Paciência – conquista da confiança

Joanira Necas Soares

de Ribeirão Preto, SP

Em todos os tentames da vida somos impulsionados à prática da paciência.

Nas negociações diárias necessitamos de serenidade, compreensão e tolerância, sem isso corremos sérios riscos de realizarmos péssimos negócios.

Na convivência com o próximo, muitas vezes somos convidados a calarmos para que o nosso silêncio seja o caminho da harmonia.

Todo trabalho profissional exige de cada um de nós paciência, no estudo, no estágio, no exercício legal da profissão, tudo na vida, naturalmente nos concita à paciência, até parece que ela deve ser a nossa eterna companheira.

No entanto não devemos confundir paciência com aprovação ao desequilíbrio, quando calamos diante do agressor esfaimado, não significa que somos mais fracos do que ele e sim que não somos igual a ele, já acreditamos que podemos dar um tempo para ele se refazer.

Quando perdoamos o delinqüente, não queremos dizer que ele esteja certo, mas acreditamos que ele merece uma nova oportunidade.

Quando decidimos continuar junto ao familiar incompreensível e irritado, não queremos aprovar a sua personalidade equívoca, mas dizermos a ele com nossa vida que somos capazes de perdoá-lo.

Ao sentirmos a necessidade do bem para todos, pautamos nossas atitudes numa posição confiante e superamos com mais facilidade as adversidades da vida. Com paciência ou sem ela teremos que viver, já que nos facilita o entendimento e a compreensão do outro e de nós mesmos, é inteligível que a abracemos com sua função educadora. Melhor suportar hoje e sermos livres amanhã, do que volvermos à mesma experiência.

A paciência nos permite isso:

Diante da dor, paciência.

Diante da incompreensão, paciência.

Diante dos conflitos, paciência.

Diante do agressor, paciência.

Diante da vida, paciência.

Isso é possível, a paciência reflete toda a confiança que temos em Deus e nas Leis Divinas.

(Jornal Verdade e Luz Nº 192 Janeiro de 2002)