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O Problema da Atualidade

O Problema da Atualidade

Causa impacto a onda de violência que assola o país. E não só a violência de
assassinatos, mas também a velha questão econômica e suas conseqüências, como
também ultimamente o fantasma da dengue, febre amarela, a perspectiva da falta
de água e seu racionamento e tudo mais que se tem visto…

No fundo, no cerne da questão, comparece como causa de tudo o que está
ocorrendo, a educação religiosa. Esta é que forma o caráter, desde pequeno.
Vivemos uma indiferença à formação e educação religiosa. Relegou-se a religião a
um mero formalismo, uma obrigação, algo como a obrigação de entregar a
declaração de Imposto de Renda ou o licenciamento do carro, anualmente…

Que equívoco!

Religião é algo prioritário em nossas vidas. Como relegá-la a algo que nos
dedicamos quando há tempo, quando tudo está bem ou quando nada está bem.
Religião é alimento da alma, necessária à vida interior de cada um como o
alimento o é para o corpo.

Os pais precisam prestar atenção nisto. Não importa a religião que professem,
mas precisam levar a sério esta questão e não restringir a religião apenas ao
momento em que comparecem ao templo de suas religiões. Há que se viver religião
em casa, com os filhos, falando-lhes sobre os fundamentos, princípios e
objetivos da religião.

Religião requer estudo, debate, conversa, análise dos tópicos.

Se os pais relegam isto a plano secundário, apenas cumprindo obrigação, estão
omitindo educar os filhos, pois a religião é educação da alma, é formação de
caráter, é religação com Deus. Depois, como espantar-se com a onda de violência,
com os extremos que vivemos, se deixamos de falar de Deus, de direcionar essas
almas que estão sob nossa responsabilidade para a necessidade do respeito, da
gratidão, do esforço por melhorar-se, da confiança em Deus ou seja, da aquisição
de virtudes como a solidariedade, a humildade, o amor …

Deixamos crescer o egoísmo nos corações, alimentamos o orgulho e depois nos
queixamos da indiferença, do desamor, da violência. Ora, o que estamos fazendo
com os filhos?

Não é nosso dever educá-los, encaminhá-los para Deus? E os deixamos distantes
da religião? E achamos que a religião é mero comparecimento ao templo em dias
determinados.

Temos que dar à religião o mesmo carinho, a mesma atenção, o mesmo valor que
damos à família, à convivência. É ela que nos alimenta, que nos sustenta – hoje
ou amanhã . Pensemos nisto e coloquemos sentimentos e aquelas virtudes ensinadas
por Jesus no coração dos filhos e em breve tempo teremos um mundo mais fraterno.
Pelo menos, façamos a nossa parte…