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Renúncia Por Amor Ao Próximo

O que leva uma pessoa a renunciar ao mundo, sem desprezar o mundo, para
dedicar-se ao próximo? O que moveu um Albert Schwartz a deixar uma promissora
carreira de musicista e Pastor Protestante, na Europa civilizada e embrenhar-se
na selva africana e se dedicar inteiramente a um povo semi-bárbaro na época. A
sua religião, poderiam alguns responder. Contudo, muitos outros tinham a mesma
religião e não moveram um passo nessa direção.

Madre Teresa de Calcutá, tinha outra religião, embora também cristã, e se
dedicou de corpo e alma aos miseráveis da Índia, incorporando o nome da cidade
de Calcutá, ao seu próprio nome. Como Schwartz, não foram alguns meses ou uns
poucos anos, de dedicação, e sim, décadas de sacrifício pessoal e amor ao
próximo.

Outros tiveram atuação destacada em frentes de trabalhos diferentes, como o
Mahatma Gandhi, que dedicou uma vida inteira para libertar o povo indiano, e com
isso influiu em outros povos, da escravidão, da ignorância e da impiedade.
Martin Luther King Jr., lutou pela igualdade entre brancos e negros. Lutou para
que uma parcela do povo do seu país, discriminado, e visto com preconceitos
absurdos, tivesse dignidade de vida.

Muito tempo atrás, Henrique Pestalozzi sonhou com uma educação profunda, que
incluísse a moral e fosse dada a todos, ricos ou pobres. Ele foi o grande
pedagogo que formou grandes pensadores. Um desses mestres e pensadores foi
Hipolyte Leon Denizard Rivail, que se imortalizaria com o nome de Allan Kardec.
Este foi o pedagogo da alma, foi o homem que alicerçou uma ponte entre dois
mundos, aparentemente irreconciliáveis, o mundo dos vivos e o dos mortos. Por
essa ponte transita o amor.

Dentre as almas beneficiadas pela pedagogia do amor e da imortalidade, vamos
encontrar, já no século XX- um caboclo mineiro, de fala macia, que nasceu como
uma extraordinária antena psíquica, para que os mortos visitassem os vivos e
entrassem em comunicação com eles, para trocarem mensagens de amor, ou de perdão
e esperanças. Falamos de Francisco Cândido Xavier, que há poucos dias completou
91 anos.

Este homem simples, risonho, com pouquíssima escolaridade assombrou o mundo
com a sua psicografia, dedicando-se a amar, consolar e assistir necessitados do
corpo e da alma. Sob sua inspiração nasceram centenas de Instituições de
caridade no Brasil. Das suas mãos de luz, filhos, pais, irmãos, jovens e até
crianças atravessaram a barreira, o abismo da parábola de Lázaro, existente
entre o mundo dos vivos e o mortos, através desta ponte maravilhosa que se chama
mediunidade, feita com um material amoldável, que se chama amor.

Todos esses personagens, e muitos outros que não citamos por nos faltar
espaço, tinham algo em comum, o cumprimento do dever, entretanto, algo mais os
impulsionava para frente e para o alto, o querer. Escolheram a missão e a
cumpriram pelo seu querer, e este foi impulsionado pelo amor. Só existe uma
grande e única verdade, o Amor.

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