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O Perispírito e os Membros Fantasmas

O Perispírito e os Membros Fantasmas

Nos livros: “Gestalt Psychology (N.Y., 1950) de F. Katz, e “Phantoms in
Patients with Leprosy and Elderly Digital Amputers” (N.Y., 1956), de P. Simmel,
são relatados fatos referentes a amputações normais e de membros nos leprosos.
De acordo com as observações dos pesquisadores, os pacientes, após a amputação
de braços e de pernas, continuaram a constatar a presença da parte amputada,
chegando a movê-la e a sentir cócegas naquele local. E ainda mais: a percepção
pode durar, não só longo tempo, mas toda a vida. F. Katz, por sua vez, afirma:

 

“Se uma pessoa, com uma perna amputada, chega a uma parede, ela parece
atravessá-la… a lei da impenetrabilidade da matéria julgo que não se aplica a
este caso “.

Por outro lado, a declaração de P. Simmel não é menos valiosa, quanto à
comprovação de existência do “perispírito” :

 

“Após minhas experiências com leprosos, verifiquei que a perda gradual das
partes do corpo por absorção, por ser lenta e demorada, não produz fantasmas, e
o mais notável é que, na amputação de restos de dedos e artelhos, estes efeitos
se reproduzem não como as partes que havia, mas, sim, perfeitas, isto é, como
antes da absorção”.

Conta ele fato interessante:

 

“(…) quando acordou da anestesia, procurou pegar o pé. A sensação da
existência do membro amputado persiste, e a paciente esquece, tenta pisar e cai.
Dizia, mais tarde, que podia movimentar os dedos fantasmas (…)”.

E pararam, nesse ponto, sem mais nada a acrescentar. Apesar de serem
autoridades em sua especialidade, certos fenômenos escapam do domínio de seu
raciocínio, uma vez que se põem, apenas, ao nível da matéria tangível,
sensorial…

Além das experiências supracitadas, surgem outras mais surpreendentes e que
vêm ratificar a tese espírita de que “as sensações, emoções e impulsos não se
localizam no cérebro, como o querem os fisiologistas e psicólogos, e, sim, no
Espírito”.

Na obra “Espiritismo Dialético” (1960), do pensador espírita argentino Manuel
S. Porteiro, encontramos fatos assombrosos para os psicólogos, mostrando,
claramente, que os indivíduos com lesões graves, mesmo em centros nervosos,
continuam a se comportar naturalmente:

1) Apresentado à Academia de Ciências de Paris pelo Dr. Aguepin, em 24 de
março de 1945: “Após operar um soldado que havia perdido enorme parte do
hemisfério cerebral esquerdo
(substância cortical e branca, núcleos
centrais etc. ), comprovou que o mesmo continuou a se comportar normalmente, a
despeito das lesões e perdas de circunvoluções básicas às funções essenciais”.

2) Tamto Lisboa, chamado o Lusitano, publicou, em seu livro “Práctica
Médica”, no final do século XVI, o seguinte caso: “Um menino de 10 anos
recebeu uma forte pancada no crânio, que cortou o osso e a membrana cervical,
dando passagem à massa encefálica. Ao contrário do esperado, a ferida
cicatrizou. Três anos depois, morria hidrocéfalo. O crânio foi aberto e, para
espanto dos médicos, não se encontrou o cérebro: em seu lugar havia um liquido.
Esse fato foi considerado extraordinário, pois o menino viveu durante três anos
nesta situação e na plenitude de suas faculdades psíquicas… “.

Para explicar esses e outros fatos análogos, os materialistas recorrem à
hipótese do fisiologista francês Pierre Flourens, segundo o qual um hemisfério
cerebral pode suprir a falta de outro. E que dirão quanto à ausência total da
massa encefálica? Aí é que o materialismo se vê obrigado a ceder terreno à
Ciência Espírita e, não só nesses fenômenos, mas em outros, estudados pela
Psicologia de maneira carente ou insatisfatória, como, por exemplo, a dupla
personalidade.

Com o Espiritismo, poder-se-á chegar a uma conclusão: ir mais além e
interpretar o inexorável, isto porque a resposta está em nós mesmos, no
conhecimento da essência do ser humano e das partes de que é composto!

(Jornal Mundo Espírita de Outubro de 98)

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