Unir sem prender

Carlos Alberto Correa Fonseca

de Ribeirão Preto, SP

Envidar esforços para mantermos o processo de União, de acordo com as orientações estabelecidas nas bases Kardequiana, é dever que temos por compromisso assumido.

Reavaliar as estratégias de trabalho, para que tenhamos consciência de estarmos favorecendo o curso natural que o Espiritismo percorre, e, aduzir o retorno do conceito de que no Espiritismo não há sacerdócio hierárquico, também não é prescindível.

Criar um departamento de Unificação institucionalizado ou reativá-lo, para que a Casa seja representada no movimento. Orientar seus representantes para procederem corretamente o intercâmbio das informações, uma vez que não há movimento agregador com idéias solitárias, a de ser solidárias.

A contribuição efetiva do dirigente espírita nesse processo, requer a conscientização de que a organização da qual está dirigente, precisa partilhar suas experiências, bem como, necessita igualmente, absorver os bons resultados praticados pelas congêneres.

O trabalhador deve ser valorizado, sem considerar a dimensão de seus préstimos. Oferecer-lhe recursos para ampliar seus conhecimentos, promovendo sua participação em seminários, cursos ou palestras. Ocupar todos os espaços físicos da Casa, com atividades assistenciais e de estudos, para todas as idades, em diversos períodos, facilitando a presença de grupos disponibilizados para aquele horário. E, sempre que possível, reunir a equipe de coordenadores e colaboradores de cada setor, num só dia e horário, promovendo o encontro fraterno, espírita e de estudo, onde todos possam cultivar a idéia de unidade na própria Instituição.

São medidas que dentre outras, por certo, nossas fronteiras dos serviços espíritas prestados, alargar-se-ão.

Enfim, devemos começar o processo de Unificação, nas células, para que estas, unidas, formem um órgão e aí consagraremos o organismo com uma vida saudável e profícua, contribuindo para a propagação do Evangelho de Jesus à luz da Doutrina Espírita.

(Jornal Verdade e Luz Nº 178 de Novembro de 2000)