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O topo da montanha se chama FELICIDADE

A reforma íntima é sempre abordada nos centros espíritas. Sendo a missão do Espiritismo, segundo Allan Kardec, melhorar moralmente e intelectualmente o homem é natural que o tema seja constantemente debatido.

O que vem, porém, a ser esta reforma íntima? Alguns a consideram como praticar o bem, fazer trabalho voluntário, suportar o cônjuge, almoçar com a sogra todos os domingos sem reclamar… a lista é extensa…

Pode ser que algumas dessas ações constituam-se, de fato, uma melhora interior, porquanto demandam enorme esforço de nossa parte e, relembrando Kardec, aquele que empreende esforço para domar suas más inclinações é alguém que pode ser considerado um autêntico espírita, logo, um ser que iniciou este trabalho de modificação interior.

Mas… seria apenas isto? Ou a tão propalada reforma íntima vai além disto? O quê entender por reformar-se intimamente e, mais: como executar tão delicada tarefa, haja vista que orgulho, vaidade, egoísmo, misturam-se com alguns “pedaços” de virtudes que já conquistamos, como generosidade, humildade e paciência.

Sim, porque limitações e virtudes misturam-se em nós neste estágio evolutivo de espíritos ainda imperfeitos, conforme classificação de Allan Kardec na escala espírita.

Em algumas ocasiões exercitamos a humildade, mas 30 minutos depois caímos na prepotência. Ou seja, ainda não conquistamos as virtudes em sistema aboluto, porém, se assim podemos dizer temos algumas virtudes em modo relativo.

Se já sabemos o que fazer para sermos felizes, porquanto toda infelicidade é decorrente de nossa imperfeição, melhorando-nos moralmente estaremos, portanto, mais próximos da real felicidade.

O que nos cabe saber é:

Como conquistar essas virtudes, ou seja, como reformar-se moralmente de modo que nosso comportamento seja linear, pautado apenas no bem agir de forma desinteressada?

A resposta para esta pergunta encontra-se em O livro dos Espíritos, mais precisamente na questão de número 919, quando Kardec indaga a maneira mais eficaz, ou seja, aquela que se reverterá em resultados positivos para a melhora íntima do homem. Os Espíritos informam que o homem deve conhecer-se. A resposta é curta, embora Santo Agostinho faça, posteriormente, uma digressão sobre o tema, a resposta é bem curta e clara.

Indubitavelmente que o homem deve conhecer-se para mudar de degrau evolutivo. Como crescer sem saber quais os vícios que ainda trazemos em nós e as virtudes a conquistar?

Será que eu me conheço?

Já fiz uma lista das minhas principais dificuldades?

Eu sei quais são as minhas virtudes?

Tenho coragem suficiente para encarar-me como realmente estou? Ou crio fantasias a meu próprio respeito?

São perguntas que, se respondidas com sinceridade podem dar um norte para o início de nossa reforma íntima.

Então, percebemos que se reformar intimamente vai além de realizar eventuais “boas ações”. É um trabalho hercúleo de conhecimento de si e luta por exterminar um vilão chamado orgulho, que ainda teima em manter-nos retidos ao solo da mesmice.

Coragem é preciso.

E no campo da coragem peço licença ao prezado leitor para narrar experiência interessante que, por alguns anos realizei com meus filhos.

Após o Evangelho no lar pedia aos meninos que escrevessem três pontos em mim que os incomodavam. Informei-os que seria necessário total sinceridade e, principal: não haveria retaliação de minha parte. Enfim, poderiam ficar tranquilos que os presentes de final de ano estariam garantidos.

Deixaremos as brincadeiras de lado, ressalto que ao utilizar esta ferramenta – apoio do outro para mostrar minhas limitações –  descobri coisas muito interessantes a meu respeito, limitações que eu não imaginava possuir, mas que me foram apresentadas pelo próximo.

Por isso disse que coragem é preciso, pois ao realizarmos algo deste tipo teremos uma visão bem bacana do que pensam sobre nós e poderemos, então, se julgarmos que o outro tem razão, iniciarmos este trabalho de modificação em nosso comportamento.

Além da autorreflexão podemos utilizar a opinião alheia para melhorarmos intimamente.

Se são as imperfeições que nos afastam da felicidade, ao aplicar o mesmo raciocínio constataremos que a perfeição trará a felicidade por completo.

Portanto, compreendemos que ao nos reformarmos moralmente estaremos mais próximos da perfeição e, por consequência chegando mais perto do topo daquela montanha que todos buscam: A FELICIDADE!

Autor: Wellington Balbo

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