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Não Basta Falar, é Preciso Interagir com o Público

Não Basta Falar, é Preciso Interagir com o Público

Falar de maneira interessante, convincente e eficaz é uma habilidade que todo
profissional precisa, pode e deve desenvolver. Ter uma audiência atenta,
interessada e que compre as suas ideias é o desejo e a necessidade de todo
expositor. Mas este também é o desafio, particularmente para aqueles que
precisam falar sobre temas técnicos para públicos leigos, como é o caso dos que
atuam na área de informática.

O profissional que deseja ser um expositor eficaz precisa conhecer técnicas
que o auxiliem a falar em público e ter perseverança para desenvolver essa
habilidade. Saber trabalhar a expressividade da voz e do corpo é uma
necessidade. Saber estruturar uma mensagem adequada ao público e ao resultado
que deseja com a apresentação é outra. É na adequação da mensagem que
concentraremos esta nossa reflexão, pois, as pessoas estarão a sua frente para
ouvir o que você tem a lhes dizer.

O palestrante precisa falar com a audiência e não para a audiência.
Necessita, também, interagir com o público. Para isso, deve proceder como
aqueles que desenvolvem hardware e software que interagem cada vez mais com o
usuário: colocar-se no lugar dele para identificar suas necessidades, interesses
e conhecimento.

O expositor precisa identificar o grau de conhecimento do público para
utilizar uma linguagem clara, com analogias e exemplos que facilitem a
compreensão da sua mensagem. Identificar as suas expectativas e necessidades
para dirigir-lhe informações interessantes e úteis. Conhecer as suas
resistências para utilizar argumentos convincentes.

Além de analisar o público, o expositor precisa saber determinar com exatidão
a reação que deseja provocar na sua audiência – o objetivo da palestra. É o
objetivo que deverá nortear a preparação da mensagem: o que dizer, como dizer,
quando dizer e o quanto dizer.

Portanto, uma apresentação eficaz, ou seja, que chegue ao resultado esperado,
deve partir da análise criteriosa da audiência e de objetivos bem determinados.
Caso contrário, o palestrante incorrerá na falha que presenciamos com
freqüência: o expositor usa linguagem muito técnica, abusando do “informatiquês”
e dos termos estrangeiros desnecessários; centra-se em informações sem
objetividade, perdendo-se nas especificações técnicas e extrapolando o tempo da
apresentação. Descreve o que o equipamento ou o programa faz, deixando de
ressaltar os seus benefícios para o público. O resultado é uma apresentação
inacessível, cansativa e que não produz os resultados desejados.

Portanto, saber comunicar-se com eficácia com diversos públicos, leigo ou
técnico, é uma qualidade que todo profissional deve desenvolver. É importante
lembrar que palestras mal planejadas ou mal apresentadas vêm “arranhando” a
imagem de muitos profissionais e, principalmente, de suas empresas, além de
representarem perda de tempo para o público e (o que é mais grave) perda
irremediável de grandes idéias e oportunidades de negócios.

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