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Batismo

“Eu na verdade, vos batizo com água para o Arrependimento; mas aquele
que há de vir depois de mim, é mais poderoso do que eu, e não sou digno de
levar-lhes as sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”
(Mateus, III, 11.).

Ritual e Formalismo Através dos Tempos e das Gerações:

Nos livros sagrados das igrejas que se agrupam sob o nome de ritual,
existem formulas especiais para as orações e administração dos sacramentos,
fórmulas essas elaboradas com o fim de exaltar o sentimento religioso nas
criaturas.

 

Vem de tempos tão remotos o uso do culto exterior… Que a Religião do
Espírito quase desapareceu do coração humano, vem abafada pelo joio que os
homens semearam na Seara do Senhor.

 

Por toda parte vemos pompas aparatos, Igrejas plenas de altares, altares
repletos de imagens e imagens vestidas de fina roupa e reluzentes de pedras
preciosas,
ao mesmo tempo em que deparamos indigentes, famintos, nus,
enfermos do corpo e da alma, vítimas de uma civilização decrépita.
Por ventura será o cerimonial, o culto exterior, nuvem espessa que impede o
brilho da Verdade em todas as almas em que reside a verdadeira religião.

 

Não será o culto exterior, que substitui a religião íntima das virtudes
ativas, a causa principal da decadência da moral, da depressão do caráter que se
nota em toda parte?

Se o batismo consiste na fórmula sacramental, se o casamento, para ser
verdadeiro não pode dispensar o ritual, se a confissão, a comunhão, a
extrema-unção e a prece
pelos mortos são atos alheios ao próprio indivíduo e
só merece valor quando administrado por terceiros, e, ainda mais, por pessoa
privilegiada
de uma seita constituídas em hierarquias…

Sem a menor dúvida, o ritual e formalismo não resistem a menor análise da
razão facilmente se conclui que foram introduzidos, nos vários cultos, com
segundas intenções.

Origem do Batismo Pagão:

O culto exterior é uma prática que assinala períodos milenários .
Parece ter nascido na Grécia Antiga.
Seita que cultuava a Deusa da Torpeza, a quem denominavam Cotito e
a quem os atenienses rendiam os seus Louvores.
Esta seita, constituída de sacerdotes que tinham recebido o nome de
Baptas.

Porque se banhavam e purificavam com perfumes antes da celebração da
cerimônia, deixou saliente, nas páginas da História, esse ato como símbolo
da purificação do Espírito.
O povo hebreu: não adotou esse ato religioso, exaltado pelos gregos.

 

Usavam como característica da sua fé, a circuncisão, a prática que
consistia numa operação cruenta que Moisés havia decretado, levando em conta,
sobre tudo, uma necessidade higiênica, ditada pelo clima daquelas paragens.

 

Passou o tempo:

 

Nasceu João Batista: “O maior de todos os profetas nascido de mulher”.
Segundo a Expressão de Jesus.
João profundo conhecedor dos mistérios e da ciência da Grécia, tratou logo
de por fim à circuncisão.
Difícil, porém, é extinguir uma idéia enraizada, de há longo tempo pela
autoridade avoenga.

 

Como conhecia a cerimônia religiosa e destinada a purificar o Espírito, fazia
parte do Ritual dos Sacerdotes Baptas, os sacerdotes de Cotito, a cuja deusa
os atenienses rendiam culto.
Deliberou substituir aquela prática cruenta da Igreja Hebraica
circuncisão
pela imersão no Rio Jordão.

Obs: O filho de Zacarias que recebera o nome de João pela intercessão do
Espírito Gabriel em comunicação com o seu pai, que era sacerdote do templo, não
era conhecido por Batista.
Este nome lhe foi dado posteriormente.

Batista – é originário de Baptas, qualificativo dos sacerdotes da Grécia,
que se banhavam antes de oferecerem Sacrifícios à sua Deusa e antes da
celebração dos seus ritos.
Deusa da Torpeza de nome Cotito, a quem os Atenienses rendiam seus louvores.

 

O Significado e a Finalidade do Batismo:

O Evangelista Mateus abre o capítulo III do seu livro dizendo:
“Naqueles dias apareceu João Batista, pregando no Deserto da Judéia:
Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus.

 

Pois é a João que se refere o que foi dito pelo profeta Isaias:
“Voz que clama no Deserto; preparei o caminho de Senhor endireitai as suas
veredas”.
Ora, o mesmo João usava uma veste de pelo de camelo e uma correia em volta da
cintura; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre…
João pregava o Batismo do Arrependimento para Remissão dos Pecados.
(As substâncias salinas e oleosas, vestes especiais; sal, óleo, água não
exercem influência no Espírito
).

Voltemos novamente ao Evangelho de Mateus, versículos subseqüentes aos que
estudamos, 11 e 12. Diz o Batista:
“Eu, na verdade, vos batizo com água, para o Arrependimento, mas aquele que há
de vir depois de mim é mais poderoso do que eu, e não sou digno de levar-lhe as
sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com Fogo; sua pá Ele a tem na
sua mão, e limpará bem a sua eira, e recolherá o seu trigo no celeiro, mas
queimara a palha em fogo inextinguível.

O trigo: representa aqueles que ouvem a palavra do Senhor e praticam a
virtude, que se resume no amor a Deus e ao próximo.
A palha: representa os amigos do culto, das exterioridades das cerimônias
vãs, que terão de desaparecer da maneira como desaparece a palha sob a ação do
fogo.
Batismo de fogo: é a destruição dos dogmas e cultos exteriores, que se
tornaram árvores infrutíferas e à raiz das quais esta posta o machado a fim de
serem cortados e lançados ao fogo.
O batismo do Espírito Santo arrebata as almas para os Céus, mas o batismo de
fogo pulveriza, calcina, destrói tudo aquilo que é da Terra.

 

“Os homens batizam com água; Jesus com fogo; os homens na carne. Jesus, no
Espírito”.

 

Diz Mateus, cap III vs.13 a 17: Depois veio Jesus da Galiléia ao Jordão ter
com João, para ser batizado por Ele.
Mas João objetava-lhe: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?
Respondeu-lhe Jesus: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a
justiça.

 

Então ele anuiu. E batizado que foi Jesus, saiu logo da água, e eis que
se abriram os Céus; e viu (João) o Espírito de Deus descer sobre Ele, como
(desce) uma pomba e vir sobre Ele, e uma voz dos Céus disse: Este é meu filho
dileto, em que me agrado.
(Fala também Marcos cap. I vs. 9 a 11 e Lucas cap.
III 21 e 22).
Obs: João o Evangelista nenhuma referência faz ao Batismo de Jesus.

 

Porque João batizava no Jordão?
Por que atraia a si as multidões e por que Jesus foi a Ele.

João Batista:
“O meu único escopo, colocando-me às margens do Jordão e atraindo a mim as
multidões, era ver, no meio destas, aquele sobre que pousasse o Espírito
Santo
, porque foi este o sinal que o Espírito que me assiste, deu-me para
eu reconhecer o Filho Amado de Deus
e apresenta-lo às multidões. Além disso,
batizando com água, eu tinha por tarefa preparar o ânimo do povo, convidando ao
Arrependimento, de maneira a poder receber o Batismo do Espírito Santo
e do Fogo”.

 

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