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A menina volta do Além e atua num adolescente

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A menina volta do Além e atua num adolescente

 

Henrique sempre foi uma criança muito inteligente. Carinhoso e educado nunca respondia para seus pais, era calmo. Destacou-se no colégio em matemática, ficando em 4° lugar em um concurso nacional e também se sobressaiu em jogos de xadrez. Com a chegada da adolescência, passou a se fechar e, em alguns momentos, rebelar-se. A família afirmava: é coisa da idade!

Um dia, diz a Patrícia, meu irmão me procura, muito nervoso e pede ajuda, pois ele não está reconhecendo mais seu filho; a família descobre que está suspenso das aulas, porque brigou com um colega.

A relação dela com o irmão e cunhada não é amistosa, tendo sido advertida por eles porque tomou a liberdade de levar sua sobrinha a um passeio. Ficou triste porque ama a família. E por isso, se pergunta: como poderia ajudar?

Deus nos surpreende, quando interfere em nossa vida, atraindo situações e pessoas. Eu indico como uma atitude importante você se atualizar. Pense no agora, evite olhar para fatos e pessoas, avaliando tudo com o que você pensava no passado. Descontamine seus conceitos e inocente seu olhar.

Há uma lei, a da sincronicidade que ronda nossa vida. Ela pode ser ativada por nossas atitudes no campo da prece, planejando e realizando ações que atraem bons resultados. Em outras ocasiões, ela surge como que misteriosamente, sem acenar com avisos ou percepções. É preciso observar bem que tipo de energia você irradia e qual a qualidade de suas intenções, porque “fatalmente” você se enredará nesta lei.

Esta cena, que envolve este rapaz, seus pais e a tia, denuncia que a Lei da Sincronicidade está causando os encontros e a consciência que foram impedidos ou desdenhados.
Se ela observasse o apelo do irmão com os sentimentos contidos em sua memória, ficaria na dúvida entre ajudar ou não. E sua hesitação permitiria a infiltração de ideias mórbidas, ou influências espirituais delituosas expressivas.

Assim, decide dar apoio e envia mensagem para amigos que integram o grupo da sexta-feira, no CE Irmã Esmeralda.
No domingo, Henrique passa mal. Treme muito e está com olhar distante, não responde a ninguém o porquê de não ir à escola. Diz que sai de casa e não sabe para onde vai, o que alarma ainda mais os pais. E durante uma simples tarefa doméstica se rebela e agride verbalmente seu pai.
Todos em sua casa se sentem com o coração apertado.

Nesta crise, o adolescente arranca com suas próprias mãos uma torneira da parede. Ele próprio, com 13 anos, desespera-se e começa a chorar copiosamente.
E chama por sua tia Patricia. Insiste e olha com os olhos cheios de lágrimas para sua mãe, pedindo: eu quero minha tia, diga para ela vir me ver.
A tia, neste momento em um curso, recebe mensagens dos amigos a quem havia solicitado oração sobre o cuidado que ele precisava receber, também recebe uma mensagem de seu irmão que desesperado pede auxílio.
Ela pensa: como eu poderia ajudar? Como poderei eu acalmar este coraçãozinho que tanto amo? E foi assim, com a força de seu amor que foi até lá.

Passa antes em sua casa. No grupo, tem aprendido a utilizar a intuição e põe em prática o que eu entendo como fundamental para toda e qualquer ação de apoio: estar pronta e disponível.
Ela pega um colar aromático (está fazendo curso de aromaterapia) e uma mistura de óleos essenciais para criar no ambiente da casa do sobrinho uma esfera de proteção. Vai também na casa da mãe e pega umas folhas de arruda, que, intuitivamente, coloca dentro da blusa, protegendo seu chakra. Antes de entrar na casa de seu irmão ela pede mentalmente que eu esteja com ela.

As experiências de projeção espiritual e mental acontecem com frequência entre nós, porque acreditamos e temos a coragem de praticar os códigos divinos inscritos nos livros sagrados, Bíblia e Evangelho Segundo o Espiritismo. Ambos indicam que se você pedir, obterá e, se bater, a porta se abre. E mais: você está onde está seu pensamento e coração.

Diz Patricia: encontro Henrique e tenho uma conversa tranquila, coloco nele o colar com os óleos essenciais e me vem a ideia que pudesse ser apenas uma rebeldia de adolescente. Mas ele treme, nervoso e seu olhar está distante. Sobre as aulas, ele diz que não sabe por que não estava indo para a escola, afirmando ter apagões. Ela sugere a ele uma sessão de Reiki para acalmar seu corpo físico.
Vai para outro cômodo e após o início da aplicação do Reiki, o corpo dele apresenta uma intensa carga de tremor. Seus olhos se abrem e há medo em seu olhar.

Está tudo bem? Você quer falar algo? Ele afirma que está vendo um homem com um problema no olho direito e com cabelos grisalhos perto da orelha, próximo a ela. Ele está descrevendo a minha presença. Ela sente o meu apoio, da Eli, que esta em sua casa participando do processo. Outros Espíritos que apoiam nosso trabalho estão ali, prontos para auxiliar.

A tia o tranquiliza, afirmando ser este homem um ser encarnado e amigo, que está ali para ajudar. Ele fecha os olhos e após alguns minutos de calma, abre-os assustados e desta vez afirma ver uma menina, ela pede ajuda a ele. Ele não quer mais fechar os olhos com medo de vê-la novamente.

O cenário estava desenhado, a sincronicidade se dava intensamente.

O Espírito presente, uma menina que fora esfaqueada e morta pelo pai, estava ali, pedindo clemência e auxílio e Henrique era o instrumento divino para realizar o despertar daquela alma. Absorvera, nos seus impulsos de adolescente, a raiva da menina contra o pai e descarregava a ira de maneira intensa, comportando-se como um médium perfeito para aquele evento revelador. E pasmem, a rebeldia se intensificou depois que o pai pediu para o filho lavar a louça onde havia facas…

Patrícia está diante de tudo aquilo e busca coragem no fundo do coração, uma coragem que não sabia existir e inicia um trabalho de auxílio e amor dirigido a esta alma/menina que buscava luz.

Solicita, com segurança e carinho, que a criança/espírito ali presente, fosse no outro quarto onde estavam os pais do menino e orienta o irmão e a cunhada para que ficassem em oração, pedindo apoio aos espíritos de luz.

O adolescente faz uma revelação importante quando descreve para a tia o diálogo que teve com a menina, num outro local onde ele esteve com ela e onde ela mostrou a ele a forma que teria desencarnado. As emoções são fortes. Neste momento, mais uma vez foi necessário muita fé, pois Deus não desampara os que trabalham para a propagação do amor universal e eterno.

Ali, numa simples casa de São Paulo, um menino de 13 anos, seus pais e a tia, viveram um episódio espiritual extraordinário. Por que Deus não encaminhou essa alma aflita para um Centro Espírita? Lá seria o lugar adequado, com médiuns e dirigentes preparados para este tipo de apoio.

Os livros sagrados referidos apontam que Jesus disse: “Em ti Pedro, edifico a minha igreja”! Eu não tenho dúvida, de que o adolescente, sua tia e seus pais estavam prontos e disponíveis para realizar este sublime evento: o resgate da menina/espirito dos escombros da dor e da revolta.

A Lei da Sincronicidade se dá quando a tia pede ao Universo uma oportunidade para demonstrar o seu amor pelo irmão, cunhada e sobrinhos. E os pais, também por uma falta de visibilidade e julgamento, deram permissão para que se cumprisse a lei que dá a cada um segundo suas obras.

Após mais de 30 minutos, conseguimos acalmar o adolescente e, então, fizemos uma oração em grupo e explicamos a ele que não tivesse medo pelo que aconteceu e que a partir daquele momento proporcionaríamos a ele estudo e preparo.
Seus pais entenderam o papel importante que possuem, pois há muito estão afastados de qualquer tipo de procedimento de fé e religião.
Ao final da última oração, ele abre os olhos e desta vez não havia mais pavor e sim luz; ele descreveu que ela voltara para agradecer a ajuda e seguiu com amigos espirituais.

Já se passou um mês desde o acontecido e hoje ele está calmo, frequentando aulas sobre a doutrina espírita e já afirmou à família que viu outros seres, mas desta vez só emanou amor e não mais se assustou.
Aquela noite foi uma grande prova do amor de Deus para com seus filhos; muitas vezes temos que nos descobrir mais fortes do que achávamos ser e ajudar a quem amamos. E, mesmo sem ter certeza de nada, devemos seguir nossos impulsos quando estes são guiados pelo amor.

Nesse dia, voltei para casa pensativa e eternamente agradecida pela confiança em mim depositada pela espiritualidade.
E como diz o Wilson, sempre afirmo: Estou pronta e disponível.

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