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Dia do Trabalho: As Mãos da Humanidade

 

 

“Meu Pai trabalha até hoje, e eu trabalho também”, disse o querido Mestre Jesus, para nos mostrar a necessidade do trabalho para o crescimento individual e coletivo da humanidade.

Todos somos espíritos, criados por Deus, simples e ignorantes. A partir da criação, iniciamos nossa trajetória, aprendendo e adquirindo experiências nas várias reencarnações. E o trabalho é a fonte desse aprendizado, capaz de proporcionar a evolução individual e coletiva do ser reencarnado.

Pelo trabalho, o ser humano aprende a conviver com o próximo, aprimora seu intelecto e participa ativamente da sociedade em que vive. Pelo trabalho, a humanidade adquire melhores condições de conforto, aprimora a tecnologia e descobre medicamentos para vencer a luta contra as enfermidades.

Para Paulo de Tarso, o apóstolo dos gentios, trabalho é toda realização com amor. Nesse sentido, pelo trabalho, cada ser dá a sua contribuição para a melhoria das condições de vida no planeta, laborando, com as suas limitações, e num grau menor, como cocriador, verdadeiro colaborador da obra Divina.

Emmanuel, pelas abençoadas mãos de Francisco Cândido Xavier, na obra A Caminho da Luz, noticiou que a criação do orbe terreno, e até mesmo as primeiras manifestações de vida no planeta, sempre contou com o árduo trabalho de colaboradores da espiritualidade maior, sob a direção de Jesus. Assim afirmou o amorável benfeitor, ao iniciar o capítulo II da obra citada: “Sob a orientação misericordiosa e sábia do Cristo, laboravam na Terra numerosas assembleias de operários espirituais”.

E mais, não apenas no orbe terreno, mas em todo o Universo, o Pai conta com o trabalho de suas criaturas, espíritos de boa vontade que, reencarnados ou não, colaboram na grande obra, já que a criação nunca pára. O Universo está sempre em evolução.

Sobre esta questão, Emmanuel assim nos esclareceu, no primeiro capítulo de A Caminho da Luz: “Rezam as tradições do mundo espiritual que, na direção de todos os fenômenos do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias”. Em seguida, o benfeitor esclareceu que Jesus, nosso querido Mestre, é um dos membros dessa Comunidade.

Ora, se nossos irmãos mais evoluídos têm a missão de construir as casas do Pai, de direcionar a vida das comunidades, a nós, que seguimos na retaguarda, habitantes de um planeta de expiações e provas, que ainda ensaiamos passos claudicantes na busca da iluminação interior, cabem as tarefas menores da criação.

Da mais simples à mais complexa tarefa, seja a higienização e organização do ambiente, seja a atenção dispensada a um irmão em sofrimento, seja o atendimento às necessidades de grandes comunidades, se realizada com amor, é trabalho na Seara do Pai.

Matriculemo-nos todos como trabalhadores da Vinha do Senhor, pois, na obra do Pai, sempre há vagas para todos os homens e mulheres de boa vontade. E o Pai remunera a todos os seus trabalhadores de igual forma. Desde o mais simples operário, até os membros da chamada Comunidade de Espíritos Puros, recebem igual remuneração pelo esforço de cada hora dedicada ao ambiente, ao próximo, à coletividade ou ao crescimento de si mesmo.

André Luiz, também pelas benditas mãos de Chico Xavier, na conhecida obra Nosso Lar, esclarece que, na Colônia que tem o mesmo nome da obra, cada hora de trabalho, de  qualquer de seus habitantes, tem remuneração idêntica: um bônus-hora. E explica que o bônus-hora “não é propriamente moeda, mas ficha de serviço individual, funcionando como valor aquisitivo”.

Na Terra, estamos ainda longe do dia em que nossa sociedade venha a reconhecer, de forma igualitária, o esforço de trabalho de cada um de seus membros. Contudo, haveremos de considerar que, na realização de qualquer trabalho, mais do que colaborar para a obra do Criador, estamos construindo nosso próprio futuro, promovendo o nosso aprendizado e crescimento espiritual.

Assim, sigamos trabalhando, pois o Pai conta com as mãos da humanidade para a continuidade de sua criação, e Jesus, nosso Mestre, modelo e guia, também aguarda o esforço de todos para a transformação do nosso planeta no Reino de Deus, que Ele nos anunciou há dois mil anos.

Dr. Marcos Alberto Ferreira

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