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A Necessidade do Esforço

A Necessidade do Esforço

Conta-se que, no princípio da vida terrestre, o
alimento das criaturas era encontrado como oferta da
Divina Providência, em toda parte.

Em troca de tanta bondade, o Pai Celeste rogava
aos corações mais esforço no aperfeiçoamento da vida.

O povo, no entanto, observando que tudo lhe vinha
de graça, começou a menosprezar o serviço.

O mato inútil cresceu tanto, que invadia as
casas, onde toda a gente se punha a comer e dormir.

Ninguém desejava aprender a ler.

A ferrugem, o lixo e o mofo apareciam em todos os
lugares.

Animais, como os cães que colaboram na
vigilância, e aves, como os urubus que auxiliam nas obras de
limpeza, eram mais prestativos que os homens.

Vendo que ninguém queria corresponder à confiança
divina, o Pai Celestial mandou retirar as facilidades
existentes, determinando que os habitantes da Terra se
esforçassem na conquista da própria manutenção.

Desde esse tempo, o ar e a água, o Sol e as
flores, a claridade das estrelas e o luar continuaram
gratuitos para o povo, mas o trabalho forçado da
alimentação passou a vigorar como sendo uma lei para todos,
porque, lutando para sustentar-se, o homem melhora a
terra, limpa a habitação, aprende a ser sábio e garante
o progresso.

Deus dá tudo.

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