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Os Expoentes da Codificação – Um Capítulo Especial

Os Expoentes da Codificação – Um Capítulo Especial

Chegados ao final da pesquisa de Os Expoentes, cabe-nos escrever uma nota
particular, a respeito de alguns, cujo dados biográficos não foram localizados
ou dados bastante restritos.

ADOLFO, BISPO DE ARGEL

As mensagens inseridas pelo Codificador se encontram na terceira obra, O
evangelho segundo o espiritismo,
sob as denominações de “O orgulho e a
humildade” – Instruções dos espíritos, cap. VII, item 12, datada de 1862, em
Marmande; “O duelo” – Instruções dos espíritos, cap. XII, item 11, de 1861,
mesma localidade e “A beneficência” – Instruções dos espíritos, cap. XIII, item
11, escrita em Bordéus em 1861.

DR. BARRY

No item 8 do último capítulo da obra “A gênese – os milagres e as
predições segundo o espiritismo”,
Allan Kardec insere, conforme sua própria
nota de rodapé, “Extrato de duas comunicações dadas na Sociedade de Paris…”,
sendo a segunda simplesmente assinada Doutor Barry.

CÁRITA

“Chamo-me Caridade; sigo o caminho principal que conduz a Deus.
Acompanhai-me, pois conheço a meta a que deveis todos visar.”

Com estas frases, em Lyon, em 1861, o espírito que assina Cárita, martirizada
em Roma, inicia a mensagem inserida em Instruções dos Espíritos no cap. XIII,
item 13 de O evangelho segundo o espiritismo.

DUFÊTRE, BISPO DE NEVERS

Suas exortações se referem à indulgência e compõem o item 18 do cap. X da
terceira obra da Codificação. O texto está assinalado como tendo sido recebido
mediunicamente em Bordéus.

FRANÇOIS, DE GÉNÈVE

“A melancolia” é o título do texto que o espírito assina, em Bordéus e que
foi inserido no cap. V, item 25 de O evangelho segundo o espiritismo.

 

ISABEL DE FRANÇA

Muitas são as personalidades com esta denominação. No entanto, o teor do
texto do cap. XI, item 14 da obra kardequiana editada em 1864 – “Caridade para
com os criminosos” nos leva a crer que deva se tratar da irmã de São Luís,
nascida em Paris em 1225 e desencarnada em Longchamp, em 1270.

Fundou o Mosteiro das Clarissas em Longchamp, em 1259, nele ingressando.
Mereceu da Igreja Católica a beatificação no ano de 1521.

A mensagem está datada de 1862, no Havre.

JEAN REYNAUD

É na obra O céu e o inferno, em sua segunda parte, capítulo VII, após
a manifestação de um espírito endurecido que Jean Reynaud tem sua mensagem
inserida, como a de número três.

O seu discurso fala da justiça humana e da justiça divina, tecendo os grandes
diferenciais entre uma e outra.

Natural de Lyon, do ano de 1806, foi engenheiro de minas, empolgado pelas
idéias de Saint-Simon ( pensador político e economista francês, Claude Henri de
Rouvroy, conde de Saint-Simon, que esboçou uma nova religião, baseada na ciência
e dedicada ao culto de Newton, cujo lema era “a cada um segundo sua
capacidade, a cada capacidade segundo seu trabalho”)
.

Quando da revolução de 1848, em França, foi deputado à Assembléia
Constituinte, tendo sido igualmente Secretário de Estado para a Instrução
Pública e em 1849, conselheiro de Estado.

Sua desencarnação se deu em 1863.

JOÃO, BISPO DE BORDÉUS

Sem nominação mais detalhada, o espírito com certeza se deseja ocultar, como
tantos, no anonimato, deixando contudo o perfume de espírito que conquistou a
paz seguindo Jesus: “Segui esse modelo divino; caminhai em suas pegadas; elas
vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o repouso após a luta.”

A página compõe Instruções dos Espíritos, no cap. X, item 17, de O
evangelho segundo o espiritismo,
sob a titulação “A indulgência”, datada de
1862, na mesma localidade em que serviu o Bispado.

JULIO OLIVIER

“A vingança” é o título que encima a bela página localizada no item 9 do cap.
XII – Instruções dos Espíritos, também de O evangelho segundo o espiritismo,
que traz a data de 1862, em Paris.

“Todo espírita que ainda hoje pretendesse ter o direito de vingar-se seria
indigno de figurar por mais tempo na falange que tem como divisa:
Sem
caridade não há salvação!”

Como espírito liberto das peias de tal qualidade inferior, ele conclui:
“Mas, não, não posso deter-me a pensar que um membro da grande família espírita
ouse jamais, de futuro, ceder ao impulso da vingança, senão para perdoar.”

MORLOT, FRANÇOIS NICOLAS MADELEINE

Foi prelado francês, arcebispo de Paris e Cardeal. Viveu no período de 1795 a
1862.

Das três mensagens que se encontram em O evangelho segundo o espiritismo,
do ano de 1863, em Paris, duas ele as assina como François-Nicolas-Madeleine,
cardeal Morlot (cap. V, item 20 e cap. XVII, item 9), e uma declina somente o
nome, sem a titulação hierárquica da Igreja (cap. XVII, item 8).

V. MONOD

Assim se encontra assinada a mensagem do cap. XXVII, item 22 de O
Evangelho..
., que discorre sobre “Maneira de orar”.

Na obra basilar, na perg. 665, que igualmente trata a respeito da prece, e
nessa especialmente das dirigidas em favor dos mortos, em nota de rodapé,
encontra-se a observação do mestre lionês de que a resposta foi “dada pelo
Sr. Monod (Espírito), pastor protestante em Paris, morto em abril de 1856.”

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