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Interação

Interação

“Tanto influem os Espíritos em nossa Vida que são eles que nos dirigem (1)”.

Aprendamos com Colavida(2):

“Habitando distintos pontos do Planeta, desenvolvendo sua própria cultura,
neles se apresentam os mesmos cultos, não obstante as conquistas alcançadas,
todas baseadas na certeza de um princípio criador, justo e sábio, que recebe,
para julgar, aqueles que retornam da Terra depois da morte física.

À medida que desenrolavam o ciclo de civilização, estes povos penetraram nos
“mistérios” do túmulo, tirando dali informações comprobatórias da sobrevivência
do ser.

Tal documentação religiosa, da qual surgiram a ética e a filosofia, por seus
pontos de perfeita identidade, assinala que os informes recebidos em toda a
parte, procedem da mesma origem, quer dizer, do mundo causal ou espiritual.

Por sua vez, as aparições espirituais que se têm apresentado nas diferentes
épocas do processo antropológico e sócio-cultural, sempre têm afirmado que são
as Almas dos “mortos”, narrando, assim, suas venturas ou desgraças, como
resultado natural da conduta anterior, quando estavam na Terra e, ao mesmo
tempo, buscavam fazer conscientes os homens de seus deveres e responsabilidades
morais perante a Vida.

A mitologia de cada país é um oceano de feitos espirituais, no qual
desembocam os rios do conhecimento que se confundem, por identidade de
informações, com respeito à continuação da Vida depois do desgaste carnal.

Não querendo referir-nos aos conhecidos feitos da antigüidade oriental,
recordamos os celtas, os croatas, os germanos, os escandinavos, os bielo-russos,
os eslavos, os itálicos e os gregos que se comunicavam com as almas dos
“mortos”, ocorrendo o mesmo com os maias, os astecas, os incas, os tupis e
guaranis das Américas, os índios, no geral, da América do Norte, os aborígenes
da África, da Ásia, da Oceania, mediante rituais e cultos semelhantes…

Dizem que Marte, deus da guerra, apareceu a Numa Pompílio que foi o segundo
rei de Roma.

As Valquírias sempre surgiram nos campos de batalha para modificar o destino
das guerras, ajudando os seus.

Os maias criam que haviam aprendido a conhecer as coisas por meio de seu deus
Furacão que lhes ensinava tudo.

Gilgamesh, que escreveu o primeiro livro conhecido sobre a morte, dizia que
adquiriu a sabedoria com as divindades que lhes apareciam freqüentemente.

Manú, recebeu de Brahma os que seriam, no futuro, os “mandamentos”, tal como
ocorreu, mais tarde, a Moisés.

Zarathustra informava que ao apresentar-se-lhe o deus máximo Ahura-mazda, ele
se inspirou para elaborar o Zend-Avesta.

Krishna, Buda, Hermes e Sócrates, em distintos períodos e povos, mantiveram,
igualmente um intercâmbio com seres espirituais que lhes inspiravam e conduziam,
conforme eles mesmos declaravam”.

Não podemos olvidar Joana d’Arc que ouvia vozes dos imortais, levando-a a
libertar o seu povo em vitórias guerreiras.

Não fosse o intercâmbio mediúnico, o presente artigo jamais teria sido
escrito.

As manifestações mais expressivas dos Espíritos em todas as épocas deram
origem à Codificação Espírita, levantando de vez a lápide tumular, o véu
que ocultava o Mundo Invisível e inaugurando a era nova da comunicabilidade
ostensiva, atendendo, assim, à promessa de Jesus sobre o “Consolador” que
viria depois, “ensinar todas as coisas”.

O conhecimento espírita vacina-nos contra as obsessões que grassam múltiplas
e infrenes, embaladas na ignorância de todos sobre os fatos mediúnicos.

Com Allan Kardec a interação entre os dois planos da Vida: Visível e
invisível desce do pedestal das lendas e superstições para o campo das
realidades palpáveis e insofismáveis.

Conhecendo a dinâmica e mecanismo desse intercâmbio e as condições ideais em
que se dão as sintonias, a interação entre esses dois mundos só poderá
beneficiar a toda a Humanidade: encarnada e desencarnada que caminha para os
rumos da Eterna Luz.

(1) – Kardec. A. in “O livro dos Espíritos” – Questão 459

(2) – J. M. Fernández Colavida/Franco, D.P. in “Rumo às Estrelas” – Capítulo
8.

A mitologia de cada país é um oceano de feitos espirituais

(Jornal Mundo Espírita de Fevereiro de 1998)

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