Dirigente quem é?

Jaime Gilberto Rosa

de Ribeirão Preto, SP

Num primeiro momento, dirigente será aquele que administra, governa, comanda, conduz, conhecendo, dominando o ramo em que milite. Pressupõe-se seja pessoa agradável, acessível, capaz de agregar companheiros imbuídos do mesmo ideal, que trabalhem visando o bem, o crescimento do núcleo a que se sirva, nesse momento.

Se esse dirigente se enquadrar só na definição do primeiro parágrafo acima, centralizará a direção, tudo ficando sob sua vontade, o que redundará em prejuízos.

Trazendo essa situação e reflexões para a casa espírita, esse dirigente é o que detendo as chaves do Centro toma todas as decisões, escolhe sozinho livros a serem estudados, trabalhos a serem desenvolvidos, faz tudo, toma todas as providências, dirige a casa espírita como propriedade sua.

Por decorrência dessa forma de ação, não aceita novas maneiras de trabalhar, não admite avaliações, foge dos encontros, reciclagens, seminários e outros eventos onde se busca justamente atualizar em Jesus e em Kardec para melhor atender ao público crescente.

Assim, o dirigente e principalmente o dirigente da casa espírita será aquele que dialoga, orienta, reflete, compara, examina, encaminha visando e buscando o melhor para todos. Gostando do que faz conhece Doutrina Espírita, estuda-a sempre. Rodeia-se de uma diretoria atuante, participativa. Delega responsabilidades, confia estando atento à atuação de todos, no respeito de cada atividade com os princípios doutrinários, observando vigilante se as atuações dos responsáveis frente aos vários trabalhos exteriorizam os objetivos libertadores de Jesus, desvinculando-se dos dogmas, despertando o desejo do autoconhecimento buscando o sentir, pensar e agir no Bem.

Ao delegar e formar diretores e dirigentes de outras áreas de ação no Centro, esse presidente, quando porventura precisar ausentar-se, tudo continuará sem solução de continuidade, em harmonia e equilíbrio, pois o bom dirigente formou na reflexão, no estudo, na responsabilidade, nas avaliações e retomadas, companheiros capazes onde o trabalho em Jesus é bênção, honra e momentos de dar o melhor de si, sem a evidência do cargo.

(Jornal Verdade e Luz Nº 184 de Maio de 2001)