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O Espelho dos Espíritas

O Espelho dos Espíritas

A nossa proposta, evidentemente diversa dessa pratica que descrevemos e
analisamos, é a da busca da comunicação como instauração e permanência de um
dialogo social. Dai, porque o formato “reportagem” pode ser uma saída
interessante, dentro da qual inclusive pessoas não-espíritas possam ser ouvidas
e historias de vida possam ser publicadas. A centralidade da comunicação, nesses
casos, deixaria de ser exclusivamente na mensagem, passando a buscar processos
comunicativos e a considerar os seres humanos envolvidos como mais importantes
do que as doutrinas e as instituições.

O dialogo social, nesse caso, desenvolver-se-ia a partir da fundação de
esferas publicas de compartilhamento das diferenças e de real fraternidade entre
os diferentes agentes interessados na temática dessa esfera publica, não importa
a opinião que adotem. Isso porque a tarefa fundamental do Espiritismo não é
simplesmente a de divulgar os seus princípios, mas, sobretudo, a de criar as
condições de possibilidade da sociedade fraterna e justa no mundo. E
fraternidade apenas se faz a partir da aceitação da diferença e na pratica
comunicativa do amor verdadeiro.

(Publicado no Boletim GEAE Número 278 de 3 de Fevereiro de 1998)