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A Imprevisibilidade do Previsível

A Imprevisibilidade do Previsível

Terça-feira, 11 de setembro de 2001! Atônito, o mundo assistiu, praticamente
ao vivo, à destruição das torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e do
Pentágono, em Washington, causando mortes e destruições inomináveis.

Visão espírita dos fatos

Do ponto de vista espírita, episódios dessa natureza não acontecem por acaso,
e se Deus os permite é porque devem ter uma causa, e desde que Deus é bom e justo,
essa causa também deve ser boa e justa.

Desse modo, alguns analistas já perceberam alguma semelhança entre as cenas dos
atentados em Nova York e Washington, com imagens das duas bombas atômicas que os
Estados Unidos lançaram sobre Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945, fato que até
hoje é questionado, porque naquelas alturas dos acontecimentos a Segunda Guerra
Mundial já estava agonizando. O episódio nuclear não teria sido um calculado ato
de vingança, em represália ao ataque japonês de Pearl Harbor?

Apenas para recordar, as bombas atômicas que arrasaram Hiroshima e Nagasaki resultaram
do “Projeto Manhattan”, nome de uma pesquisa altamente secreta desenvolvida em três
anos durante a Segunda Guerra Mundial, traduzindo em realidade a teoria da relatividade
de Einstein, no sentido de que era possível usar a energia liberada pela fissão
do átomo para construir armas nucleares devastadoras.

Assim na manhã de 6 de agosto de 1945 o bombardeiro americano Enola Gay despejou
sobre Hiroshima a primeira bomba atômica usada numa guerra, fulminando 80 mil pessoas
no ato mesmo da explosão, sendo que depois o câncer elevou para cerca de 200 mil
o número de mortos, e três dias depois outra bomba, que atingiu Nagasaki, aniquilou
mais 40 mil vítimas. Mas não é só a quantidade de mortes que assusta naquelas explosões
atômicas, como também a forma que ocorreram, pois as pessoas que estavam perto delas
simplesmente desapareceram, ficando apenas brancas silhuetas no solo escurecido,
enquanto outras foram esfoladas vivas pela radiação, que avidamente devorava seus
órgãos.

Desse modo, sem mencionar as guerras da Coréia e do Vietname, que também produziram
destruição e mortes incalculáveis, já temos motivo de sobra para justificar o ataque
de que foi vítima a nação norte-americana. Entretanto, se recuarmos um pouco mais
no tempo e no espaço, certamente encontraremos as causas anteriores para as aflições
dos que morreram ou foram mutilados, enquanto que outros, que não tinham encontro
marcado com a morte ou com o sofrimento daquela manhã de setembro de 2001, saíram
ilesos dos prédios atingidos ou foram provindencialmente desviados dali, pelas mais
variadas e impressionantes razões, como informa o amplo noticiário que cobre o episódio.

Em suma, quando paramos para refletir como pôde o país mais rico e poderoso do
mundo, com sensores e radares da mais alta tecnologia, ser atingido, no centro de
sua maior cidade e no quartel-general do seu império militar, por aviões de passageiros
seqüestrados em modernos aeroportos, nas barbas das autoridades e por terroristas
estrangeiros, só podemos inferir que quando a justiça divina vai agir, tudo aquilo
que parecia claramente previsível, torna-se absolutamente imprevisível.

Conclusão

Muitas pessoas costumam indagar se a transformação pela qual está passando a
Terra, deixando de ser um orbe de expiação e provas para tornar-se um mundo de regeneração,
incluirá necessariamente uma nova Guerra Mundial. De nossa parte, cremos que a resposta
é negativa, se pensarmos em um conflito nuclear capaz de destruir o planeta, porque
desse modo não teria sentido aquela transformação, uma vez que a população encarnada
seria praticamente destruída.

Porém, parafraseando Emmanuel, se americanos e fundamentalistas não souberem
exercer largamente o perdão recíproco, acabarão estabelecendo na face da Terra verdadeiro
círculo vicioso de ódio e vingança, assegurando, desse modo, um clima favorável
a dores e sofrimentos, quando seria muito mais fácil caminhar dentro da ordem e
da harmonia, evitando destruição e mortes absolutamente desnecessárias.

Quanto à nossa parcela de colaboração, devemos todos, individualmente e em grupos,
lançar vibrações positivas em favor das vítimas dos atentados e de seus parentes,
dos dirigentes americanos e das demais potências mundiais, dos líderes islâmicos
e seus aliados a fim de que possa reinar a paz no mundo todo, favorecendo o progresso
moral e espiritual da humanidade inteira!

(do jornal “A Nova Era” – de Franca, SP – outubro/2001)

(Jornal Verdade e Luz Nº 190 de Novembro de 2001)

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