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Crise… reciclar… autonomia!

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Nos embates da vida, que gostaríamos não existissem, mas que são nossa condição maior de amadurecimento e desenvolvimento da autonomia, vemos-nos em situações nas quais parece que perdemos o chão sob os pés e ficamos sem apoio, sem sustentação.

Chamamos esses momentos de crises; elas podem ser pessoais, familiares ou sociais.

Muitas vezes não existe a crise, mas ela é criada artificialmente e assumida pelos que “embarcam” na sugestão, o que acaba por torná-la real.

Seja como for, toda crise é uma oportunidade de renovação, reciclagem e crescimento pessoal… claro, pra quem tem espírito de aprendiz e não põe o status em primeiro lugar. Por que? Porque  é o modo de pensar que determina nossos atos e também produz consequências naturalmente coerentes com o teor e a intensidade do que se pensa.

Se o status é entendido como representativo do valor da pessoa, qualquer tipo de crise é motivo de sofrimento, vergonha e desânimo, principalmente se é necessário abrir mão da ostentação de superioridade, infalibilidade, cargos, lugares, objetos e marcas mais disputados e conceituados. Escravidão! Heteronomia!

Se a pessoa tem um mínimo de espírito de aprendiz, qualquer crise pode ser transformada em condição pra escolher novas e próprias formas de pensar e viver. Libertação! Autonomia!

Para quem é assim, ou quer começar a ser, que tal anotar seus objetivos e como tem caminhado para eles, nos acertos, equívocos e erros, destacando as emoções e os sentimentos que acompanham cada situação, para reconhecer repetição de padrões e condicionamentos? Quais pensamento tem-me limitado, tornado minha vida rotineira, criado sofrimento, sem que eu percebesse essa relação? Obedeço ou escolho?

Examinado as anotações, respeitosamente, pois somos fruto do pensamento de Deus: Espíritos em evolução, para os quais os enganos fazem parte do descobrir o que mais convêm; desenvolve-se algum autoconhecimento.

É hora então de praticar exercícios simples e eficientes para nos sentirmos mais plenos e felizes, especificando o arbítrio, em função da nossa autonomia:

  1. reciclar o valor dado aos problemas, às soluções, às pessoas, objetos, marcas, posições sociais…
  2. reciclar o que guarda sem uso ou pra usar algum dia: ideias, planos, aspirações, objetos;
  3. reciclar escolhas em relação ao que lhe nutre espiritualmente ou “chove no molhado” ou só deprime;
  4. reciclar-se em relação a si mesmo e como tem sido consigo. Justo, conivente ou indiferente? Repete os outros, obedece por medo ou escolhe o que lhe faz bem e liberta?
  5. reciclar seu entendimento em relação aqueles com os quais convive e como tem sido com eles. Conivente, indiferente ou justo?
  6. reciclar seu entendimento sobre as mazelas humanas, vícios, artimanhas, problemas e necessidades. Preconceito, falsa superioridade ou compreensão dada pelas leis da evolução, arbítrio e consequências naturais?
  7. reciclar seu posicionamento em relação as injustiças sociais e domínio do Homem pelo Homem. Empatia, indiferença ou aprovação do “status quo”?
  8. reciclar sua dose de resiliência e autonomia;
  9. reciclar seu nível de manutenção de si mesmo e da sua verdade, ante os problemas externos a você;
  10. reciclar o teor e a qualidade de seus pensamentos e condutas em prol da construção de um futuro melhor que o presente e o passado, e mais coerente com a felicidade geral. Se é que pensa assim…
  11. reciclar o quanto pega pra si, imita, o que não lhe pertence e nem combina com você, pelo modismo e imposições da sociedade; sejam ideias, hábitos, energias ou …
  12. reciclar sua observação sobre o que o afeta, pois isso tem algo a ver com sua necessidade de aprendizado nessa vida.