente social.

Assim, se você quiser participar conosco, SEJA BEM VINDO!

Agende: PRÓXIMO ENCONTRO - 04 DE SETEMBRO - 20 HORAS - UNIFICAÇÃO KARDECISTA DE RIB. PRETO (Rua Mariana Junqueira n.º 504).

(Jornal Verdade e Luz Nº 188 de Setembro de 2001)