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Tabagismo Como Libertar-se do Vício

Tabagismo Como Libertar-se do Vício

Vícios, paixões e desatinos humanos normalmente se desenvolvem e fazem morada
em nosso corpo carnal quando estamos invigilantes e quando nosso padrão
vibratório está tão baixo que nos deixamos dominar por forças do plano astral
inferior ou seja, quando perdemos por completo o controle sobre nossos próprios
atos e quando não mais conseguimos evitar certas ações e atitudes que até então
julgávamos ter sobre nossa vontade. Então, infelizmente, estamos nas malhas do
vício. Isso normalmente acontece quando estamos invigilantes e por mantermos um
comportamento moral condizente com espíritos do plano inferior e, portanto,
ficamos literalmente nas mãos deles. Dessa forma, não mais teremos nenhum
controle, nem sobre nosso corpo físico e nem sobre os danos que estamos causando
ao nosso perispírito, ao dar vazão aos vícios em geral e desregramentos da vida
carnal. Nessa categoria, podemos citar o alcoolismo, o tabagismo, os tóxicos, a
alimentação carnívora, o sexo, a maledicência, a avareza, a mentira e tantos
outros que nos oprimem, que atentam contra a delicadeza da vestimenta
perispiritual que nos envolve e sobre a qual estamos atentando e, muitas vezes,
destruindo o que de mais importante nos foi emprestado para que possamos evoluir
e alcançar outros planos espiriiuais que é o nosso corpo físico.

O vício do fumo foi adquirido pelos espanhóis, junto aos índios da América
Central, que o encontraram nas adjacências de Tobaco, provínoia de Yucatán. Um
dos primeiros a cultivar o tabaco na Europa foi o Monsenhor Nicot, embaixador da
França em Portugal, de onde se derivou o nome de nicotina, dado à principal
toxina nele contida. O fumo, pelos danos que ocasiona ao organismo, é, por isso
mesmo, perigo para o corpo e para a mente…”- Examinando a Obsessão.
Os distúrbios provocados nos que se iniciam no vício, tais como tonteiras,
vômitos, perturbações bronquiais, são indício do envenenamento que o fumo
provoca e da luta que o organismo trava ao se defender para adaptar se ao mesmo.
Uma vez estabelecido o vício, a pessoa se torna vítima do tabagismo, uma doença
à qual se entrega, abdicando da própria vontade, incapaz de resistir à vontade
de fumar, que se transforma em ação obsessiva simples.

Que a ação do fumo seja ofensiva o demonstram as próprias propagandas que
alardeiam a utilização de filtros ou a consecução de cigarros com muito menos
nicotina. Mas além desta, ele contém outros venenos como: ácido tânico, omálico,
oxálico, amônia e outros que lhe imobilizam outras importantes defesas do
organismo. Sua ação se torna muito pior para aqueles que detêm certas
insuficiências orgânicas, acrescendo-as ainda mais. As mulheres, entretanto, são
as mais prejudicadas, por sua natureza mais delicada e sensível, principalmente
na gravidez, tornando-as mais propensas aos distúrbios da gestação. Além do
mais, são afetadas na própria fertilidade. O fumo” …Hábito vicioso, facilita a
interferência de mentes desencarnadas também viciadas, que se ligam em
intercâmbio obsessivo simples, a caminho de dolorosas desarmonias…” –
Examinando a Obessão
.

VÍCIO E VAMPIRISMO

Intercâmbio obsessivo simples, pois não influi no cunho moral do homem, nem o
avilta até a degradação completa, como acontece com o vício da embriaguez ou da
toxicomania. Mas se a pessoa se entregar em demasia ao hábito, poderá servir de
“piteira viva” para desencarnados também viciados, de natureza inferior que, ao
se servirem dele para satisfazer o vício de fumar, poderão influenciá-lo a fumar
muito mais e estabelecer com ele uma forma de simbiose prejudicial,
inoculando-lhe pensamentos deletérios, de ordem moral inferior, cuja
receptividade será tanto maior quanto mais fraquezas a pessoa possa ter.
Trata-se, enfim, de más companhias que, por sua influência perniciosa, poderão
acarretar deslizes morais perigosos e associações com delinqüentes e viciados.

Mas nem sempre tais influências provocam situações de domínio
caracterizáveis. O domínio psíquico tem diversas gradações e a pessoa pode
passar uma existência inteira a desviar-se do que se havia proposto antes de
reencarnar, sem aperceber se. Ao desencarnar, os vícios se tornam mais
dominantes, acarretando momentos de angústia muito cruciantes que impelem a
buscar a saciedade no vampirismo dos encarnados “…Infunde pena a angústia dos
desencarnados amantes da nicotina…”

O vício do fumo é uma porta aberta para o início das obsessões mais variadas
e, embora obsessão simples, pode servir de trampolim a outras de maior
gravidade, pela sujeição a espíritos atrasados. O viciado no fumo é mais uma
vítima de sua debilidade mental do que mesmo de uma invencível atuação
fisiológica, ele esquece-se de si mesmo e, por isso, aumenta progressivamente o
uso do cigarro, tentado continuamente pelo desejo insatisfeito, criando então
uma segunda natureza que se torna implacável e exigente carrasco.

Os efeitos perniciosos do cigarro transformam-se em enfermidades crônicas que
minam as defesas naturais e de proteção do organismo. Uma das mais conhecidas
enfermidades crônicas é a célebre “bronquite tabagista” ou a causada por
distúrbios próprios da “asma brônquica”, com a presença do incômodo pigarro, que
é produto da irritação constante causada pelo fumo às mucosas respiratórias. O
fumante inveterado vive com a faringe, a laringe, os brônquios, o estômago e
intestinos supercarregados de nicotina e de todos os derivados tóxicos do fumo,
obrigando a sua natureza à permanente vigilância, a fim de se poder manter em
relativo contato com os fenômenos da vida física exterior.

Portanto, como vimos, o fumo é um dos grandes responsáveis pela falência
moral do homem, visto que ele abre brechas para todos os tipos de obsessões.

Assim, para “largar o cigarro” é preciso readquirir o poder da vontade de que
se acha escravizado a ele. É na mente do homem que, antes de tudo, deve ser
empreendida uma campanha sadia contra o vício. Através de reflexões
inteligentes, deve ele se convencer da tolice de se submeter a prejuízos
físicos, psíquicos e econômicos, causados pelo cigarro, o charuto ou o cachimbo.

RETOMANDO O CONTROLE

Portanto, a ofensiva não deve ser iniciada contra o objeto do vício, que é o
fumo, mas no sentido de recuperar o comando mental perdido. Há que ser retomado
novamente o psiquismo diretor dos fenômenos de relação entre a alma e o meio. É
preciso que o homem se torne outra vez senhor absoluto dos seus atos,
desprezando as sugestões tolas e perniciosas do vício que o domina. É certo que
a libertação do vício de fumar seria muito mais difícil se, por afinidade de
vícios ou devido a qualquer desregramento moral, a criatura já estiver sendo
cercada por entidades de astral inferior, atraída para junto de si. Neste caso,
a libertação não só requer o domínio da própria vontade, como ainda a adoção de
um modo de vida que provoque o desligamento de outra vontade viciosa e livre, do
além-túmulo.

OS EFEITOS DO TABAGISMO

Assim como devasta a vontade e a lucidez, o cigarro ataca e destrói o
organismo, criando doenças e provocando disfunções.

Eis apenas alguns de seus efeitos:

Sistema Respiratório

Bronquite, Enfisema, Câncer pulmonar, Angina do peito, Laringite, Tosse,
Tuberculose, Traqueíte, Rouquidão.

Sistema Digestivo

Diminui a secreção gástrica, diminui o apetite e dificulta a digestão: úlcera
gastroduodenal; quilite (inflamação dos lábios), sialorréia (salivação
abundante); hepatite; aumento do ácido úrico, provocando a chamada Gota.

Sistema Circulatório

Arteriosclerose (20 cigarros ou mais por dia); varizes; flebite, isquemia;
úlceras varicosas; palpitação; mal de Buerger (trombose); aceleração de doenças
coronárias e cardiovasculares.

Sistema Nervoso

Uremia; Mal de Parkinson; vertigens; náuseas; dores de cabeça; nervosismo;
opressão.

Assim como o alcoolismo, a falta do fumo para o viciado gera ansiedade,
angústia etc.

Desencadeia crises, convulsões e espasmos. É a dependência mental, psíquica e
física.

POR QUE FUMAR?

O tabaco era usado na prática de feitiçarias, nas quais os indígenas
acreditavam que a fumaça afastava os “maus espíritos”. Como defumador, os pajés
jogavam folhas secas de tabaco no braseiro, ao mesmo tempo que invocavam os
deuses. Os nativos, com o tempo, passaram a fazer um rolo de folhas secas de
tabaco fumegantes, aspirando e tragando a fumaça demonstrando visível sensação
de prazer.

Hoje o fumo é consumido em larga escala, graças à herança daqueles costumes
nativos, porém sob a égide de mentiras comerciais douradas, condutoras à
exacerbação do consumo.

COMO PREVENIR

Na família, pelo exemplo. Na sociedade, pela educação, onde sejam
demonstrados os males do vício e na religião, pelo respeito devido ao corpo e à
vida.

Nosso organismo possui extraordinária capacidade de refazimento e de
recuperação. Estima-se, contudo, que a eliminação dos agentes nocivos do fumo no
corpo humano processa-se em período de tempo igual à duração do vício. Por
exemplo: quem fuma há 10 anos, se deixar o vício, levará aproximadamente outros
1 0 anos para extirpar completamente do seu corpo os sintomas negativos do fumo.

COMO DEIXAR DE FUMAR

A melhor maneira é fazê-lo de uma só vez, com extraordinária força de
vontade. Pegue seu maço de cigarros e jogue-o no lixo. É melhor passar alguns
dias de angústia, mas reprimir definitivamente o desejo de fumar do que
prolongar essa agonia indefinidamente até que um câncer pulmonar ou laríngeo
faça-o por você.

COMO O ESPIRITISMO VÊ O TABAGISMO

Como uma infeliz criação humana, dentre tantas… Por ser gerador de doenças
e dependência (viciação), promove graves distorções no corpo e no caráter,
refletindo-se em danos impressos no perispírito. E isso representará sofrimento
em vidas futuras, se não já a partir desta. O fumante, após desencarnar,
certamente irá ressentir-se da falta do fumo. Buscará desesperadamente
satisfazer o vício, só o conseguindo, tal como no processo de vampirismo, ou
seja, como o homem nunca está só, física ou espiritualmente; fixado no vício,
terá permanentemente companhia de encarnados e desencarnados sintonizados com
ele. Por outro lado, o Espiritismo oferece inestimável apoio ao viciado que
queira libertar-se, através da “Evagelho-terapia”, o tratamento pelo Evangelho,
a cura do espírito.

Sim, cuidando do corpo, cuida-se de uma fração episódica da existência do
indivíduo, porém, cuidando-se do espírito, cuida-se da erradicação do mal,
construindo-se uma obra para a eternidade!

Cada tendência negativa superada – entre as quais o alcoolismo – representará
mais um degrau alcançado na escada do progresso espiritual.

Nesse particular, o espiritismo representa poderoso estímulo à cura, pela
reforma íntima do indivíduo, pois o levará à reflexão e ao
conhecimento das conseqüências infelizes do tabagismo e alcoolismo em futuras
reencarnações. A ótica reencarnacionista, calcada na lógica, no bom senso e
principalmente na Justiça Divina, levará o homem a não assumir dívidas hoje para
resgate nas próximas vidas e nem a jogar espinhos na frente do seu caminho…

Tratamento para tabagismo na Federação Espírita de São Paulo
terças 14h e 19h30 sábados 16h
Rua Maria Paula, 140, Centro – Telefone: (11) 3115-5544

Referências:

  • CURTI, Rino – “Espiritismo e Obsessão”
  • KUHL, Eurípedes – “Tóxicos – Duas Viagens”

O livro “Malefícios do Fumo”é uma contribuição inestimável a todos aqueles
que desejam abandonar um vício que tanto mal traz às pessoas.

(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo, nº 07)

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