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Técnicas em Dinâmica de Grupo

Técnicas em Dinâmica de Grupo

Reunião informal de pequeno grupo com livre apresentação de idéias, sem
qualquer limitação quanto à exeqüibilidade. Possibilita o máximo de criatividade
e estímulo, permitindo o exame de alternativas para solução de problemas dentro
de uma atmosfera de reflexão e comunicação.

2. A técnica é útil para:

  1. Aprofundamento do estudo de um tema.
  2. Discussão de problemas e exame de soluções.
  3. Explorar novas possibilidades, assegurando idéias dinâmicas e novas que
    poderão ser aproveitadas.
  4. Tomada de decisão cujo cumprimento não seja urgente.
  5. Somente para avaliação do processo do grupo.

3. Use a técnica quando:

  1. O grupo não possuir mais de 15 membros ou use mini-grupos de 5.
  2. Os membros forem relativamente maduros e quando se conhecem o suficiente
    para dialogarem livremente.
  3. Houver uma atmosfera de liberdade de expressão.
  4. Não houver comprometimento com padrões e fórmulas usuais.
  5. Os membros do grupo possuírem flexibilidade para criar novas soluções ou
    apontar novas diretrizes.
  6. O grupo for homogêneo.
  7. O grupo tiver objetivos comuns.
  8. Houver tempo suficiente para abordar-se o problema com calma e método.

4. Como usar a técnica

  1. Conhecer a amplitude do problema a ser debatido, fixando as linhas de
    discussão e o tempo disponível para a reunião.
  2. Estabelecer um ambiente informal que facilite a comunicação e a cooperação
    entre os membros.
  3. Interpretar a técnica a ser usada na reunião.
  4. Escolher um encarregado para fazer as anotações e registros das idéias
    apresentadas.
  5. Esclarecer que são normas da discussão livre:
  • as idéias têm de ser expressas sem qualquer limitação quanto às
    possibilidades de execução.
  • as idéias só serão rejeitadas se não se relacionarem com o assunto em
    discussão, ou seja, podem ser desenvolvidas e detalhadas, mas Não restringidas
    (função do logicizador, conforme consta da relação de FUNÇÕES).

TG-02 – DISCUSSÃO 6/6, ou, PHILLIPS

1. Caracterização da técnica

Consiste no fracionamento de um grupo numeroso em pequenos grupos a fim de
facilitar a discussão. A denominação provém do fato de haver sido o método
difundido por J.D. Phillips, e por serem os pequenos grupos formados por 6
pessoas que discutem o assunto durante 6 minutos. Entretanto, essa
característica não é rígida, podendo o grupo alterar tanto o número como o
tempo, de acordo com a conveniência. A técnica permite a participação de todos
os presentes numa atmosfera informal; estimula a troca de idéias, encoraja a
divisão de trabalho e a responsabilidade; ajuda os membros a se libertarem de
suas inibições e participação num debate.

2. A técnica é útil para:

  1. Obter informações do grupo sobre seus interesses, problemas, etc.
  2. Levantar dados e sugestões dos participantes para aproveitamento no
    planejamento de atividades, programas, diretrizes.
  3. Criar um clima de receptividade que facilite o aprendizado.
  4. Analisar e buscar soluções para problemas.
  5. Maior participação operativa e efetiva de todos os membros do grupo.

3. Use a técnica quando:

  1. For conveniente diluir o formalismo de um grupo e criar um clima de
    cooperação e envolvimento pessoal dos membros.
  2. Desejarmos os níveis de participação e comunicação,
  3. For necessário reunirmos rapidamente as idéias, sugestões ou opiniões de
    um grupo.
  4. Desejarmos obter ou verificar se existe consenso.
  5. Desejarmos verificar cada membro com o grupo.
  6. Desejarmos estimular a discussão e o raciocínio.
  7. A natureza do assunto exigir sua discussão em grupos pequenos.
  8. Desejarmos obter uma visão pluridimensional do assunto.
  9. As condições físicas do ambiente permitirem o deslocamento de cadeiras e
    sua arrumação em círculos.
  10. Se pretender enfatizar a troca de experiências. A técnica é de pouca valia
    para difusão de informações, salvo se houver permutação entre os grupos.

4. Como usar a técnica

  1. Planejar, com antecedência, as perguntas, problemas ou roteiro de
    discussão que serão colocados aos subgrupos.
  2. Explicar ao grupo o funcionamento da técnica, sua finalidade, o papel e as
    atitudes esperadas de cada membro e o tempo disponível para a discussão.
  3. Dividir o grupo em subgrupos, aproveitando para colocar juntos os membros
    que ainda não se conheçam e evitar as “panelinhas”.
  4. Solicitar aos membros dos pequenos grupos que se apresentem, escolham um
    coordenador para os debates e um relator ou secretário para fazer as
    anotações.
  5. Cada grupo deve ser montado com um número de membros igual ao número de
    subgrupos. Isto possibilitará a rotação dos grupos como indicado em “h”.
  6. Distribuir cópias escritas dos assuntos a serem discutidos.
  7. Esclarecer qual o tempo disponível. O tempo pode ser prorrogado, se
    conveniente.
  8. Terminado o tempo, cada elemento de cada subgrupo receberá um número.
  9. Agora os subgrupos tornam a se reunir, mas todos os “1” num grupo; todos
    os “2” noutros; e assim por diante.
  10. Cada um apresentará para o subgrupo as conclusões do seu antigo subgrupo.
  11. Os relatores dos subgrupos (os dois) reunir-se-ão para elaborar um único
    relatório, que poderá ser oral ou escrito, para apresentá-lo ao grupão.

Obs. Fazer as trocas com o cuidado de romper as “panelinhas” e fazer as
“aproximações”. Pode ser feito um sistema de fracionamento do texto.

TG-03 – DRAMATIZAÇÃO, ou, ROLE PLAYING

1. Caracterização da técnica

  1. Consiste na encenação de um problema ou situação no campo das relações
    humanas, por duas ou mais pessoas, numa situação hipotética em que os papéis
    são vividos tal como na realidade. A síntese desses papéis é um dos aspectos
    mais importantes do método. Os que vão encenar devem compreender o tipo de
    pessoa que dever interpretar durante a dramatização. O resumo do papel deve
    conter apenas a condição emocional e as atitudes a serem adotadas, sem
    detalhes sobre aquilo que deverá ocorrer durante a apresentação.

Essa técnica permite a informalidade e assegura a participação psicológica do
indivíduo e do grupo; elimina as inibições e facilita a comunicação.

2. A técnica é útil para:

  1. Desenvolver a capacidade de relacionamento com outras pessoas através da
    compreensão da natureza do comportamento humano.
  2. Fornecer dados de relações humanas que podem ser utilizados para análise e
    discussão.
  3. Facilitar a comunicação, “mostrando” e não “falando”.
  4. Oportunidade para que os indivíduos “representem” seus problemas pessoais.
    Os que na vida real não puderam reconhecê-los, compreende-los, quando viverem
    em cena, irão reconhecer sua falta de habilidade para lidar com os outros,
    podendo aprender a enfrentar o seu problema ao vê-lo retratado no grupo.
  5. Criar no grupo uma atmosfera de experimentação e de possível criatividade.
  6. Despersonalizar o problema dentro do grupo. Quando apresentado em cena,
    abstraídas as personalidades dos executantes reais, há maior liberdade de
    discussão.

3. Use a técnica quando:

  1. Os padrões e o controle social do grupo são de molde a garantir um nível
    de comentário e discussão que não afetam psicologicamente os membros.
  2. O indivíduo reconhece a necessidade de aprofundar-se nos seus verdadeiros
    motivos, impulsos básicos, bloqueios e ajustamentos, a fim de aumentar sua
    eficiência como membro do grupo.
  3. Os “atores” sentem-se relativamente seguros a ponto de quererem “expor-se”
    ao grupo, ou seja, expor seus sentimentos, suas atitudes, suas frustrações,
    sua capacidade e suas aptidões.
  4. Sentir-se como coordenador ou instrutor, bastante seguro dos objetivos que
    pretende atingir ao usar a técnica.
  5. O alvo for mudar as atitudes de um grupo.
  6. Se deseja preparar um ambiente ideal para resolver problemas.

4. Como usar a técnica

  1. Apresentar ou definir o problema que será dramatizado.
  2. Fixar a simulação ou os aspectos específicos de relacionamento humano a
    serem enfatizados na dramatização.
  3. Definir ou apresentar quais os papéis necessários à encenação.
  4. Escolher os atores, os quais planejarão as linhas gerais de seu
    desempenho, ou seja, a condição emocional e as atitudes a serem adotadas, sem
    especificar o que deverá ser feito na encenação.
  5. Os próprios “atores” poderão armar o “palco” que dispensará excessivo
    mobiliário e roupagem, dando ênfase à descrição verbal da situação.
  6. Os “ensaios” terão caráter de reuniões preparatórias onde as
    características dos papéis serão examinadas, sem preocupação quanto à
    “perfeição da representação” dos atores.
  7. Determinar ou definir o papel de grupo a ser desempenhado durante e após a
    dramatização, o que conclui a escolha do tipo de debates que se seguirá, bem
    como a determinação dos aspectos que deverão ser avaliados.
  8. Realizar a dramatização em tempo suficiente para permitir a apresentação
    dos dados, evitando-se a demora excessiva.
  9. Se o instrutor achar conveniente, poderá consultar o grupo quanto ao seu
    interesse em repetir a dramatização com a inclusão de idéias e sugestões que
    forneçam novo material para aprofundamento de debate.
  10. Poderão, também, ser usados outros artifícios, como por exemplo, a
    substituição dos papéis (troca) para verificação de sentimentos e atitudes,
    possibilitando a um personagem “colocar-se na pele do outro”. É um jogo de
    reversibilidade, a favor e contra, ou tarefa invertida.

TG-04 – ENTREVISTA

1. Caracterização da técnica

Consiste numa rápida série de perguntas feitas por um entrevistador, que
representa o grupo, a um especialista em determinado assunto. Este, geralmente,
não pertence ao grupo, ao contrário do entrevistador que é membro dele. É menos
formal que a preleção e mais formal que o diálogo.

2. A técnica é útil para:

  1. Obter informações, fatos ou opiniões sobre algum assuntos de importância
    para o grupo.
  2. Estimular o interesse do grupo por um tema.
  3. Conseguir maior rendimento de um especialista que seja versátil ao falar
    sozinho perante um grupo.

3. Use a técnica quando:

  1. O grupo é numeroso, o que tornaria ineficiente o interrogatório
    indiscriminado dos membros do grupo ao entrevistador.
  2. Outras técnicas forem desaconselhadas.
  3. Um dos membros do grupo (entrevistador) possuir boa capacidade de relações
    humanas ou de comunicação e segurança para poder obter as informações
    desejadas do especialista.
  4. A técnica poderá ser utilizada com um elemento novo no grupo.

4. Como usar a técnica

  1. Convidar um especialista no assunto.
  2. Indicar um entrevistador, que organizará com o especialista um
    questionário e fixará a duração e a maneira de conduzir a entrevista. O
    entrevistador poderá obter do grupo os temas principais a serem enfocados e
    deverá atuar como intermediário entre o grupo e o especialista.
  3. A entrevista deverá ser mantida em tom de conversa e as perguntas devem
    ser formuladas de forma a evitar respostas do tipo “sim” ou “não”.
  4. Manter as perguntas ao nível de entendimento geral do grupo. O
    entrevistador, por sua vez, evitará a terminologia técnica que não esteja ao
    alcance do grupo.

TG-05 – GRUPO DE COCHICHO, ZUM-ZUM ou FACE A FACE

1. Caracterização da técnica

Consiste na divisão do grupo em subgrupos de dois membros que dialogam, em
voz baixa, para discutir um tema ou responder uma pergunta, sem requerer
movimento de pessoas. Após, é feita a apresentação dos resultados do grupão. É
um método extremamente informal que garante a participação quase total, sendo de
fácil organização.

 

2. A técnica é útil para:

 

  1. Comentar, apreciar e avaliar, rapidamente, um tema exposto.
  2. Sondar a reação do grupo, saber o que ele quer.
  3. A consideração de muitos aspectos distintos do assunto.

 

3. Use a técnica quando:

 

  1. O número de participantes for, no máximo, 50 pessoas.
  2. Desejar obter maior integração do grupo.
  3. Quiser criar o máximo de oportunidades para a participação individual.
  4. For necessário “quebrar o gelo” dos participantes.

 

4. Como usar a técnica

 

  1. Dividir o grupão em subgrupos de dois membros, dispostos um junto do outro
    (lado ou frente).
  2. Explicar que os grupos de cochicho dispõem de tantos minutos para discutir
    o assunto, após o que um dos membros exporá o resultado ao grupão, na ordem
    que for convencionada.
  3. Apresentar a questão e conduzir as exposições, que serão feitas, após o
    cochicho, de forma objetiva e concisa.

TG-06 – GV-GO

1. Caracterização da técnica

Consiste na divisão do grupo em dois subgrupos (GV = grupo de verbalização;
GO = grupo de observação). O primeiro grupo é o que irá discutir o tema na
primeira fase, e o segundo observa e se prepara para substitui-lo.. Na segunda
fase, o primeiro grupo observa e o segundo discute. É uma técnica bastante fácil
e informal.

2. A técnica é útil para:

  1. Análise de conteúdo de um assunto-problema.
  2. introdução de um novo conteúdo.
  3. Conclusão de estudo de um tema.
  4. Discussão de problema e exame de solução.
  5. Estimular a participação geral do grupo.
  6. Estimular a capacidade de observação e julgamento de todos os
    participantes. Para isso cada participante do GO deve cumprir um papel na
    observação, buscando encontrar aspectos positivos e negativos na objetividade
    e operatividade do GV.
  7. Levar o grupo a um consenso geral.
  8. Desenvolver habilidades de liderança.

3. Use a técnica quando:

  1. O número de participantes for relativamente pequeno.
  2. Já houver um bom nível de relacionamento e de comunicação entre os membros
    do grupo.
  3. For necessário criar uma atmosfera de discussão.
  4. For conveniente diluir o formalismo do grupo.
  5. Desejarmos estimular a discussão e o raciocínio.

4. Como usar a técnica

  1. O coordenador propõe o problema e explica o qual o objetivo que pretende
    com o grupo.
  2. Explica como se processará a discussão e fixa o tempo disponível
  3. O grupo é dividido em dois.
  4. Um grupo formará um círculo interno (GV) e o outro um círculo externo
    (GO).
  5. Apenas o GV debate o tema. O GO observa e anota.
  6. Após o tempo determinado, o coordenador manda fazer a inversão, passando o
    grupo interno para o exterior e o exterior para o interior.
  7. Após as discussões, o coordenador poderá apresentar uma síntese do assunto
    debatido. Poderá ser, inicialmente, marcado um “sintetizador”.

TG-07 – LEITURA DIRIGIDA

1. Caracterização da técnica

É o acompanhamento pelo grupo da leitura de um texto. O coordenador fornece,
previamente, ao grupo uma idéia do assunto a ser lido. A leitura é feita
individualmente pelos participantes, e comentada a cada passo, com supervisão do
coordenador. Finalmente o coordenador dá um resumo, ressaltando os pontos chaves
a serem observados.

2. A técnica é útil para:

  1. Apresentar informações para o grupo.
  2. Introduzir um conteúdo novo dentro do programa.
  3. A interpretação minuciosa de textos, rotinas, etc.

3. Use a técnica quando:

  1. O tema puder ser apresentado por escrito, com número de cópias ou
    exemplares suficientes para todos os membros do grupo.
  2. Há interesse do grupo em aprofundar o estudo de um tema.
  3. A participação geral não for o objetivo principal.

 

4. Como usar a técnica

 

  1. Providenciar número de exemplares ou cópias igual ao número de
    participantes.
  2. O círculo continua sendo a melhor maneira de dispor o grupo.
  3. Oferecer inicialmente ao grupo uma idéia geral do assunto a ser explorado.
  4. Comentar os aspectos relevantes do tema.
  5. Se houver tempo, primeiro fazer uma leitura geral, e só então fazer a
    leitura ou parágrafo a parágrafo.
  6. Após a leitura, é saudável uma discussão em grupo.

TG-08 – PAINEL COM INTERROGATÓRIO

1. Caracterização da técnica

Um pequeno grupo de especialistas em determinado assunto discute e é
interrogado por uma ou mais pessoas, geralmente sob a coordenação de um
moderador. Trata-se de uma variação de técnica de discussão em painel. Dele
participam três a cinco pessoas, o moderador e os interrogadores. A discussão é
informal, mas as respostas devem ser dadas com a máxima precisão. O
desenvolvimento do assunto baseia-se na interação entre o interrogador e o
painel.. As perguntas devem ser objetivas.

2. A técnica é útil para:

  1. Despertar o interesse do grupo para um tema.
  2. Discutir um grande número de questões, num curto espaço de tempo
  3. Apresentar diferentes aspectos de um assunto complexo.
  4. Aproveitar a experiência de alguns membros do grupo.
  5. Conseguir detalhes de algum assunto ou problema.

3. Use a técnica quando:

  1. O número de participantes é muito grande.
  2. Os integrantes do painel (moderadores e interrogadores) puderem ser
    escolhidos entre os membros do próprio grupo.
  3. O grupo estiver interessado em aprofundar o tema.

 

4. Como usar a técnica

 

  1. Selecionar com antecedência o moderador, os interrogadores e o painel.
  2. O moderador deve reunir-se com os interrogadores para fixar a orientação.
  3. Na reunião, o moderador apresenta ao grupo os integrantes do painel.
  4. A seguir apresenta sucintamente o assunto e explica a técnica.
  5. Os interrogadores devem iniciar o interrogatório, expressando as perguntas
    de maneira clara e concisa. O êxito das discussões depende dos interrogadores,
    que têm grande responsabilidade na condução dos debates, tanto do ponto do
    encadeamento da idéia, como do nível de detalhe a que se deve chegar.
  6. O moderador intervirá quando houver necessidade de aprofundar um aspecto
    abordado, esclarecer um ponto obscuro, pedir a repetição de uma pergunta ou de
    uma resposta não compreendida, interpelar algum membro do painel que estiver
    sendo prolixo, fugindo do tema central ou interpretando mal seu papel.
  7. Ao final do interrogatório, o moderador apresenta uma síntese ou simula
    geral.

TG-09 – PAINEL INTEGRADO

1. Caracterização da técnica

Constitui uma variação da técnica de fracionamento. O grande grupo é dividido
em subgrupos que são totalmente reformulados após determinado tempo de
discussão, de tal forma que cada subgrupo é composto por integrantes de cada
subgrupo anterior. Cada participante leva para o novo subgrupo as conclusões
e/ou idéias do grupo anterior, havendo assim possibilidades de cada grupo
conhecer as idéias levantadas pelos demais. A técnica permite a integração de
conceitos, idéias, conclusões, integrando-os.

2. A técnica é útil para:

  1. Introduzir assunto novo.
  2. Integrar o grupo.
  3. Explorar um documento básico sobre determinado assunto.
  4. Obter a participação de todos.
  5. Familiarizar os participantes com determinado assunto.
  6. Continuar um debate sobre tema apresentado anteriormente sob a forma de
    preleção, simpósio, projeção de slides ou filmes, dramatização, etc ….
  7. Aprofundar o estudo de um tema.

3. Use a técnica quando:

  1. Trabalhar com grupos de 15 pessoas, no mínimo.
  2. Desejar proporcionar contato pessoal entre os membros do grupão.
  3. Quiser diluir o formalismo do grupo.
  4. Houver um interesse em elevar de níveis de participação e comunicação.
  5. Desejamos obter uma visão do assunto sob vários ângulos.
  6. O tempo for limitado.
  7. Houver possibilidade de deslocamento de cadeiras e de sua arrumação em
    círculos.

4. Como usar a técnica

  1. Planeje com antecedência o tema e a aplicação da técnica em função do
    número de participantes, natureza do assunto, tempo disponível, espaço
    existente, etc….
  2. Explique ao grupo o funcionamento da técnica, o papel e as atitudes
    esperadas de cada membro e o tempo disponível.
  3. Divida o grupo em subgrupos. Apresenta as questões ou o tema para
    discussão. Esclareça que todos devem anotar as idéias e conclusões do grupo
    para transmita-las aos demais grupos.
  4. Formar novos grupos integrados por elementos de cada um dos grupos
    anteriores, elegendo um relator para cada um, com o fim de apresentar as
    conclusões ao grupão.
  5. Faça um sumário das conclusões dos grupos e permita que estas sejam
    discutidas para se chegar ao consenso.

TG-10 – PAINEL PROGRESSIVO

1. Caracterização da técnica

Consiste no trabalho individual que progride para o grande grupo através da
formação sucessiva de grupos que se constituem pela junção de grupos formados na
etapa anterior, que vão aumentando até se fundirem num só (plenário). Em cada
etapa sucessiva os grupos devem retomar as conclusões da etapa anterior a fim de
desenvolvê-las, harmonizando-as.

2. A técnica é útil para:

  1. Aprofundar o conhecimento de um tema pelas diferentes visões e maneiras de
    abordá-lo e tratá-lo.
  2. Fazer com que os participantes entendam o tema.
  3. Integrar o grupo.
  4. Introduzir um conteúdo novo.
  5. Obter a participação de todos os membros do grupo.
  6. Obter conclusões do grupo acerca de um assunto-problema.
  7. Prosseguir o debate sobre um assunto anteriormente apresentado sob a forma
    de audiovisual, dramatização, palestra, etc.

3. Use a técnica quando:

  1. Trabalhar com grupos de 15 pessoas, no mínimo.
  2. For conveniente quebrar o formalismo do grupo.
  3. Desejarmos obter o consenso grupal acerca do tema quer esteja sendo
    estudado.
  4. Desejarmos incrementar a discussão, possibilitando a todos darem a sua
    contribuição.
  5. As condições físicas do ambiente permitirem o deslocamento de cadeiras e
    sua disposição em círculo.
  6. Se pretender valorizar a contribuição pessoal de cada membro e a troca de
    experiências.

 

4. Como usar a técnica

 

  1. Planeje com antecedência a reunião em que aplicará a técnica, em função do
    tema, do número de participantes, to tempo, etc.
  2. Após a apresentação do problema ou distribuição das cópias do assunto a
    ser discutido a todos os participantes, explique o funcionamento da técnica em
    suas várias etapas, como p.e.:

    1. Leitura individual do texto ou resposta por escrito a uma questão feita.
    2. Grupamento de dois ou mais membros que analisam, discutem e elaboram uma
      conclusão com base nas contribuições individuais.
    3. Grupamento cujo número de membros seja múltiplo do número de integrantes
      dos grupos anteriores, trabalhando as conclusões anteriores, listando-as e
      aglutinando-as.
    4. Conclusões gerais do grupão (plenário).
  3. número de etapas e o tempo de duração de cada é limitado pelo número de
    participantes e pelo assunto a ser debatido.

TG-11 – SEMINÁRIO

1. Caracterização da técnica

Grupo reduzido investiga ou estuda intensamente um tema em uma ou mais
sessões planificadas, recorrendo a diversas fontes originais de informação. É
uma forma de discussão em grupo de idéias, sugestões, opiniões. Os membros não
recebem informações já elaboradas, mas investigam com seus próprios meios em um
clima de colaboração recíproca. Os resultados ou conclusões são de
responsabilidade de todo o grupo e o seminário se conclui com uma sessão de
resumo e avaliação. O seminário é semelhante ao congresso, porém tem uma
organização mais simples e um número mais limitado de participantes, sendo,
porém, este grupo mais homogêneo.

2. A técnica é útil para:

  1. Levantar problemas.
  2. Estimular a discussão em torno de um tema.
  3. Conduzir a conclusões pessoais, não levando necessariamente a conclusões
    gerais e recomendações.
  4. Estudar em grupo idéias, opiniões e sugestões de interesse de um
    determinado grupo.
  5. Propiciar a troca de experiências entre grupos com um mesmo interesse ou
    conhecimento.

3. Use a técnica quando:

  1. O grupo for pequeno e apresentar certa homogeneidade.
  2. Os membros do grupo tiverem interesses e objetivos comuns.
  3. O coordenador tiver bastante habilidade para conduzir o debate.
  4. Não existir marcantes diferenças de conhecimento entre os membros do
    grupo.
  5. Se pretender dar ênfase ao conteúdo a ser debatido e a troca de
    experiências entre os membros.
  6. Se desejar formar um consenso geral sobre determinados assuntos ou
    problemas.

4. Como usar a técnica

  1. Planejar o desenvolvimento dos temas, fixando os objetivos da discussão
    antes de iniciá-la.
  2. Não são fornecidos aos participantes informações já elaboradas.
  3. Podem ser realizadas várias sessões para o exame do assunto ou problema.
  4. Concluir com uma sessão de resumo e avaliação.

TG-12 – SIMPÓSIO

1. Caracterização da técnica

Consiste na exposição sucessiva sobre diferentes aspectos ou fases de um só
assunto ou problema, feita por uma equipe selecionada (3 a 5 pessoas) perante um
auditório, sob a direção de um moderador. O expositor não deve ultrapassar a 20
minutos na sua preleção e o simpósio não deve ir além de hora e meia de duração.
Ao final do simpósio, o auditório poderá participar em forma de perguntas
diretas.

2. A técnica é útil para:

  1. Obter informações abalizadas e ordenadas sobre os diferentes aspectos de
    um tema.
  2. Apresentar fatos, informações, opiniões, etc., sobre um mesmo tema.
  3. Permitir a exposição sistemática e contínua acerca de um tema.
  4. Discussões em que os objetivos são muito mais a aquisição de elucidações
    do que propriamente a tomada de decisões.
  5. O exame de problemas complexos que devam ser desenvolvidos de forma a
    promover a compreensão geral do assunto.

3. Use a técnica quando:

  1. Não houver exigência de interação entre os participantes.
  2. Os padrões do grupo e a identidade entre seus membros forem de tal ordem
    que tornem aceitável uma técnica de exposição formal.
  3. A formalidade das exposições não prejudicarem a compreensão do conteúdo do
    tema.
  4. Os membros do grupo forem capazes de integrar, num todo homogêneo, as
    idéias apresentadas por diferentes pessoas nas diversas partes da exposição.
  5. O grupo não for julgado bastante maduro para superar possíveis conflitos
    gerados numa discussão livre sobre um assunto relativamente complexo.
  6. Houver interesse em se colocar diferentes pontos de vista sobre um
    assunto.
  7. O número de participantes é muito grande para permitir o interesse total
    do grupo.

4. Como usar a técnica

  1. Selecionar e convidar os expositores do simpósio. Estes não devem ter
    idéias preconcebidas e devem apresentá-las sem paixão.
  2. O moderador deve reunir-se previamente com os oradores para garantir o
    acordo sobre o fracionamento lógico do assunto, identificar as áreas
    principais e estabelecer s horários.
  3. Na reunião, o moderador deve apresentar os integrantes do simpósio, expor
    a situação geral do assunto e quais as partes que serão enfatizadas por cada
    expositor, criar atmosfera receptiva e motivar o grupo para as exposições.
  4. Os integrantes do simpósio devem fazer apresentações concisas e bem
    organizadas dentro do tempo estabelecido.
  5. O moderador poderá, quando oportuno, conceder a cada integrante do
    simpósio, um certo tempo para esclarecimentos e permitir que um participante
    possa formular uma ou duas perguntas a outro expositor.

TG-13 – ENCADEAMENTO DE IDÉIAS

1. Caracterização da técnica

Discussão com grupos entre 12 e 30 pessoas, sobre assunto já trabalhado com
todo o grupo. Possibilita recordação agradável e estimulante exercício mental.

2. A técnica é útil para:

  1. Aprofundar o estudo de um tema.
  2. Obter dados sobre o nível de informação e compreensão individual do
    assunto.
  3. Agilização do raciocínio.
  4. Estimular o interesse do grupo sobre o tema.
  5. Estimular a participação geral do grupo.
  6. Discutir grande número de questões em pouco tempo.

3. Use a técnica quando:

  1. O grupo possuir entre 12 e 30 membros.
  2. O grupo já domine o assunto e houver interesse em revisão.
  3. Desejarmos a participação de todos os membros do grupo.
  4. Desejarmos identificar cada membro do grupo.
  5. Desejarmos estimular e agilizar o raciocínio.

4. Como usar a técnica

  1. Organizar duas fileiras de cadeiras, voltadas face a face.
  2. A dinâmica se inicia com o primeiro da fileira direita fazendo uma
    pergunta ao primeiro da esquerda.
  3. Respondida a questão, o segundo da direita usará a resposta dada para
    formular a sua pergunta ao segundo da esquerda, mantendo o encadeamento da
    idéia. E assim sucessivamente.
  4. Terminado, volta-se ao início, mas agora invertendo as posições.
  5. Tanto as perguntas como as respostas devem ser feitas e dadas rapidamente,
    de forma concisa, não havendo intervalo entre
    pergunta-resposta-pergunta-resposta-….

TG-14 – TEMPESTADE CEREBRAL

1. Caracterização da técnica

É uma técnica de produção de idéias ou de soluções de problemas em grupo.
Possibilita o surgimento de aspectos ou idéias que não iriam ser, normalmente,
levantadas. Na prática não deve ser estabelecida nenhuma regra ou limite,
eliminando assim todos os prováveis bloqueios ao “insight”.

2. A técnica é útil para:

  1. Desenvolver a criatividade
  2. Liberar bloqueios de personalidade.
  3. Vencer a cegueira intelectual que nos impede de vê as mil e uma soluções
    de cada problema.
  4. Criar um clima de otimismo no grupo.
  5. Desenvolver a capacidade de iniciativa e liderança.

3. Use a técnica quando:

  1. Não estiver encontrando idéias para novas iniciativas.
  2. Não estiver encontrando solução para algum problema.
  3. Precisar que o grupo comprove sua capacidade de abrir caminhos e produzir
    soluções.
  4. Precisar romper bloqueios criados na personalidade do grupo ou de membro
    do grupo.

4. Como usar a técnica

  1. Disponha o pessoal como for possível, de preferência em círculo.
  2. Crie um clima informal e descontraído de esportividade e muita
    espontaneidade.
  3. Suspenda (proíba mesmo) críticas, julgamentos, explicações. Só vale
    colocar a idéia.
  4. Levar todos a romper com sua auto-censura, expondo o que lhe vier a
    cabeça, sem pré-julgar.
  5. Pedir que emitam idéias em frases breves e concisas.
  6. Todos devem falar alto, sem ordem preestabelecida, mas um de cada vez.
  7. Proibir cochichos, risinhos e conversas paralelas.

Obs.- No grupo de 20 pessoas, o número de sugestões dadas em cinco minutos é
100. Sinal de que o grupo é criativo. Não desanimar se nos primeiros exercícios
ficarem muito aquém deste número. Tudo é questão de treino.

TG-15 – DISCUSSÃO CIRCULAR

1. Caracterização da técnica

É um processo de encadeamento de aspectos dentro de uma mesma idéia. Oferece
oportunidade ao raciocínio rápido e comprovação do entendimento do assunto.

2. A técnica é útil para:

  1. Agilizar o raciocínio individual.
  2. Rápida revisão do assunto.
  3. Comprovação do entendimento e dos pontos falhos.
  4. Dar oportunidade a todos de expressarem seu entendimento ou dívida.

3. Use a técnica quando:

  1. O estudo de um assunto estiver completo.
  2. Desejar rever um assunto.
  3. Desejar reforçar o conteúdo de um assunto.
  4. Precisar estimular o raciocínio encadeado.
  5. For preciso anotar os atos falhos sobre um assunto.

4. Como usar a técnica

  1. Apresente uma pergunta de forma clara e condensada.
  2. Verifique se todos entenderam a questão apresentada.
  3. Explique que cada um deve apresentar um aspecto novo sobre a pergunta
    feita, ou seja, não vale repetir coisas já faladas.
  4. Cada um tem um minuto, no máximo, para se expressar.
  5. Após apresentar a pergunta e fazer os esclarecimentos que se fizerem
    necessários, pedir a alguém que se apresente para iniciar a rodada.
  6. Após ele, o do seu lado é que deve continuar, não devendo ser permitido
    “saltar” para outro.
  7. Ninguém deve interromper ou responder a uma crítica enquanto não chegar a
    sua vez.
  8. A “discussão circular” continua até que todos achem que nada mais há a
    acrescentar, ou até esgotar o tempo previsto.
  9. Após a primeira rodada, em que todos devem participar, pode ser pedida a
    dispensa da palavra com um: “passo”.

TG-16 – TÉCNICA DE RUMINAÇÃO

1. Caracterização da técnica

Possibilita fundir o esforço individual com o do grupo, no entendimento de um
texto. Leva a uma leitura cuidadosa, minuciosa e profunda do texto, de forma
individual.

2. A técnica é útil para:

  1. Habituar a leu um texto com o máximo de atenção.
  2. Habituar a ler compreensivamente.
  3. Exercitar a apreender detalhes de um texto.
  4. Exercitar a apreender os aspectos gerais de um texto.

3. Use a técnica quando:

  1. Não souber as condições do grupo em apreender um texto.
  2. Quiser treinar leitura e interpretação de texto.
  3. Quando grupo tiver um mínimo de condições de leitura.
  4. O assunto exigir aprofundamento.

4. Como usar a técnica

  1. Distribuir o texto entre os participantes, solicitando-se que o mesmo seja
    lido integralmente e de uma só vez, pelo que o referido texto não deve ser nem
    muito longo nem muito sintético.
  2. Após esta primeira leitura, os participantes são convidados a uma segunda
    leitura, devendo ser anotadas as partes não compreendidas, bem como aquelas
    compreendidas e consideradas significativas ou fundamentais do texto.
  3. Após esta segunda leitura, será levado a efeito um trabalho de
    esclarecimento quanto às partes não compreendidas, com a cooperação de todo o
    grupo e o coordenador. Cada participante expõe suas dúvidas, que o grupo
    procurará esclarecer, sendo que, quando a mesma não conseguir, o orientador o
    fará.
  4. Terminados os esclarecimentos, será feita uma terceira leitura em que cada
    participante fará um questionário a respeito do texto, indicando:

    1. dúvidas que o texto tenha sugerido;
    2. dúvidas paralelas que a leitura tenha suscitado;
    3. interpretação geral do texto e suas intenções;
    4. questões outras que o texto possa sugerir.
  5. Os participantes, a seguir, se reunirão em grupos de 3 a 5 pessoas e
    discutirão as suas dúvidas, reduzindo-as a uma só relação.
  6. A seguir, cada grupo apresentará as suas dúvidas ou questões que serão
    discutidas por todos.
  7. Finalmente, após o término do momento anterior, o orientador fará uma
    apreciação do trabalho desenvolvido, completando-o se necessário.

TG-17 – PAINEL DUPLO

1. Caracterização da técnica

Possibilita despertar aspectos sobre o tema que não foram trabalhados. Pode
ser usada mesmo após uma palestra, leitura, filme, etc.

2. A técnica é útil para:

  1. Desenvolver a capacidade de pensar e raciocinar logicamente.
  2. Procurar entender o ponto de vista de outra pessoa.
  3. Obrigar pessoas muito seguras de seu ponto de vista a analisarem
    logicamente sua posição e a posição contrária.
  4. Desenvolver a capacidade de argumentação lógica.
  5. Convencer determinado tipo de pessoa de que sua posição é mais sólida
    emocionalmente do que racionalmente.

3. Use a técnica quando:

  1. Os temas não forem aceitos uniformemente pelo grupo.

4. Como usar a técnica

  1. Pede-se a cooperação de sete pessoas que formam dois mini-grupos, um
    defendendo uma tese e o outro a contestando ou defendendo o contrário.
  2. Invertem-se os papéis. O ataque passa à defesa e a defesa passa ao ataque.
  3. O grande grupo pode manifestar-se, apoiando as teses que achar mais
    corretas.
  4. O tempo todo alguém funciona como moderador.

TG-18 – FÓRUM

1. Caracterização da técnica

A técnica é boa para garantir a participação de grande número de pessoas,
sobre temas contraditórios, embora alguns participem como observadores do
debate.

2. A técnica é útil para:

  1. Dinamizar o grupo.
  2. Desenvolver a capacidade de raciocínio.
  3. Desenvolver a logicidade.
  4. Ensinar a saber vencer e a saber perder.
  5. Desenvolver a capacidade de aceitar pontos de vista contrários.
  6. Desenvolver a imparcialidade de julgamento.

3. Use a técnica quando:

  1. Quiser treinar o grupo a não se envolver emocionalmente na questão,
    desenvolvendo a racionalidade.
  2. Quiser despertar a participação da assembléia através de depoimentos.
  3. Desejar discutir temas controvertidos.

4. Como usar a técnica

  1. Escolha três participantes: um defende, o outro contesta o tema, e o
    terceiro coordena.
  2. A assembléia deve participar, colocando-se de um lado ou de outro.
  3. No final, o moderador oferece uma conclusão.

Obs.- Para aumentar a participação pode-se constituir um corpo de auxiliares
da defesa e da acusação, e um júri.

TG-19 – MESA REDONDA

1. Caracterização da técnica

Poucas pessoas dispondo de tempo para discutir um assunto, em igualdade de
condições.

2. A técnica é útil para:

  1. Discutir ou refletir sobre um tema ou situação-problema.
  2. Obter a participação de todos (num grupo pequeno).
  3. Chegar a uma decisão participativa e, quando possível, unânime.
  4. Levar os participantes a assumir responsabilidades. Participação na
    decisão é garantia de colaboração.

3. Use a técnica quando:

  1. Procura sincera do diálogo.
  2. Igualdade entre os participantes.
  3. Universo comum de comunicação.
  4. Definição clara do tema ou problema e do objetivo a que se quer chegar.

4. Como usar a técnica

  1. Pequeno número de participantes, sentados em um círculo, em igualdade de
    condições.
  2. Discussão livre entre si sobre o tema proposto.
  3. Coordenação bem livre.

TG-20 – GRUPO PAC

1. Caracterização da técnica

A Análise Transacional estabelece três estados do EU que chama de:

PAIS, ADULTO, CRIANÇA.

A atividade típica dos PAIS incluem passar sermões, tomar conta dos outros,
alimentar, punir, criticar, apiedar-se, julgar e dar ordens.

O melhor indício para a descoberta de quando um indivíduo está agindo com o
estado do EU-PAIS é observá-lo quando fala. Geralmente está usando as
expressões: Você deve, você precisa, isto está certo, sempre…, nunca…

Tem os braços cruzados sobre o peito e o dedo em riste.

O estado do EU-CRIANÇA é facilmente identificável por expressões emotivas
como: Puxa! Eu quero! Viva! Legal!.

Quando a pessoa está no estado do EU-CRIANÇA está sorrindo, rindo, chorando,
tem explosões emotivas, mete-se em confusões, diverte-se e faz os outros
divertirem.

O estado do EU-ADULTO é objetivo, calmo, tranqüilo.. O adulto usa expressões
que revelam dar informação, fazer perguntas, resolver problemas e discutir
racionalmente.

De uma maneira geral é possível, ao interpretar conversas rotineiras,
identificar o estado do EU que está dominando a pessoa.

Assim:

“Dois alunos de uma escola, Maria e João, foram apanhados matando aula. Como
agiriam os Eus para dizer: Pegaram o João e a Maria matando aula?

PAIS – Este mundo está perdido. Que desavergonhados.

ADULTO – Você viu realmente?

CRIANÇAS – Puxa! Que azar o deles.

Utilizamos a técnica em aula, formando três grupos distintos – o grupo
judicioso (PAIS), o grupo computador (Adulto) e o exemplificador (CRIANÇA).

2. Como usar a técnica

  1. Convém organizar com antecedência: os conceitos, as informações, as
    definições e as frases.
  2. Dada uma unidade de estudo, formam-se três grupos: grupo judicioso (PAIS),
    grupo computador (ADULTO) e grupo exemplificador (CRIANÇA).
  3. É oferecido ao grupo uma série de dados: conceitos, definições,
    informações incompletas (mas não erradas).
  4. O coordenador lê o conceito (incompleto) e o grupo computador deve
    reformular o conceito.
  5. Reformulado o conceito, o grupo exemplificador dá exemplos que ilustram o
    conceito.
  6. A seguir o grupo judicioso julga o conceito e o exemplo.
  7. Convém, depois de analisados 3 ou 4 conceitos, fazer um rodízio de grupos.
  8. Os grupos poderão ser avaliados em função das respostas dadas.

Para isso deverá ser organizado um GTA (Grupo de Trabalho de Avaliação) que
anotará e dará nota aos grupos.

TG-21 – JÚRI PEDAGÓGICO

1. Caracterização da técnica

A técnica possibilita o treinamento de respostas a questões propostas,
levando o grupo a uma atenção quanto a confirmação ou rejeição às respostas
oferecidas.

2. A técnica é útil para:

  1. Treinar o disciplinamento do pensamento.
  2. Treinar o questionamento a questões.
  3. Treinar a habilidade em responder questões.
  4. Desenvolver a percepção do “endosso” ou do “protesto” a questões
    apresentadas.
  5. Desenvolver a capacidade de argumentação.
  6. Desenvolver a capacidade de síntese e de ordenação do pensamento

3. Use a técnica quando:

  1. O dirigente tiver inicialmente desenvolvido um trabalho dirigido que possa
    alcançar os objetivos propostos.
  2. For possível elaborar questões com soluções que abranjam poucas operações,
    propiciando o necessário reforço pela satisfação do acerto.
  3. Puder preparar um gabarito preciso e conciso em cada resposta (de
    preferência do livro-texto).

4. Como usar a técnica

  1. Os evangelizandos foram distribuídos em: Grupo A versus Grupo B ou Meninos
    versus Meninas ou ímpares versus Pares. A disposição dos candidatos ou grupos,
    nas mesas, será dada ou orientada pelo Juiz.
  2. Cada evangelizando deverá estar munido com o material de estudo e bem
    informado sobre a atividade.
  3. O evangelizador indica um exercício para ser resolvido e marca o tempo de
    resolução.
  4. Terminado o tempo, o Juiz (geralmente o evangelizador ou um bom
    evangelizando) indica um da equipe A para responder.
  5. Assim que houver a resposta, o seu advogado (da equipe A), diz: endosso
    (isto é, concordo com a resposta).
  6. O advogado opositor (equipe B), se concordar com a resposta, diz:
    confirmo. Se não concordar, diz: Protesto.
  7. Se o endosso for certo, a equipe A ganha um ponto. Se o endosso for
    errado, o juiz propõe uma rebatida ao plenário, que terá a oportunidade de
    reconsiderar a questão. O primeiro que se manifestar e corrigir o erro, seja
    da A ou da B, ganha um ponto para si cinco (5) pontos, e para o grupo um
    ponto.
  8. Se o advogado opositor protestar o erro endossado, ele deverá indicar um
    componente do seu grupo para responder. Se a resposta for certa, o grupo ganha
    um ponto e ganha a vez da saída para a próxima questão.
  9. Se o advogado protestar o certo (ou o errado), dar-se-á o debate entre os
    advogados, e o que vencer, mostrando o certo, ganhará para si cinco pontos e
    cinco para o grupo.
  10. Poderá haver continuidade do processo em duas ou mais reuniões, se o
    conteúdo o permitir.
  11. Deverá haver rodízio de advogados, promotores e juiz.
  12. É aconselhável, caso haja avaliação, converter os pontos obtidos em notas
    de aproveitamento.
  13. No manejo da classe, no trabalho, o juiz deverá mencionar o evangelizando
    que deve responder, assim: Aluno 3, na mesa 2, responda. Se a resposta não for
    dada de imediato, o evangelizando não terá direito de recorrer ao seu
    advogado, perdendo um ponto e a vez.

ESQUEMA DE ORGANIZAÇÃO DA SALA

Promotor JUIZ Promotor

Advogado Advogado

Mesa 1 Mesa 6

Mesa 2 Mesa 5

Mesa 3 Mesa 4

TG-22 – TÉCNICA DO RUMOR OU DO BOATO OU CLÍNICA DO RUMOR

1. Caracterização da técnica

Teve origem por ocasião da Segunda Guerra Mundial, a fim de fazer frente aos
inúmeros boatos surgidos em conseqüências desse fato.

2. A técnica é útil para:

    1. Treinar a percepção da comunicação livre dos bloqueios, ruídos,
      filtragens, que põem obstáculos não só ao relacionamento dos membros, como
      também à produtividade do grupo.

3. Use a técnica quando:

  1. No início de um curso, de uma conferência, de uma reunião de grupo ou como
    tema introdutório de relações humanas.
  2. Quando se pretender demonstrar o efeito das distorções de comunicação.
  3. Quando se necessita demonstrar as filtragens de comunicação em termos de
    circulares, avisos, portarias, etc.
  4. Quando se desejar a intercomunicação entre pessoas ou entre grupos.
  5. Em reuniões onde as comunicações estão defasadas, é interessante utilizar
    no início das discussões.

4. Como usar a técnica

  1. O trabalho poderá ser realizado através de dois tipos de estimulação:
    verbal e gráfico.
  2. Estimulação gráfica:
  1. O dirigente deverá prover-se de uma lâmina de tamanho grande que
    represente uma cena na qual figurem pelo menos 20 detalhes significativos.
    Deverá dispor também de um aparelho gravador para registrar textualmente as
    sucessivas exposições. Costuma-se usar lâminas em que os objetos ou
    situações são desenhadas com certa ambigüidade, a fim de poder observar a
    capacidade de percepção dos indivíduos na experiência. Utilizam-se, também,
    duas lâminas.
  2. O dirigente convida seis ou sete pessoas para atuar como protagonista de
    uma experiência interessante. Solicita a estas pessoas que se retirem do
    local por um momento, dizendo-lhes que quando forem chamadas, uma por vez,
    deverão escutar atentamente o que se lhes diz e repetir o mais exatamente
    possível. Não se informa ao protagonista o objetivo da prova, se bem que
    isso pouco importe.
  3. Coloca-se diante do grupo a lâmina grande, mas de tal forma que não seja
    visível para as pessoas que vão entrando.
  4. O dirigente chama uma das pessoas que saíram e pede a um espectador
    previamente designado que descreva a lâmina em voz alta, enquanto o primeiro
    sujeito da experiência presta atenção ao relato, sem ver a lâmina.
  5. Antes de começar a descrição da lâmina faz-se funcionar o gravador, o
    qual registrará o processo até o final da experiência.
  6. Através desta primeira descrição direta da lâmina o grupo poderá
    advertir “quão eliminadora de detalhes e imperfeita pode ser uma percepção
    ainda quando seja descrita por um indivíduo que nesse momento estivesse
    observando diretamente a cena”.
  7. Terminada a descrição da lâmina pelo primeiro indivíduo, chama-se ao
    recinto um segundo sujeito, o qual se coloca junto ao primeiro, sem que
    nenhum dos dois veja a lâmina. O primeiro indivíduo descreve então ao
    segundo o que acaba de ouvir, fazendo-o com a maior fidelidade possível.
    Então o primeiro pode sentar-se entre os espectadores, pois sua tarefa está
    terminada.
  8. Faz-se entrar o terceiro indivíduo e procede-se do mesmo modo que no
    passo anterior. O segundo relata ao terceiro o que acaba de ouvir. Assim
    sucessivamente com todas as pessoas que tenham saído do recinto, até que o
    último deles repita o que o penúltimo relatou.
  9. Ouvem-se os relatos através das gravações ou do relator e debate-se o
    assunto, em termos de distorções de comunicação.
  1. Como estimulação verbal se pode utilizar um texto, com mais ou menos 20
    detalhes significativos.

TG-23 – MÉTODO CASUÍSTICO DE HARVARD

1. Caracterização da técnica

Atualmente tem-se dado ênfase ao estudo de casos, não só na empresa, mas
também na escola. O chamado caso é levado a reunião de debates, a fim de que as
opiniões e as informações favoreçam seu melhor entendimento.

Diversas técnicas têm sido desenvolvidas, envolvendo principalmente as
teorias do desenvolvimento do pensamento (Piaget).

O método casuístico, desenvolvido pela Harvard Business School, nos EUA, tem
sido usado em diversas universidades, empresas e escolas.

2. Como usar a técnica

São oferecidas algumas sugestões aos coordenadores das reuniões de grupo. São
as seguintes:

  1. Oferecer aos participantes, em cópias, um caso que é apresentado em forma
    de teste de dupla escolha (certo, errado). Nesses testes são apresentados os
    dados do problema..
  2. Dar dez a quinze minutos para que cada participante leia o caso e responda
    às questões.
  3. Enquanto os participantes estão completando o caso, escrever os números de
    1 a 10 no quadro de giz, com as colunas “certo-errado”. Quando todos
    terminarem, reunir os evangelizandos participantes em grupos de dois ou de
    quatro a fim de que o assunto seja debatido.
  4. Partindo da primeira afirmação, perguntar a cada grupo (ou a um relator
    previamente designado) os motivos que levaram os participantes a responder
    “certo” ou “errado”. Os debates deverão concentrar-se, de preferência, nas
    questões em que haja grande diferença de opiniões. Nesta etapa o coordenador
    deverá conduzir a reunião a fim de evitar discussões dispersivas e cansativas,
    sem resultado.
  5. Depois da discussão (mas sem relação com respostas em que houve um
    consenso), pedir ao grupo que responda de novo as afirmações à luz dos
    debates, que devem corresponder aos ensinamentos doutrinários.
  6. Ler as respostas previamente consideradas corretas a fim de que os
    participantes verifiquem, em grupo, como conduziram o teste.
  7. Marcar a distribuição das respostas no quadro de giz.
  8. Na etapa das respostas às perguntas – por quê -, o coordenador poderá
    contrapor o raciocínio dos mais exatos ao daqueles menos exatos (ou
    completos), apresentar seus próprios argumentos ou comparar o caso com
    princípios doutrinários implicados na compreensão e na resolução de problemas.
  9. Organizar uma equipe que, ao final, fará a avaliação das respostas às
    discussões.
  10. Convêm tomar certas precauções ao levar um caso ao debate:
  • Os casos não devem ser muito longos ou complexos, o que pode levar os
    participantes a discordâncias, que por vezes podem ser de difícil solução.
  • Deve haver, no exercício-caso, respostas certas e erradas. Quando não há
    respostas certas os participantes não acham fácil encontrar uma solução
    objetiva para suas divergências.
  • Quando o caso tiver problemas de fatos, opiniões, sentimentos,
    suposições, atitudes, convêm discriminar os “incidentes críticos”, a fim de
    facilitar a solução.
  • Poder-se-á, se for o caso, acrescentar ao estudo do caso o comentário de
    vários “experts” como guias para o debate do caso.
  • Os grupos, se possível, poderão ser divididos de acordo com a atividade
    de cada elemento: grupo de supervisão, grupo de treinamento, etc.
  • Insistir no fato de que, quando se examinam esses casos, os grupos devem
    concentrar-se no que acontece e por quê, nas relações interpessoais que o
    caso envolve, do que essencialmente está sendo tratado, em quem é o culpado.
    Não se trata de uma tarefa de detetive. Esta abordagem provavelmente levará
    mais à crítica negativa que não é fecunda quanto à compreensão positiva e à
    análise criativa do relacionamento humano.
  • Convém certificar-se de que a análise do caso levará o grupo para a
    decisão e a ação. A análise deverá ser feita exaustivamente, levando em
    conta todos os elementos antes da decisão. As conclusões prematuras,
    baseadas apenas em experiências pessoais (em minha opinião, porque eu tive
    um caso, etc.) levam a distorções dos fatos.
  • No tocante a decisão e ao consenso, convêm perceber que, do ponto de
    vista da pessoa que considera o caso, raramente haverá concordância com os
    outros, na etapa de discussão. Diversas soluções ou decisões alternativas
    vão surgir. Alguns elementos poderão ser convidados para debater seus pontos
    de vista, para tanto, ser-lhes-ão dados cinco minutos de defesa.
  • Tratando-se de problemas humanos, onde são tantos fatores imprevistos e
    imprevisíveis, raramente podemos dizer que há uma solução perfeita sobre a
    qual todos concordem. Mediante o processo da própria análise e do
    treinamento do processo de avaliação, da interpretação das diversas
    suposições, gradativamente, chegaremos a soluções de consenso.
  • O objetivo desse trabalho de grupo não é a solução do caso, mas o
    desenvolvimento de uma proveitosa abordagem da questão.

TG-24 – MÉTODO CIENTÍFICO BÁSICO

1. Caracterização da técnica

2. A técnica é útil para:

  1. Exercitar o raciocínio e a imaginação criadora.
  2. Possibilitar o estudo de um tema em seus pontos chaves.
  3. Corrigir e esclarecer, de forma imediata, dúvidas sobre o tema proposto.

3. Use a técnica quando:

4. Como usar a técnica

  1. Apresentação do tema em uma palavra ou expressão-síntese.
  2. Divisão do quadro em partes iguais, tituladas:
    1. O que queremos saber?
    2. O que pensamos?
    3. O que concluímos?
  3. Apresentação e fixação, no quadro de giz, das questões chaves já
    preparadas anteriormente (o que queremos saber?).
  4. Anotações de mais algumas questões, propostas na hora, pelos
    participantes.
  5. Oralmente, os participantes vão respondendo às questões, que o coordenador
    anotar, sinteticamente, no quadro (O que pensamos?).
  6. Fornecimento de fontes de pesquisa previamente selecionadas ou vivência de
    experiências concretas que forneçam elementos para avaliação de suas respostas
    (etapa de pesquisa em pequenos grupos).
  7. Volta-se ao plenário para a apresentação de resultados finais, com
    comentários enriquecedores.
  8. O coordenador anota os resultados finais no quadro de giz, sinteticamente
    (O que concluímos?).
  9. Ao final, se alguma questão foi de maior interesse, pode-se dar a ela um
    enfoque mais amplo.
  10. Cada participante deverá registrar as conclusões finais e guardá-las
    consigo, para posteriores consultas.

TG-25 – QUEM SOU

1. Como usar a técnica

  1. Fazer um cartaz contendo afirmativas com dicas alusivas ao que se deseja
    que os evangelizandos descubram. Para os menores afirmativas pequenas e
    fáceis; para os maiores, maior complexidade. No final do cartaz, o que se
    deseja que descubram.
  2. Ir descobrindo o cartaz, afirmativa após afirmativa; depois de cada
    afirmativa, perguntar: Quem sou eu?
  3. Se não conseguem identificar, descobrir mais uma afirmativa.
  4. Quando descobrirem, mostrar o final.

TG-26 – CAIXA DE SEGREDO

1. Como usar a técnica

  1. Colocar a caixa de presente sobre a mesa e aguardar a reação da classe.
  2. Dizer que este presente está relacionado com o tema da aula e que devem
    adivinhar o que é.
  3. Ir dando dicas para que a classe descubra.
  4. A partir daí, entrar no assunto.
  5. Se possível, no final da aula, sortear o presente.

TG-27 – LABIRINTO

1. Como usar a técnica

  1. Fazer um cartaz contendo uma frase sobre o SIM ou NÃO.
  2. Distribuir um labirinto para que os evangelizandos cheguem ao SIM ou NÃO.
  3. Perguntar quem encontrou mais SIM e mais NÃO.
  4. A quem encontrou mais SIM cabe arriscar o primeiro palpite sobre a frase
    escondida: – Devemos dizer SIM ou NÃO para esta frase?
  5. Antes de descobrir a frase, perguntar a quem fez mais NÃO: – Devemos dizer
    SIM ou NÃO para esta frase?
  6. Apresentar a frase e deixar que a leiam.
  7. Então perguntar se a frase merece um SIM ou um NÃO.
  8. A partir daí, desenvolver o conteúdo da aula.

TG-28 – ESCONDE-ESCONDE

1. Como usar a técnica

  1. Esconder uma gravura numa carteira ou cadeira.
  2. Pedir que procurem alguma coisa escondida na sala de aula.
  3. A partir da descoberta desenvolver o conteúdo da aula.

TG-29 – BOLA SABIDA

1. Como usar a técnica

  1. Fazer uma bola de papel ou usar uma outra.
  2. Fazer perguntas em tiras de papel, relativas ao tema da aula.
  3. Desenvolver o conteúdo da aula.
  4. Formar um círculo com a sala.
  5. Distribuir as tiras de papel pelos evangelizandos.
  6. Jogar a bola para um deles. Este deverá responder à pergunta que está no
    seu papel.
  7. Caso ele não saiba a resposta, joga a bola para outro que a deverá
    responder. Assim por diante até que alguém responda.
  8. A bola volta para o evangelizador que a joga para outro evangelizando,
    começando tudo outra vez.

TG-30 – PALAVRAS CRUZADAS MUDAS

1. Como usar a técnica

  1. Escolher uma palavra-chave do tema da aula, por exemplo: Jesus.
  2. Usando uma cartolina, fazer um diagrama de palavra-cruzada, onde serão
    escritas as palavras.
  3. Escrever em pedaços de papel uma palavra relativa à palavra-chave
    escolhida, numerando os pedaços de papel de 1 a 5.
  4. Sortear 5 evangelizandos e entregar a cada um, um dos pedaços de papel
    contendo uma questão.
  5. Dizer que deverão, na ordem numérica, apresentar a palavra para o resto da
    sala através de uma mímica.
  6. Quando a sala descobrir, ele colocará a palavra no diagrama.
  7. Completando o diagrama, aparecerá a palavra-chave, que deverá estar em
    destaque no diagrama.
  8. Aí começar a desenvolver a aula.

TG-31 – OLHO VIVO

1. Como usar a técnica

  1. Cartões tendo de um lado um número e do outro lado palavras que
    correspondem à resposta daquela pergunta. Estes cartões serão presos ao
    flanelógrafo com os números à vista.
  2. Virá-los e pedir à classe que olhe com atenção o que está escrito em cada
    cartão.
  3. Explicar que irá fazer as perguntas a que as respostas deverão ser dadas
    através dos números. Se o número dado pelo evangelizando não corresponder à
    resposta da pergunta, o cartão voltará a sua posição antiga, isto é, o número
    para cima.

Obs.- O evangelizador terá o cuidado de colocar os números sem seqüência
lógica alguma.

TG-32 – QUAL É A PALAVRA-CHAVE

1. Como usar a técnica

  1. Cartões tendo de um lado um número e de outro uma pergunta.
  2. A primeira letra da resposta de cada pergunta poderá pertencer ou não à
    palavra-chave. O evangelizador garantirá que a palavra seja a desejada e não
    um sinônimo.
  3. Pedir a um evangelizando que escolha um número. Virá-lo e ler a pergunta.
  4. Depois de respondidas todas as perguntas, pedir que cada evangelizando (ou
    grupo) forme a palavra-chave do tema.

Obs.- Deverão ser feitas mais perguntas do que letras da palavra-chave.

TG-33 – MÍMICA

1. Como usar a técnica

    1. Dividir o grupo em subgrupos.. De preferência em dois.
    2. Cada grupo deve escolher títulos de parábolas ou estórias de Jesus, ou
      nomes de livros espíritas (por autor indicado ou livre).
    3. Cada grupo deverá indicar, à sua vez, um de seus membros para vir encenar
      a frase que lhe será dada pelo outro grupo.
    4. Ele tem três minutos para através da mímica fazer com que seu grupo
      descubra a parábola ou estória.
    5. Para encenar ele deverá:
      1. indicar para o grupo quantas palavras compõem a frase.
      2. indicar qual a palavra que irá representar.

Obs- Poderão ser feitas combinações, válidas para os dois grupos, sobre as
vogais, quando isoladas.

  • Quando o grupo descobre a frase, ou vence o tempo, passa para o outro
    grupo.

 

VARIAÇÃO

Dar a cada grupo uma parábola ou estória para que represente para que o outro
grupo descubra qual é.

TG-34 – PAINEL DE TRÊS

1. Como usar a técnica

  1. Dividir o grupo em três subgrupos.. Denominá-los: Apresentador, Opositor e
    Assembléia.
  2. O grupo Apresentador apresenta (sem ser interrompido), o conteúdo do tema.
  3. O grupo Opositor anota o que não concorda e o que concorda. Após o
    Apresentador terminar, lança suas anotações para o grupo.
  4. A Assembléia, que tudo ouviu e anotou, apresenta seu depoimento.
  5. O evangelizador conclui.

TG-35 – OUVINDO E CONCLUINDO

1.Como usar a técnica

  1. O evangelizador faz uma pergunta sobre assunto já visto.
  2. Ouve a opinião emitida pelo grupo e pode fazer ligeiros comentários sobre
    as mesmas.
  3. Divide a sala em pequenos grupos.
  4. Distribui textos para o estudo sobre a pergunta.
  5. Após a leitura e discussão dos textos, deverão
    1. Tirar conclusões sobre o tema.
    2. Citar as mensagens julgadas mais importantes.
  6. Cada grupo apresenta suas conclusões e anota sobre a dos outros.
  7. Comentam sobre o que ouviram.
  8. O evangelizador deve fazer uma apreciação sobre as conclusões.

TG-36 – EXPOSIÇÃO INTRODUTÓRIA

1. Como usar a técnica

  1. Fazer ligeiro comentário sobre o tema.
  2. Dividir a sala em 3 grupos.
  3. Cada grupo irá estudar alguns itens em textos ou livros levados pelo
    evangelizador.
  4. Deixar que os grupos troquem idéias sobre suas conclusões, estabelecendo
    uma seqüência, de forma a que um único evangelizando faça a apresentação
    final.
  5. Comentário final pelo evangelizador.

TG-37 – ESTUDO DIVIDIDO

1. Como usar a técnica

  1. Dividir a classe em 3 ou 4 grupos.
  2. Dividir o assunto em partes iguais ao número de grupos.
  3. Entregar a cada grupo parte da síntese do assunto para estudarem durante
    5-10 minutos.
  4. Pedir que comentem por escrito o que entenderam e as dúvidas que
    permaneceram.
  5. Trocar as partes e os comentários entre os grupos, pedindo que analisem e
    completem o trabalho.
  6. Prosseguir até que o trabalho volte ao grupo original, que deve rever e
    dar unidade ao seu tema.
  7. Pedir a um elemento de cada grupo para que leia o resultado.
  8. O evangelizador faz a conclusão.

BIBLIOGRAFIA

01- Agostinho Minimucci – Dinâmica de Grupo: Manual de Técnicas – Edições São
Paulo, Atlas.

02- Imideo Giuseppe Nérici – Didática Geral Dinâmica – Edições São Paulo,
Atlas

03- Imideo Giuseppe Nérici – Metodologia do Ensino: uma Introdução – Edições
São Paulo, Atlas

04- Metodologia do Ensino: Uma Introdução – Edições São Paulo, Atlas

05- Juan Diaz & Pereira e Adair Martins Bordenave – Estratégias de
Ensino-Aprendizagem – Editôra Vozes.

06- Miguel Caviédes – Dinâmica de Grupo para uma Comunidade – Edições
Paulinas.

07- Alaíde Lisboa de Oliveira – Nova Didática – Editôra Tempo Brasileiro.

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