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Arquétipo das faculdades intelectuais: o contraponto da reencarnação

Muitos estudiosos da análise (re)encarnatória comparada condicionam as faculdades intelectuais como uma “constante necessária”, porém as questões 218, 219 e 220, em “O Livro dos Espíritos”, esclarecem de outra forma: “Ademais, uma faculdade qualquer pode permanecer adormecida durante uma existência, por querer o Espírito exercitar outra, que nenhuma relação tem com aquela.”

Entendido que as faculdades intelectuais são arquétipos não primários ou não elementares na encarnação, diferente dos arquétipos do padrão de comportamento e das faculdades morais, ainda sim, deve-se levar em conta a existência da “solidariedade perpétua entre os mortos e os vivos”, como anunciou Allan Kardec em “A Gênese” e Leon Denis em “No Invisível”.

Os profissionais da ciência da psique que afirmam não se poder classificar as faculdades intelectuais como arquétipos, porque são frutos do consciente, devem se ater as questões 218, 219 e 220 de “O Livro dos Espíritos”, que demonstra a existência das ideias inata, ou seja,  o conhecimento atávico que a alma traz de outras existências, daí arquétipos. Sem esquecer que as faculdades intelectuais também podem advir da influência espiritual – através da inspiração – como bem demonstrou Leon Denis em inúmeros casos da história na excepcional obra “No Invisível”, já mencionado.

Nesse tocante, Léon Denis traz um detalhado esclarecimento na obra “No Invisível”, onde cita registros de personalidades ao longo da história que estiveram sobre a influência espiritual, através da inspiração, para realizar aquilo que propunham, como segue: na Bíblia, os profetas e os apóstolos; Cristóvão Colombo, Joana d’Arc, Homero, Platão, Pitágoras, Virgílio, Dante, Tasso,  Shakespeare,  John Milton, Shelley, Victor Hugo, Goethe, Alfred de Musset, Schiller, Swedenborg, Balzac, Edgard, Quinet, Lamartine,  Henri Heine, Hoffman, Bullwer-Lytton, B. d’Aurevilly, G.Maupassant, Mozart, Beethoven, Wagner,  Haydn,  Haendel,  Chopin, Rafael Sanzio,  Dannecker, Alb.Dürer, Massenet.
Em um desses registros, consta uma carta de Mozart a um amigo, onde o compositor austríaco diz de onde vem a sua criação: “Dizes que desejarias saber qual o meu modo de compor e que método sigo. Não te posso verdadeiramente dizer a esse respeito senão o que se segue, porque eu mesmo nada sei e não posso explicar.  Quando estou em boas disposições e inteiramente só, durante o meu passeio, os pensamentos musicais me vêm com abundância. Ignoro donde procedem esses pensamentos e como me chegam; nisso não tem a minha vontade a menor intervenção.”

Chico Xavier sendo interpelado no programa Pinga Fogo pelo jornalista Scantimburgo, que afirmou que ele, Chico,  escrevia sobre a influência do inconsciente e não através da mediunidade e que não constava, segundo seu entendimento, que obras tão complexas como as de Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Descartes, Kant, Netzsche e de outros filósofos e pensadores tenham sido psicografadas. Chico em sua magistral sabedoria respondeu com outra pergunta que desagradou o interlocutor, arrancando risos da plateia: “Será que esses escritores da antiguidade e dos tempo modernos não seriam médiuns?”

Com esse entendimento, afirmou Léon Denis na obra “No Invisível”: “Bem se poderia, sob muitos pontos de vista, dizer que o gênio é uma das formas de mediunidade. Os homens de gênio são inspiradores, na acepção fatídica e transcendental dessa palavra. São os intermediários e mensageiros do pensamento superior. Sua missão é imperativa. É por eles que Deus conversa com o mundo, que incita e atrai a sai a humanidade. Suas obras são fanais que ele acende pela extensa rota dos séculos afora.”

Autor: Marcus P Cerqueira

 

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