Padre Quevedo

10/10/2003 - Do ponto de vista Espírita, como devemos ver personagem como o inteligentíssimo, padre Quevedo? Ele tem sido um bem ou um entrave para aqueles que querem conhecer a Doutrina Espírita?
Seria Ele um dos maiores propagadores da Doutrina Espírita, ou estaria eu enganado, mais uma vez?

O Padre Quevedo, caro amigo, defende a sua religião que afirma que as almas não podem sair do céu, do inferno ou do purgatório, portanto elas não podem se comunicar com os homens. Nesse esforço gigantesco para desacreditar o Espiritismo, ele desautoriza até mesmo documentos aceitos pela igreja católica, sobre comunicações de almas do purgatório recebidas por freiras em determinados conventos. Ele passou por intenso treinamento de prestidigitação e como ele consegue imitar alguns fenômenos, declara que todos os médiuns são farsantes ou vítimas da sua própria mente.

Com todo aparato que ele usa para desacreditar o Espiritismo, acaba auxiliando, e muito, a sua divulgação. Allan Kardec, no início do Espiritismo, contou que alguém perguntou a ele o que faria se ganhasse para o Espiritismo um donativo de dez mil francos, que era uma importância muito grande naquela época.

Kardec disse que se a pergunta fosse feita alguns anos antes ele responderia que aplicaria na publicidade da Doutrina Espírita, mas naquele momento não gastaria nenhum centavo na publicidade, porque os adversários do Espiritismo faziam a publicidade gratuitamente.

É isto que o Padre Quevedo está fazendo, porque as pessoas que pensam não se limitam a ouvi-lo, mas vão ouvir a outra parte e constatar se o padre tem razão ou não. Ao menos ele é mais educado e afável que os pastores, dizendo que os fenômenos são produzidos inconscientemente pelos médias, enquanto os pastores dizem que quem se manifesta são os demônios.