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Adeus, Ano Velho!

Adeus, Ano Velho!

Em fevereiro, a proposta foi desenvolver a qualidade de assumir compromissos. Boas lições foram assimiladas. No lar, pelo esforço em educar a alma.

No grupo espírita, pelo crescimento da colaboração junto aos trabalhos da casa, e no Planeta, pela compreensão de que um pequeno auxílio anônimo que se presta repercute de forma permanente no fortalecimento das vibrações de paz, em benefício da coletividade.

No mês de março, a decisão foi trabalhar em nós a paciência. E como foi bom
termos incluído essa qualidade da alma no roteiro de ações. Com um pouco mais de
paciência, foi possível tolerar, pelo menos por instantes, aquele companheiro
menos simpático, até porque, sob outro ângulo de observação, ficou mais fácil
para tantos outros aprimorarem a paciência deles para conosco. Um esforço
heróico e recíproco, em nome da fraternidade…

Abril nos pediu maior vigilância para enfrentar o inesperado. Hoje, a poucos
momentos de um novo ano, afirmamos o valor de termos nos preparado para as dores
de algumas tristezas profundas, que ocuparam nossos dias sem perguntar se
estávamos prontos para recebê-las. Foi útil, também, para outros instantes de
intensa alegria, nos quais mantivemos a serenidade, ao reconhecer que a vida é
feita de todos estes tipos de situação; a diferença está na forma com que cada
um vai lidar com o que lhe chega: se em desespero descontrolado, diante da dor,
ou se com efusividade inconseqüente, no outro extremo. Em tudo, as lições
ajudaram-nos a conquistar um pouco de serenidade e equilíbrio.

Maio foi a época do exercício da fé e da esperança. Período trabalhoso, já
que, da forma que o mundo veio sendo conduzido, foi difícil consolidar um pouco
mais do cimento da fé e do perfume da esperança nos alicerces da própria alma.

Em junho, depois de algumas derrotas vividas nos meses anteriores, foi
fundamental lembrar que somos capazes, que não iríamos desistir por causa de um
ou outro deslize, e que a vitória é nossa meta final.

Julho foi o mês da sensibilidade. Por ela, foi importante dedicar alguns
momentos do dia ao silêncio, à meditação relaxante, ao aprimoramento da
capacidade de ouvir as canções que a natureza entoa e que se não consegue ouvir.

Em agosto, abrimo-nos para o novo. O mesmo novo que permitiu uma melhor
administração da Casa Espírita, através de técnicas mais modernas que não
descaracterizaram os fundamentos doutrinários. Um novo que abriu possibilidades
de aprofundamento na relação com os colegas, já que no coração de um homem
renovado sempre há espaço para se guardar novas alternativas de convivência.

Durante setembro, exercitamos o acionamento da vontade, o leme vigoroso que
conduz nossa empresa mental. A vontade foi (e continua sendo, porque aprendemos
a tarefa) o elo mais forte que permanece nos unindo aos compromissos com os
movimentos mais avançados de transformação da Humanidade, para melhor.

No mês de outubro, tratamos de nossas doenças. Poderíamos ter ido mais fundo,
mas já foi possível descobrir que seremos sempre nossos próprios médicos,
promovendo a cura pessoal, quando aprimoramos cada vez mais a capacidade de
fazer escolhas justas.

Novembro foi o período de dar e receber as melhores impressões, relativas aos
alimentos que nutrem a fome da alma. Fizemos alguns bons amigos, e pudemos nos
tornar simpáticos a outros, que outrora não nos queriam tão bem assim.

Finalmente, em dezembro, estamos exercendo o item da auto-avaliação.

Com certeza, não rompemos com a realidade, ao citar lembranças boas dos
compromissos assumidos para os meses anteriores.

Apenas quisemos reforçar o fato de que o mundo precisa de projetos de vida
esperançosos. Para que desfiar o relatório de derrotas, se temos pela frente
tantos avanços por realizar?

É óbvio (e o bom senso nos sugere isto) que não podemos desprezar as pedras
aparecidas pelo caminho. Mas uma coisa é se machucar com elas, e outra é seguir
adiante, apesar dos tropeços, por mais dolorosos que tenham sido.

Antes de se despedir do ano, recoste-se por uns momentos e revisite as
experiência vividas nesta etapa. Aproveite o instante de arquivar estas lições,
para que sua vida não seja mais uma das tantas que, na hora das festas
natalinas, prefere beber para esquecer o ano velho e sair bem bonita, a fim de
assistir a entrada do ano-novo vestida de branco, pouco antes da festa de
reveillon.

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