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O Centro Espírita e as Duas Alavancas para a Reforma Íntima

O Centro Espírita e as Duas Alavancas para a Reforma Íntima

A grande síntese evolutiva e de religação da criatura humana com as leis do
Criador, conforme ensinamento dos espíritos superiores, consiste no seguinte:

1 – Aquisição de conhecimento, através de nossa predisposição à busca
pessoal de conhecimento;

2 – Trabalho no bem, como esforço persistente pela reforma íntima e
conseqüente disseminação de valores e atitudes de conduta espiritualizadora.

Ao centro espírita cabe desenvolver e aplicar a didática estratégica e
eficientemente afinada com essas duas alavancas de elevação.

Alterando cogitações mentais

É interessante o quanto a espiritualidade superior, através de mensagens
enviadas à Terra, bate insistentemente nessas duas teclas: educação espiritual e
autoconhecimento.

O estudo e a prática assimilativa dessas mensagens possui a peculiaridade de
alterar nossas cogitações mentais, freqüentemente infelizes e limitadas. Quando
adquirimos novos referenciais, pelo estudo e vivência, é como se espraiássemos o
olhar interior pelas vastidões das próprias potencialidades. Não basta ser, é
necessário ser mais e melhor, afirma Léon Denis, ao desdobrar a lógica
existencial cartesiana.

Desde as “mesas girantes” à transcomunicação, a mensagem é automelhorar-se e
praticar o bem

Desde o surgimento das “mesas girantes” aos mais modernos contatos realizados
pela transcomunicação, os espíritos não sugerem outra coisa aos homens senão a
necessidade de aprimoramento de seu senso espiritual e a prática do bem, como
resultante. Ou seja, cabe ao homem redirecionar sua vontade, auto-edificando-se,
permitindo o despertamento da sensibilidade em agir amenizando o sofrimento
alheio, o quanto possível, quer seja de natureza material, moral ou espiritual.

O raiar da compaixão

Embora ainda haja muita incompreensão e dores, afirma o espírito de Franz
Liszt à célebre médium inglesa Rosemary Brown, estamos próximos do que ele chama
o “raiar da compaixão”, em que aqueles que não se preocupam com os outros
perceberão que é apenas mais prático cuidar dos menos afortunados. E enfoca o
problema que parece insistirmos não ver: “Qualquer parte de uma comunidade que
sofre, ocasiona uma série de reações sobre a restante”. O que equivale dizer:
não há como viver, muito menos auto-realizar-se sozinho, isolado.

Para elevar-se, há que se aprender também a elevar o semelhante. Não é
possível entender nada sobre realização espiritual sem que provoquemos, em nosso
íntimo, uma motivação para o despertar da compaixão, para o sentido da caridade
dinâmica, eficazmente consoladora, educativa e dignificante.

Mais que desejar o bem é preciso praticá-lo

Certa vez, uma afortunada senhora, muito culta e “espiritualizada”, criticava
um entusiasmado praticante espírita ao saber de suas incursões semanais a uma
determinada favela, na periferia de São José do Rio Preto, dando ensejo às suas
pequeninas iniciativas de auxílio espiritual e material. Junto a um grupo de
confrades de um centro espírita atento aos benefícios do estudo e do trabalho no
bem, reunia-se para um sistematizado contato fraterno, de esclarecimento e
afeto, com a criançada sofrida daquele local.

Advertiu a senhora: “(…) além de não resolver nunca o infortúnio deles,
você não precisa ir fisicamente até lá. Basta fazer vibrações, evocar os grandes
mestres espirituais, as poderosas falanges cósmicas e para lá projetar
visualizações de luz, paz e amor”.

Ao que o modesto praticante espírita explicou: “É bem verdade que nossas
preces e intenções são aproveitadas pelos bons espíritos, mas o grande Mestre
Jesus, quando nas esferas resplandecentes, não se limitou a visualizar e a
desejar o bem aos terrícolas, mas veio e exemplificou, ensinando que não há
outro meio de amar e consolar, em plenitude, senão amando e consolando, doando
da própria presença física, compartilhando a dor alheia…

Buscando o sincronismo entre o centro espírita e a doutrina de Allan Kardec

Lembrando das bênçãos da oportunidade presente, pensamos em nosso centro
espírita. É essencial que ele esteja ajustado à essência doutrinária de Allan
Kardec, sabendo promover benefícios consistentes, dentro e fora de suas
dependências, com eficiência capaz de revitalizar a mente e o coração de seus
trabalhadores e assistidos, encarnados e desencarnados, sempre atento a essas
duas alavancas da reforma íntima: estudo superior e trabalho no bem.

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