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Comunicação Social Espírita

Percebe-se hoje, no movimento espírita da nossa terra, dado ao avanço das
suas propostas de renovação para o homem moderno, a preocupação por parte de
seus comunicadores e divulgadores conscientes, o cuidado de se estabelecer
norteamentos seguros para o processo da Comunicação Social Espírita. Surge
atualmente no bojo dessa idéia, em todo Brasil, as propostas de debate em torno
de uma Política Nacional de Comunicação Social Espirita. Para quem vem
acompanhando a trajetória da mensagem espírita e sua divulgação nos meios de
comunicação, é fácil constatar o interesse e os avanços decorrentes dos estudos,
análises, discussões e levantamento de pontos importantes na busca de
aperfeiçoamento desse processo. Fóruns, simpósios, encontros, cursos,
woskshops e painéis vêm sendo realizados por todas as instituições
compromissadas com a mensagem, no sentido de motivar e, sensibilizar os
companheiros envolvidos com a tarefa.

Não há duvida que a constante idéia de melhorar os recursos humanos e
técnicos para que o movimento espírita impulsione as idéias espíritas para o
social, é hoje providência de fundamental importância. O objetivo prioritário é
o de possibilitar o emergir de uma nova mentalidade conceptual no tocante a uma
política nacional de Comunicação Social Espírita, dando rumo a projetos que
ensejem a criação de estratégias de integração entre os vários segmentos do
movimento espírita ligados à área da comunicação. Há, hoje, mais do que nunca, a
necessidade de gerar um processo interativo, de maneira que haja troca de
experiências enriquecedoras, cada um fazendo o melhor possível, no que pode,
oferecendo o melhor que já faz, para que a mensagem espírita ganhe, através dos
vários meios, a qualidade necessária para que seja entendida pelo universo que
ela atinge, de forma clara, sem místicas, sem fantasias, sem dúbias
interpretações, com linguagem adequada a cada veículo e ao público ao qual ela
estiver sendo dirigida. Mas será que só isso é suficiente?

Em relação ao assunto não será importante e oportuno se questionar se basta
apenas possuir os sofisticados meios da tecnologia moderna e conquistar os
espaços das mídias?

Será esse o principal objetivo da Comunicação Social Espírita?

O aperfeiçoamento necessário e constante dos meios deve sobrepor-se à
finalidade maior da meta, que é a de preparar o homem da Terra para a sua
melhoria como ser em evolução, atuando como elemento interativo no social ou
deve-se permanecer apenas no patamar filosófico ou na visão simplista que ainda
se faz do mundo espiritual, ou ainda, deve-se constituir num toque de chamada de
consciência para um processo de transcendência, para a visão de horizontes mais
altos?

Aí é que parece estar havendo a necessidade de outro enfoque, mais abrangente
e profundo. Conceituar não é transformar. O sentido da comunicação espírita deve
ser conjugado, interação da razão com o sentimento.

A comunicarão Social Espírita, como colaboradora no processo de melhoria do
organismo social, tem como prioridade apontar a meta da Doutrina dos Espíritos,
que é a de melhorar o homem para que o homem melhore a instituição humana. Para
tanto é preciso que se comunique ao homem, pelos meios disponíveis, sobre a
necessidade para o despertamento dos valores da vida, aplicáveis em todas as
circunstâncias, isto é, como lidar com os valores materiais, vitais, estéticos,
éticos e morais no relacionamento humano, nos testes de cada dia, informando-lhe
que o conhecimento e vivência dos princípios espíritas podem oferecer-lhe
valiosos recursos, para a melhora gradativa, no seu desempenho como candidato da
sabedoria do viver com o mundo.

A comunicação Social Espírita, sem dúvida, tem contribuição valiosa para
oferecer ao ser encarnado, no tocante ao aperfeiçoamento espiritual da
humanidade, quando sugere a aplicação da Lei do Amor como base para a
fraternidade entre os homens, no desafio permanente e constante contra o
egoísmo, orgulho, vaidade, ódio, inveja e violência, pois a pedra angular da
nova ordem social é a fraternidade.

Conclui-se, assim que, uma bem dirigida política nacional de Comunicação
Social Espírita, expondo de maneira clara e com linguagem adequada à opinião
pública os fundamentos e princípios do Espiritismo, através dos veículos de
comunicação existentes, inserirá no contexto da cultura humana as teses
espíritas. Os espíritos desencarnados encarregados dessa proposta desde de há
muito vem apontando nessa direção. Outros, tais como Deolindo Amorim, Carlos
Imbassahy, José Herculano Pires, José de Freitas Nobre, enquanto encarnados,
seguiram nessa mesma linha. Todos eles nortearam suas propostas, como
indicadores de novos rumos, no espírito da citação do capítulo “Os Tempos são
Chegados”, do livro “A Gênese”, de Allan Kardec, que afirma “Os homens que
progredirem encontrarão nas idéias espíritas uma poderosa alavanca, e o
Espiritismo encontrará nos novos homens, espíritos inteiramente dispostos a
acolhê-lo”.

Nota: Éder Fávaro é presidente da ABRADE – Associação Brasileira dos
Divulgadores de Espiritismo e da ADE-SP Associação de Divulgadores de
Espiritismo do Estado de São Paulo.

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