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Amilcar Del Chiaro

   O nosso mundo passa por momentos difíceis, em que a maldade age sem peias ou receios, nem mesmo preocupando-se com o julgamento da sociedade, não utilizando subterfúgios, nem escondendo a sua maldade. Entretanto existem aqueles que não se deixam abater e enfrentam corajosamente as adversidades, não resistindo ao homem mau, porque sabe que mais à frente ele encontrará as barreiras erguidas por ele mesmo, ou se precipitará num abismo que ele próprio cavou. Aliás, resiste sim, mas de forma pacífica, sem revidar a maldade, mas fazendo todo o bem que lhe é possível fazer. São seres abençoados, fortalecidos nas lutas, no trabalho ingente de construir um mundo melhor dentro de si mesmo, para que a luz desse mundo ilumine exteriormente, como a lâmpada no velador. São criaturas que mesmo com as suas vidas ameaçadas, não matam, nem sugerem a morte do ofensor. Quantos deles caminham feridos pelos espinhos da ingratidão ou da maldade, arrastando-se penosamente pelos caminhos do mundo, deixando no solo poeira de estrelas, mas nem por isso ferem ou mandam ferir. É comum pessoas mal formadas moralmente, caluniarem outras pessoas, especialmente aquelas que se destacam pela bondade, honestidade, caridade. Muitos caluniadores sabem que não lograrão êxito, porque o caluniado vive de tal forma que ninguém poderá acreditar no caluniador, mas acreditam que revolvendo o lodo da calúnia, alguns respingos sujarão a vítima. Entretanto, essas criaturas pacíficas, mesmo sorvendo o cálice amargo das calúnias, não revidam, nem mandam caluniar. Aquele que já venceu a inferioridade da violência, que já aspira a paz e a justiça, que se alistou como operário construtor de um mundo melhor, sabe que o criador nos permite escolher os caminhos, como amar ou odiar, rir ou chorar, construir o bem ou o mal, praguejar ou orar.  É por isso que o Espiritismo preocupa-se com a formação moral das famílias e trabalha na sua educação, na sua formação moral. É ali, no lar, que pode ser um ninho de amor ou um cadinho de provas e expiações, que reside a esperança de um mundo novo.       Logicamente houve mudanças no conceito de família. Já não podemos ter famílias como nos tempos medievais, ou mesmo do Brasil Colônia, ou do início do século, mas todos ansiamos por um lugar, um cantinho onde possamos dizer, aqui é a minha casa, o meu lar. Aqui reside os meus amores. Aqui tenho preso (por vontade própria) o meu coração. Num mundo de expiações e provas, existem desacordos, mas eles podem ser superados para que o entendimento se faça presente, e a vida prossiga vitoriosa, coroada pelo amor.

Amilcar Del Chiaro Filho

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