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Auto-Suficiência Espiritual

Auto-Suficiência Espiritual

O espírita têm em mãos um verdadeiro tesouro chamado Doutrina Espírita.
Aquele que não se deixa fanatizar pelo misticismo criado em torno de médiuns ou
dirigentes idólatras, tem ao seu alcance a chave da ciência oculta, vulgarização
da doutrina do conhecimento. E, temos afirmado, não se pode compreender ou fazer
uso deste compêndio de ensinamentos do dia para noite, depois de apenas passar
os olhos superficialmente pelos livros fundamentais. Entre nós espíritas,
existem irmãos que iniciaram-se na senda do progresso através de obras
subsidiárias, ditadas por habitantes de colônias socorristas que, embora possuam
luz, não oferecem uma idéia mais justa, mais profunda, do que seja a vida do
Espírito imortal. Também não adianta ler uma ou duas dúzias de romances e depois
disso declarar-se um conhecedor do Espiritismo. Se uma pessoa deseja crescer em
termos espirituais, é preciso muito mais. É necessário iniciar-se na ciência da
Verdade.

Os centros espíritas nem sempre são lugares seguros para o estudo do
Espiritismo. Por uma série de motivos, que não cabe citarmos, boa parte das
casas, que deveriam funcionar com um espírito de escola, tornaram-se pequenas
igrejas. Dentre os inúmeros problemas, um deles é o hábito de se introduzir
iniciantes na Doutrina dos Espíritos, pelos caminhos finais. Muita gente começa
pelas obras de André Luiz, de Emmanuel, de Luiz Sérgio, de Ramatis e similares
que, embora mereçam respeito, estão bem aquém das instruções deixadas pelo
Espírito de Verdade a Allan Kardec. Falta-lhes o cunho da universalidade. São
opiniões pessoais, que nunca tiveram a chancela do Controle Universal dos
Espíritos (a maioria dos espíritas nem sabe o que é). Claro, tais livros poderão
ser estudados mais tarde, porém, após a instrução fundamental, para que possam
discernir o joio do trigo. Centros espíritas inteiros se deixaram guiar por
orientações vindas das colônias e prepararam as pessoas para viver em “Nosso
Lar”.

Muitos não gostam de ouvir falar que centros espíritas podem ser entidades
problemáticas. Mas é verdade. Se querem provas basta reunir os trabalhadores
espíritas e propor qualquer tipo de melhoria no sistema vigente. A resistência
encontrada é enorme e ninguém gosta de responsabilidades. Conseguiram convencer
as pessoas que qualquer coisa que fizerem em nome do bem é caridade. Criaram uma
espécie de amadorismo religioso, onde o adepto tem a ilusão de que está cheio de
luzes. A grandiosa idéia veio das tais colônias socorristas, onde a maioria dos
habitantes sofreram duras experiências no umbral, por causa de sua falta de
conhecimento e seriedade perante a vida.

O serviço prestado por bom número de casas é de baixa qualidade. Mas quem se
importa com isso? Orgulhosos e despreparados dirigentes, assistidos por guias
espirituais em igual situação, ajudam a fazer de conta que tudo está
maravilhosamente bem. Triste ilusão, que acaba com a morte e freqüentemente
durante a vida mesmo. Conhecemos muitos adeptos que se desencantaram do
Espiritismo, porque pouco de bom conseguiram obter. Obsessões e doenças nunca
foram curadas, sob a alegação de que “era assim mesmo”. Desilusões que poderiam
ser evitadas se a doutrina fosse vista de uma maneira mais racional e objetiva,
conforme instruiu-nos o Codificador.

Por esta razão, começa a tornar-se urgente a necessidade de se adquirir
auto-suficiência espiritual. Não se pode depender de pessoas, sejam médiuns ou
não; de líderes, sejam espíritas ou não; de centros, sejam corretos ou não, para
termos paz. Deus é um pai de bondade e perfeição e nos dá hoje, com a Doutrina
Espírita, todas as condições para termos a luz do Espírito, ou seja,
conhecimento e moralidade em nível superior. E, certamente, não se faz
necessário lermos todos os livros espíritas existentes. Aliás, bom número deles
é dispensável, seja por constituírem-se em repetições do que todo mundo já
disse, ou por suas condições doutrinárias e espirituais inferiores.

O espírita verdadeiro precisa ser absolutamente independente em termos
espirituais. O centro espírita deve ser sua escola, o local onde encontre
condições de crescimento em todos os sentidos. Mas, na impossibilidade disso
acontecer, ele deve instruir-se na sã doutrina pessoalmente, na sua casa. Mais
vale tentar compreender o Espiritismo em casa, que freqüentar um centro espírita
problemático. Mas, não será um iniciado na ciência do conhecimento, se tentar
orientar-se, por obras ditadas por Espíritos habitantes dos planos próximos da
Terra. Necessita dos livros da Codificação, para formar sua consciência crítica
e aprender a separar o que de bom existe nesses e em outros trabalhos. Começar
pelo começo e dedicar-se ao seu crescimento interior. Eis um seguro caminho,
para beneficiar-se da luz que emana dessa doutrina, sem deixar-se iludir por
falsos mestres encarnados ou desencarnados, que vêm provocando danos em muitas
mentes e instituições.

Texto publicado no site em 06/08/99
NovaVoz – Grupo Espírita Bezerra de Menezes
São José do Rio Preto – SP

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