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O estudo espírita na Mocidade

O estudo espírita na Mocidade

 

Ninguém discorda que a Doutrina Espírita solicita seja estudada para ser
conhecida. Seus fundamentos, sua prática e vivência constituem incomparável
tesouro ainda não totalmente percebido pelos próprios espíritas.

Os grupos espíritas, espalhados pelo país, desenvolvem uma série de
atividades inspiradas pelo conhecimento espírita, mas tais atividades refletem o
conhecimento de seus dirigentes e integrantes, pois na Doutrina Espírita não há
qualquer tipo de hierarquia ou imposição de idéias. A liberdade de ação é sua
característica inerente.

Como se sabe, o estudo doutrinário do Espiritismo é prioridade absoluta das
Casas Espíritas, sem prejuízo de outras atividades que possam se programar,
entre elas as atividades de assistência espiritual e de amparo aos necessitados
de todas as ordens. Isto justamente porque é o estudo que prepara a pessoa para
se conhecer, conhecer a vida e suas leis espirituais, bem como para defender-se
das perturbações oriundas do permanente intercâmbio entre homens e espíritos,
fato determinante no equilíbrio das criaturas.

Especificamente no caso do estudo oferecido pelas Mocidades Espíritas aos
jovens (de famílias espíritas ou os que estão se aproximando agora), podemos
analisar a questão sobre vários aspectos.

É preciso que se diga que a Doutrina Espírita tem conteúdo para a vida toda,
para qualquer idade. Numa idade em que os chamamentos do mundo são muito fortes,
se as reuniões da Mocidade forem sonolentas ou sem motivação, há um sério risco
de se promover o afastamento dos jovens.

Uma reunião para jovens deverá caracterizar-se pelo dinamismo próprio da
idade. Há que se despertar o interesse pelo estudo, com seriedade e
planejamento. Esta responsabilidade cabe aos dirigentes.

Reuniões planejadas, agradáveis, de conteúdo, marcarão a vida do jovem,
futuro adulto, de forma indelével. São sementes que ficarão, o ajudam agora e
frutificam de forma espetacular na idade adulta.

Como atrair, conquistar, manter o jovem na Mocidade?

Eis o desafio!

Deveremos analisar os temas da atualidade, trazendo para estes o conteúdo da
Doutrina, em seus princípios fundamentais e sob a ótica de sua abrangência
fílosófica, religiosa e científica. Para isso nada impede que se utilize a
música (instrumental, de coral), o teatro, as artes em geral e os recursos da
tecnologia, bem como os passeios. De forma ponderada, equilibrada, envolvendo os
jovens com as demais atividades do Centro, tornando-os participativos e
responsáveis de atividades compatíveis com a idade, será possível formarmos
jovens conscientes.

Sabem os espíritas que a Doutrina Espírita significa orientação segura e
valiosa para a vida toda, com reflexos diretos para após a desencarnação e
existências futuras. Este fato, por si só, deve motivar dirigentes a se
prepararem didática e psicologicamente para as reuniões com os jovens. Estes,
por sua vez, devem ser despertos para a importância do estudo que lhes garantirá
equilíbrio na vida que caminha para a madureza.

No nosso caso particular, somos de família espírita. Frequentamos a
evangelização infantil, passamos pela mocidade (inclusive presidindo-a) e agora
participando ativamente do Movimento Espírita, podemos afirmar com segurança
sobre a importância que as duas fases anteriores (infância e mocidade espírita)
exerceram sobre a atualidade de nossa ação. Foram épocas marcantes, com
lembranças determinantes para nossa ação presente.

Convidamos, pois, os jovens a estudarem seriamente a Doutrina Espírita. Ela é
luz em nossas vidas. Com o tempo, com o amadurecimento que vem com a idade,
vamos percebendo isto de forma muito abrangente.

Aos dirigentes podemos dizer: não improvisem. Planejem atividades que
despertem o interesse, a atenção. Envolvam os jovens de forma agradável,
próxima, sem qualquer tipo de doutrinação tipo “sermão”. Isto afasta…

Estejamos com os jovens através da bondade, da simpatia, com atenção. Aliás,
característica de nossa abençoada Doutrina Espírita.