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A Literatura do Evangelho

A Literatura do Evangelho

“La littérature est l’expression de la sociÉté, comme la parole est l’expression
de l’homme”. (Louis de Bonald – de 1754 usque 1840 – “Pensamentos).

O nov Dicionário do Aurélio esclarece-nos que “literatura é a arte de compor
e escrever trabalhos artísticos em prosa e verso”; também: “o conjunto de
trabalhos literários de um País ou de uma época”.

Encontramos a literatura em todos os recantos do nosso mundo. Se volvermos
nossos olhos para os dias do passado longínquo, vamos encontrar o berço da
literatura nos Países orientais, depois, podemos contemplar a formosa literatura
latina, da antiga Roma, época dos grandes Poetas e Escritores, tais como:
Virgílio, Horácio, Ovídio, Tácito, Suetônio, Juvenal, Cícero e tantos outros.
Também, encontramos, nas eras bem remotas, a literatura da idade média, ou
medieval que consagrava, em ricos Poemas, cantados pelos Trovadores, os grandes
feitos heróicos dos Guerreiros e seus violentos amores, época em que viveu Dante
Alighieri, o célebre autor da Divina Comédia. Naqueles dias, que já se vão bem
longe, brotou a literatura da Renascença que chegou até nós com peças teatrais
clássicas, tendo à frente o gênio de Willian Shakespeare. Mais tarde, é de se
registrar a literatura dos séculos XVIII e XIX, quando aventaram os grandes
filósofos, os Eminentes Escritores e Poetas que brindaram o mundo com as suas
produções maravilhosas. E, agora, no nosso século XX, a literatura toma um
colorido científico, torna-se mais objetiva e procura sondar o aspecto
transcendental da vida.

No campo da religiosidade, despontam-se as literaturas Espírita, Católica,
Protestante e de outras seitas. Cada uma, procurando divulgar suas próprias
idéias, servindo à uma causa diferente. Podemos dizer, que existe uma
literatura evangélica de caráter universal
. Cumpre-nos esclarecer que, desde
o advento do Cristianismo, essa literatura universal, sem medir esforços, vem
nobremente servindo à causa evangélica. Essa literatura vem relatando fatos de
Jesus e seus apóstolos.

Meus amigos, dos Evangelhos emana aludida literatura, luminosa de grande
valor, abrindo clareiras no matagal do materialismo. Sim, o Sermão da Montanha é
uma página literária de comovente beleza. Os Salmos, os Provérbios, as Epístolas
de Paulo, as Parábolas do Mestre Jesus, as Palavras dos Evangelistas, por certo,
são páginas literárias brilhantes que, no conjunto, estruturam uma Verdadeira
Literatura que encanta pela sublimidade dos ensinamentos. Essa literatura do
Evangelho traduz uma imortal beleza que venceu dois mil anos de lutas e
incompreensões para chegar até nós, pura e imaculada, com o propósito sublime de
engrandecer a nossa Mente, de aliviar as nossas dores e de iluminar os nossos
passos.

A nossa literatura espírita possui um vasto e imenso repertório
bibliográfico. Só pelo crivo mediúnico do nosso Chico Xavier já passaram mais de
407 obras psicografadas. Sim, foram os Espíritos que, ditando as obras básicas a
Allan Kardec, criaram definitivamente a literatura espírita. Assim sendo, a
literatura espírita, desde há um século, vem oferecendo ao mundo não só o
produto dos seus Escritores e Pensadores humanos, mas, também, páginas sublimes
de instruções evangélico-espíritas ditadas do Além por eminentes e Cultos
Espíritos através das faculdades de Médiuns possuidores do Dom Especial de
Psicografia Literária.

Meus amigos, a literatura mediúnica, quando autêntica, é sempre bela,
apresentando moral elevada. É instrutiva, séria, artística, lógica, digna,
sensata, consoladora, atraente e edificante
. Não possuindo tais
características, torna-se uma literatura apócrifa e merece, de plano, ser
rejeitada.

Meus amigos, como acabamos de ver, “per summa cápita”, a literatura do
Evangelho, que se desdobra em múltiplos matizes, é tão ampla como o vasto
oceano. Cumpre-nos a travessia das águas deste oceano. Sim, para uma feliz
travessia, temos que nos valer dos Barcos das Boas Leituras e temos que nos
arrimar nos remos da nossa Boa Vontade. Só, assim, poderemos alcançar as praias
diáfanas e bordadas de Luz.

(Jornal Verdade e Luz Nº 179 de Dezembro de 2000)

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