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O Perispírito e a Sensibilidade Musical

O Perispírito e a Sensibilidade Musical

Após o estudo da música terrestre, passaremos ao das harmonias do espaço, e
para isto resumiremos as instruções que nos foram dadas pelo espírito Massenet
no decorrer de várias sessões. Nesse ensinamento o ilustre compositor procede da
mesma forma como fazia na Terra, com o mesmo método que aplicava em seus cursos
no Conservatório.

Primeiramente, ele se ocupará do instrumento e dos meios de percepção. Porém
na vida espiritual não se trata, como na Terra, de instrumentos de corda nem de
sopro. Da mesma forma ocorre com relação às percepções, que não são localizadas
como no corpo humano, estendendo-se à totalidade do corpo espiritual.

A música terrestre é apenas um eco enfraquecido e em surdina da música
celeste, é a melodia eólia produzida por pesados e grosseiros instrumentos de
madeira ou de metal; é o sonho estrelado e divino expresso pelas formas de uma
vida inferior e material. Porém, nesse caso, o sonho é uma alta realidade.

Se nossos meios de execução musical, rudimentares demais, não nos podem dar
uma idéia nítida e clara das supremas harmonias, a dificuldade não é menor
quando se trata de explicar através da linguagem comum as regras e as leis da
grande sinfonia eterna. Esta dificuldade revelou-se sobretudo no decorrer das
lições que recebemos do espírito Massenet, as quais reproduziremos a seguir. Daí
resulta que os termos pobres de nossa língua humana são impróprios para traduzir
todas as belezas da obra divina.

Para expressar as sublimidades da arte seria necessária a própria arte, com
seus mais altos e poderosos recursos e seus mais sutis processos.

(do capítulo 6 do livro O espiritismo na arte)

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