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A Gênese Segundo o Espiritismo (Resumo) – Parte 7

A Gênese Segundo o Espiritismo (Resumo) – Parte 7

É conhecido como “grande dilúvio asiático“. Mares interiores como o de
Azof e o mar Cáspio, e águas salgadas e sem comunicação com outros mares, além
de outros fatores, comprovam a tese de que foi causado por levantamento de parte
de montanhas da Ásia, provocando inundações na Mesopotâmia e demais regiões em
que vivia o povo hebreu. Foi portanto de efeitos locais e não universais como
sugere o livro de Moisés, tanto que a chuva não teria condições de provocar a
inundação de toda a Terra.

O dilúvio asiático conservou-se na memória dos povos, sendo, portanto,
posterior ao surgimento do homem na Terra. “É igualmente posterior ao grande
dilúvio universal que assinalou o início do atual período geológico
“.

Revoluções periódicas

Além dos movimentos de translação e rotação, a Terra executa um terceiro
movimento sobre seu eixo como o de um “pião a morrer“, movimento que se
completa a cada 25.868 anos, produzindo o fenômeno chamado “precessão dos
equinócios
“. O equinócio é o momento em que o sol, em seu movimento de um
hemisfério a outro, se encontra perpendicular ao equador, o que ocorre em 21 de
março e a 22 de setembro de cada ano. Como a cada ano o momento do equinócio
avança alguns minutos, resulta que o equinócio da primavera (mês de março),
ocorrerá futuramente em fev., depois, jan., dez., fazendo com que a temperatura
do mês se altere, voltando gradativamente ao estágio original ao completar o
período de 25.868 anos. A esse avanço do momento dos equinócios denominou-se “precessão
dos equinócios
“.

As conseqüências desse movimento são:

  1. O aquecimento com fusão dos gelos polares até à metade do período e
    posterior resfriamento gradativo até novamente congelarem-se, permitindo aos
    polos gozarem de fertilidade no período após o degelo.
  2. O deslocamento do mar, inundando lenta e gradativamente algumas terras,
    fazendo com que as populações de geração para geração se desloquem para
    regiões mais altas, voltando as águas posteriormente ao leito anterior.
    Enquanto estão imersas, as terras recuperam os princípios vitais esgotados,
    através dos depósitos de matérias orgânicas, ressurgindo novamente férteis
    após o afastamento das águas.

Cataclismos futuros

Alcançada já a solidificação da crosta e extintos a maioria dos vulcões, não
é de se esperar a ocorrência das grandes comoções telúricas. Erupções vulcânicas
ainda ocorrem, causando perturbações locais, como inundações das áreas próximas.

A natureza fluídica dos cometas afasta qualquer receio de choque contra a
Terra, pois, se ocorresse, a atravessaria sem causar dano. Por outro lado a “regularidade
e a invariabilidade das leis que presidem aos movimentos dos corpos celestes

afasta qualquer hipótese de choque entre planetas.

A Terra terá logicamente um fim. Entretanto, atualmente acabou de sair da
infância, entrando em um período de progresso pacífico com fenômenos regulares e
com o concurso do homem. “Está, porém, ainda, em pleno trabalho de gestação
do progresso moral. Aí residirá a causa das suas maiores comoções. Até que a
Humanidade se haja avantajado suficientemente em perfeição, pela inteligência e
pela observância das leis divinas, as maiores perturbações ainda serão causadas
pelos homens, mais do que pela Natureza, isto é, serão antes morais e sociais do
que físicas
“.

Aumento ou diminuição do volume da Terra

O espírito de Galileu manifestou em 1.868, opinião à respeito, esclarecendo
que “os mundos se esgotam pelo envelhecimento e tendem a dissolver-se para
servir de elementos de formação a outros universos
“. No período de formação,
ocorre a condensação da matéria com redução do volume, porém conservando a mesma
massa; no segundo período há a contração e solidificação da crosta,
desenvolvimento da vida até a forma mais aperfeiçoada. À medida que os
habitantes progridem espiritualmente, o mundo passa a um decrescimento material,
sofrendo perdas e gradual desagregação de moléculas até chegar a completa
dissolução. Ao diminuir a massa do globo, passa a ser dominado gravitalmente por
planetas mais poderosos, alterando seus movimentos e conseqüentemente as
condições de vida. É a terceira fase: decrepitude, após passar pela infância e
virilidade. “Indestrutível, só o Espírito, que não é matéria“.

 

Capítulo X
GÊNESE ORGÂNICA

 

Formação primária dos seres vivos

O estudo das camadas geológicas revela que cada espécie animal e vegetal
surgiu simultaneamente em vários pontos do globo, bastante afastados uns dos
outros, o que atesta a previdência divina, garantindo condições de sobrevivência
apesar das vicissitudes a que estavam sujeitas.

A grande Lei de unidade que rege a formação dos corpos inorgânicos preside
também a criação material dos seres vivos. A combinação de substâncias
elementares como o oxigênio, hidrogênio, carbono, azoto, cloro, iodo, flúor,
enxofre, fósforo e todos os metais, formam as substâncias compostas tais como os
óxidos, ácidos, álcalis, sais que por sua vez combinados resultam em inúmeras
variedades, estudadas em laboratórios pela Química e operadas “em larga
escala no grande laboratório da Natureza.

A composição dos corpos ocorre quando existem condições favoráveis como grau
de calor, umidade, movimento ou repouso, corrente elétrica, etc, e em função da
afinidade molecular de seus princípios elementares que se combinam guardando
proporções definidas.

Na origem da Terra os princípios elementares apresentavam-se volatilizados no
ar. Com o gradativo resfriamento e sob condições favoráveis, precipitaram-se
formando combinações donde resultaram as variedades de carbonatos, sulfatos,
etc.

A cristalização é o notável fenômeno resultante da passagem do estado líquido
ou gasoso para o sólido assumindo formas regulares de sólidos geométricos tais
como, de prisma, cubo, pirâmide. A forma geométrica do corpo corresponde à das
moléculas componentes e somente ocorre o fenômeno diante de condições
específicas de grau de temperatura e repouso absoluto.

No reino animal e vegetal a composição básica é a mesma dos corpos
inorgânicos, principalmente o carbono, oxigênio, hidrogênio, azoto, de cujas
combinações e variadas proporções resultam as inúmeras substâncias orgânicas,
desde que encontrem circunstâncias propícias no meio em que se desenvolvem.
Alterando-se as condições do meio, diminui ou cessa o desenvolvimento da vida
orgânica até que novamente haja as condições ideais para o ressurgimento da
vida. Cada espécie de cristal assim como cada espécie orgânica se reproduzem
segundo forma e cores semelhantes, por estarem sujeitas à mesma Lei.

Princípio vital

Uma molécula composta por ex. de carbono, hidrogênio, oxigênio e azoto,
poderá resultar em um mineral ou, se estiver modificada pelo princípio vital,
resultará em uma molécula orgânica. Ao se formarem, portanto, os seres orgânicos
assimilam o princípio vital que dá às moléculas propriedades especiais. Sua
atividade é alimentada pela ação do funcionamento dos órgãos durante toda a vida
até sua extinção.

Pode-se comparar o princípio vital à ação da eletricidade, de modo que os
corpos orgânicos seriam como pilhas elétricas que “funcionam enquanto os
elementos dessas pilhas se acham em condições de produzir eletricidade: é a
vida; que deixam de funcionar, quando tais condições desaparecem: é a morte
.”

Geração espontânea

Observa-se que no mundo atual o princípio da geração espontânea aplica-se aos
seres de organismo extremamente simples, rudimentar, do reino vegetal e animal,
como o musgo, o líquen, o zoófito, os vermes intestinais. Muito embora os seres
de organização complexa não se reproduzam espontaneamente, não se sabe como
começaram, pois ninguém conhece o segredo de todas as transformações,
entendendo-se assim a teoria da geração espontânea permanente apenas como
hipótese.

Escala dos seres orgânicos

No início da escala situam-se os zoófitos (animais-plantas), que têm a
aparência exterior da planta, mantém-se preso ao solo, “mas como o animal, a
vida nele se acha mais acentuada: tira do meio ambiente a sua alimentação
“.

As plantas e os animais têm em comum: nascem, vivem, crescem, nutrem-se,
respiram, reproduzem-se e morrem. Necessitam de luz, calor, água, ar puro.
Enquanto as plantas se mantém presas ao solo, os animais, um degrau acima, se
movimentam, como os pólipos; após o início do desenvolvimento dos órgãos,
atividade vital e instintos estão os helmintos, moluscos(lesma, polvo, caracol,
ostra), crustáceos(caranguejo, lagosta), insetos (em alguns dos quais se
desenvolve o instinto engenhoso, como nas formigas, abelhas, aranhas). Segue-se
a ordem dos vertebrados (peixes, répteis, pássaros) e os mamíferos (organização
mais complexa).

Se percorrermos a escala degrau por degrau, sem solução de continuidade,
chegaremos da planta aos animais vertebrados, podendo compreender a
possibilidade de que os animais de organização complexa sejam o desenvolvimento
gradual da espécie imediatamente inferior, até chegar ao primitivo ser
elementar. Assim o princípio da geração espontânea aplicar-se-ia somente aos
seres de organização elementar, sendo as espécies superiores resultantes das
transformações sucessivas daqueles. Após adquirirem a faculdade da reprodução,
os cruzamentos originaram novas variedades. À partir daí não mais havia
necessidade dos germens primitivos, pelo que desapareceram. Esta teoria, que
tende a predominar na Ciência, evidencia a causa de não haver geração espontânea
entre animais de organização complexa.

O homem corpóreo

Anatomicamente o homem pertence á classe dos mamíferos, ordem dos bímanos,
com pequenas modificações de forma exterior, porém com a mesma composição de
todos os animais, com órgãos e funções, modos de nutrição, respiração, secreção
e reprodução idênticos. Nasce, vive e morre decompondo-se seu corpo como toda a
espécie animal, quando os elementos irão compor novos minerais, vegetais e
animais.

Os quadrúmanos (animais com 4 mãos, como o orangotango, chipanzé, jocó)
também caminham eretos, usam cajados, constroem choças e se alimentam usando as
mãos. Isso leva a observação de que “acompanhando-se passo a passo a série
dos seres, dir-se-ia que cada espécie é um aperfeiçoamento, uma transformação da
espécie imediatamente inferior
“.

(Publicado no Boletim GEAE Número 431 de 05 de março de 2002)

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