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Jesus, O Mestre Esquecido

Jesus, O Mestre Esquecido

É final de ano. As famílias já começam os preparativos para as festas
natalinas. Presentes são comprados, viagens marcadas, descanso na certa. É o
chamado “espírito natalino” envolvendo a todos.

Mas, quase sempre não nos importamos com o verdadeiro sentido deste feriado,
que é a comemoração do nascimento de Jesus.

Nossas crianças, bombardeadas pela mídia, acreditam que o Natal é refletido
na figura do Papai Noel, o bom velhinho que presenteia a todos.

Prestemos atenção, mas praticamente inexiste a idéia de Jesus nestes dias.
Poucos conversam com seus filhos sobre o que o Mestre tem a ver com as
comemorações. O comércio explora a ansiedade de compra dos consumidores,
mostrando que o que mais importa é correr atrás das melhores ofertas.

Isso tudo não é errado. Afinal, a tradição dos homens recomenda a troca de
presentes neste período. Chegam até a dizer que isso é um simbologismo do que
fizeram os reis magos quando do nascimento de Jesus, quando lhe ofertaram ouro,
incenso e mirra.

Se fizermos tudo isso com o objetivo de agradar a quem gostamos, não há
problema algum. Devemos fazê-lo com muita satisfação.

Mas acontece que para nós o Natal passa a ser só isso, e pronto.

Na noite natalina, comemos e bebemos muito. Nos divertimos, contamos
histórias. Até que começamos a exagerar.

Passamos de uma noite de confraternização para um momento de angústia e
libertinagem.

Muitos de nós, embebedados, acabamos por fazer atos impensados. Alguns
colocam seus traumas para fora, levantam velhas discussões de família,
aproveitam para denegrir a imagem de quem não está presente.

Corremos com nossos carros pelas estradas, cometemos desatinos, não pensamos
nas conseqüências.

Tudo em nome da “festa do dia”. Na verdade, agimos como se fosse apenas mais
um feriado para desforrarmos nossa vontade de “agitar”.

Em meio a tudo isso, Jesus continua como o Mestre esquecido.

Coisa de beato, de fanático, dirão alguns. Ficar pensando em religião em dia
de festa!

Porém, acabamos por esquecer que a festa deveria, além da confraternização,
da alimentação farta, ser um momento de reflexão sobre nossas vidas.

Será que esse homem, que dois mil anos depois de sua crucificação tem sua
data de nascimento simbolizada neste dia, que fez com que seus ensinamentos
fossem a base para as leis do ocidente, não tem razão no que pregava?

Um homem que apenas com três anos de vida pública, dos 30 aos 33 anos de
idade, fez o mundo ser dividido em dois: antes e depois dele, não mereceria ser
seguido com mais afinco por todos nós?

Se o que ele dizia não fosse verdade sobreviveria por tanto tempo?

O que temos feito baseados no que ele ensinou?

Temos vivido só para comer, beber, dormir, fazermos sexo, trabalhar e se
divertir? Ou temos aproveitado a inteligência que o Pai altíssimo nos deu, e de
quem Jesus tanto falava, para buscarmos ser mais úteis e sábios em nossas
decisões?

O Natal deveria ter também esta conotação. Dizemos também, porque pedir que
só reflitamos sobre a vida neste dia é pedir muito para homens tão apegados ao
consumo como ainda somos. Mas, precisamos dar a devida consideração a Jesus
neste dia festivo, colocando-o lado a lado com nossas expectativas.

Tomemos cuidado com os exageros nas festas. Sejamos alegres, não imprudentes.
Aproveitemos a oportunidade para reatar amizades perdidas por orgulho, perdoar a
falha alheia, entender a necessidade do próximo.

Enfim, sejamos cristãos neste dia maravilhoso, que comemora a passagem entre
nós daquele que dizia que quem quisesse ser o maior, deveria servir, e não ser
servido. Lembremos de sua mensagem e fiquemos felizes.

Com certeza, como dizia o próprio Jesus, onde estiverem dois ou mais reunidos
em seu nome, ali estará ele. E a felicidade reinará, absoluta.

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