Manter virgindade

Pergunta No. 28, Data: 25/04/2003

Pergunta: Tenho 13 anos e estudo em uma escola evangélica. Meu professor de Ens. Religioso nos mandou fazer um trabalho sobre manter a virgindade até o casamento. Gostaria de saber a visão espírita desse costume: é certo ou é errado?

Resposta: Prezado Bruno! Sexo antes do casamento é uma questão muito controvertida, porque é um problema de consciência. Por mais amplitude que se permita, não se pode conceber o sexo como parte de uma vida promíscua. O estômago, quando se come demais, tem indigestão. Qualquer órgão de que se abusa, sofre o efeito imediato. O problema do sexo é a mente. Criou-se o mito que a vida foi feita para o sexo, e não este para a vida. Depois da revolução sexual dos anos 60 só se pensa, fala, respira sexo. E quando não funciona, por exaustão, parte-se para estimulantes, como mecanismos de fuga, o que demonstra que o problema não é dele, e sim, da mente viciada. Se o problema fosse o sexo, as pessoas “saciadas” seriam todas felizes, o que, realmente não se dá. Ou a criatura conduz o sexo, ou se arruina. Ou se disciplina ou morre de indigestão. Temos observado que o sexo antes do casamento constitui um mecanismo de desequilíbrio. Mesmo porque, com tanto sexo antes do casamento, já não se faz necessário casamento depois do sexo. É natural, embora não justifique e nem estimule, que a pessoa, num arrebatamento afetivo, em um momento realize uma comunhão sexual. O que agrava, é que a esse momento de arrebatamento se sucederão outros, como a sede de água do mar, que, quanto mais se bebe mais sede se tem. Quantos casos de frustrações sexuais terríveis, de neuroses, psicoses, porque as pessoas foram traídas nos seus sentimentos profundos, pelo abandono a que foram relegadas. Sugerimos ao jovem espírita a atitude casta. Uma atitude casta não quer dizer isenta de comunhão carnal, mas sim, de respeito e pureza. Colocar o sexo no lugar e o amor acima do sexo, que moralizado pelo amor, sabe-se quando, como e onde atuar. Quando se ama, não se atira o outro na ruína. O sexo, antes do matrimônio, deve ser muito bem estudado, porque, sob a alegação de que se “tem necessidade” dele, não o torne vulgar. Cada consciência eleja para o próximo o que gostaria que o próximo elegesse para si. A Doutrina Espírita nada proíbe, mas conscientiza , pois todos tem de exercitar seu livre arbítrio, porém fazer o certo é uma questão de consciência.

http://www.rjeonline.comp