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A Paz Esteja ConvoscoLII Necessitamos imensamente de paz. Jesus sempre exortou-nos em consegui-la através da vivenciação de sua doutrina: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14:27) Tenhamos paz com os que nos cercam, lutando contra as sombras que ainda perturbam nossas existências. Alimentando a guerra contra nossos semelhantes, nos perdemos nas trevas exteriores, esquecendo o bom combate que nos cabe manter em nós mesmos. Quando odiamos, desarvoramos longas sementeiras de amor construídas ao longo de muitos anos. O ódio, a vingança e a maldade, são sentimentos muito comuns, quando entramos em estado de guerra contra os semelhantes. É campo ideal para o florescimento dos dois maiores cânceres que a humanidade possui: o orgulho e o egoísmo. Na invigilância de nossos atos, abrimos pesados carmas, pesadas dívidas que deverão ser pagas futuramente com os aguilhões de tremendas dores e sacrifícios impostos a nós, por mentes desequilibradas e enfermiças, através de dolorosos processos obsessivos. Amemo-nos, com a indumentária do amor e da caridade para defendermos nossa estrutura psíquica de tais envolvimentos enfermiços. Desistamos do ódio, do rancor e da maldade, trabalhando nosso interior para que possamos viver em plenitude de paz. Substituamos toda e qualquer violência pela força do espírito. Substituir a força do espírito pelo espírito da força, é amealhar paz numa atitude de tal confiança no amor e na justiça de Deus. Se tivermos de vencer alguém, que o seja pelo amor, pela resistência pacífica, pela não violência, como nos sugeriu Gandhi. De pedras nas mãos, de dedo em riste, jamais conseguiremos o bem que desejamos. Emmanuel nos recorda que: “A cruz do Mestre tem a forma de uma espada com a lâmina voltada para baixo.” Recordemos, assim, que em se sacrificando sobre uma espada simbólica, devidamente ensarilhada, é que Jesus conferiu ao homem a bênção de paz, com felicidade e renovação. |
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